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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

José Godoy Garcia

PG GALERIA - LEGADO

José Godoy Garcia

👤 Dados Biográficos

  • Nome completo: José Godoy Garcia
  • Nascimento: 14 de fevereiro de 1918
  • Naturalidade: Jataí, Goiás, Brasil
  • Falecimento: 10 de maio de 2001
  • Local de falecimento: Goiânia, Goiás, Brasil


🎓 Formação

    Realizou os estudos primários em Jataí e o ensino secundário no tradicional Liceu de Goiás, na Cidade de Goiás. Posteriormente transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde ampliou sua formação intelectual e passou a integrar importantes círculos literários brasileiros. Formou-se em Direito, profissão que exerceu paralelamente à carreira literária.


💼 Trajetória Profissional

    Poeta, romancista, cronista, advogado, jornalista e servidor público. José Godoy Garcia pertence à geração que consolidou o Modernismo em Goiás. Sua obra é marcada pelo lirismo, pelo compromisso social e pela valorização da cultura goiana. Atuou também como articulista em jornais e revistas, tornando-se uma das principais vozes intelectuais do Estado durante a segunda metade do século XX. Sua produção literária dialoga com temas como justiça social, identidade regional, memória, política e o universo do Cerrado.


📚 Obras Publicadas

Poesia

  • Rio do Sono (1948)
  • Araguaia Mansidão (1972)
  • Os Dinossauros dos Sete Mares
  • Poemas publicados em jornais, revistas e antologias nacionais.

Romance

  • Caminho de Trombas (1966)

Outros

  • Crônicas, ensaios e textos críticos publicados na imprensa goiana e brasileira.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

  • Reconhecido como um dos maiores poetas modernos de Goiás.
  • Referência da literatura social e regionalista brasileira.
  • Obras estudadas em universidades e programas de pós-graduação.
  • Importante nome da cultura goiana no século XX.


🏛️ Academias e Instituições Literárias

  • Patrono da Cadeira nº 10 da Academia Goianiense de Letras (AGnL).
  • Homenageado por diversas instituições culturais e literárias do Estado de Goiás.
  • Sua obra integra o patrimônio literário preservado por centros de pesquisa dedicados à literatura goiana.


🕰️ Legado

    José Godoy Garcia figura entre os escritores que consolidaram a identidade literária de Goiás no século XX. Sua poesia alia elevada qualidade estética, forte consciência humanista e compromisso com a realidade social brasileira. Já sua obra romanesca registra importantes episódios históricos e políticos do interior goiano. Ao transformar o Cerrado, o Araguaia e o povo goiano em matéria literária, contribuiu decisivamente para ampliar o reconhecimento da literatura produzida em Goiás no cenário nacional. Sua produção permanece atual pela profundidade de sua reflexão sobre o ser humano, a justiça social e a construção da identidade cultural brasileira.


📖 Fontes consultadas

  • Academia Goianiense de Letras (AGnL)
  • Academia Goiana de Letras (AGL)
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
  • Enciclopédias de Literatura Brasileira
  • Estudos acadêmicos sobre o Modernismo em Goiás
  • Obras completas e edições publicadas do autor


Classificação na P.G Galeria

  • Categoria: Escritores do Legado
  • Período literário: Modernismo (2ª Geração) / Literatura Social Brasileira
  • Movimento: Modernismo
  • Gêneros: Poesia • Romance • Crônica • Ensaio
  • Temas predominantes: Humanismo • Justiça Social • Cerrado • Araguaia • Identidade Goiana • Memória • Cultura Brasileira
  • Palavras-chave: Modernismo • Poesia • Goiás • Araguaia • Literatura Social • Cerrado • Cultura Goiana • Identidade Regional • Humanismo

sábado, 25 de julho de 2026

Heleno Godoy

 

P.G Galeria – Contemporâneo

👤 Dados Biográficos 

Nome literário: Heleno Godoy

Nome completo: Heleno Godói de Sousa

Nascimento: 31 de março de 1946

Naturalidade: Goiatuba (GO), Brasil.

Residência: Goiânia (GO), Brasil.


🎓 Formação

Graduou-se em Letras (Português e Inglês) pela Universidade Católica de Goiás (atual PUC Goiás). É Master of Arts in Modern Letters pela The University of Tulsa (Estados Unidos) e doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (USP). Recebeu ainda o título de Professor Notório Saber pela Universidade Católica de Goiás.


💼 Trajetória Profissional

Poeta, romancista, contista, ensaísta, tradutor, crítico literário, artista plástico e professor universitário.

Foi professor titular de Literatura Inglesa da Universidade Federal de Goiás (UFG) e professor de Teoria da Literatura e Literaturas de Língua Portuguesa da Universidade Católica de Goiás (atual PUC Goiás).

É um dos principais representantes da renovação da literatura goiana iniciada pelo Grupo de Escritores Novos (GEN), do qual foi integrante e último presidente. Atuou também como membro da Curadoria do Museu de Arte de Goiânia (MAG), desenvolvendo intensa produção nas áreas da literatura, das artes visuais e da tradução.


📚 Obras Publicadas

Entre suas principais obras destacam-se:

1968 — Os Veículos. Edição Práxis. Goiânia (GO).

1969 — As Lesmas. Edição Práxis. Goiânia (GO). 2. ed. revista e ampliada. Kelps. Goiânia (GO), 2002.

1981 — Relações. Cerne. Goiânia (GO).

1983 — O Ser da Linguagem (organização). Editora UCG. Goiânia (GO).

1985 — Fábula Fingida. Nova Fronteira. Rio de Janeiro (RJ).

1992 — A Casa. Cerne. Goiânia (GO).

1993 — Trímeros. Editora UCG. Goiânia (GO).

1993 — Heleno Godoy: Trinta Anos de Literatura. Editora UCG. Goiânia (GO).

1994 — Poemas do GEN: 30 Anos (organização, com Miguel Jorge e Reinaldo Barbalho). Kelps. Goiânia (GO).

1996 — O Amante de Londres. Prefeitura de Goiânia. Goiânia (GO).

1999 — A Feia da Tarde e Outros Contos. Editora UCG. Goiânia (GO).

2004 — A Ordem da Inscrição. Editora UFG. Goiânia (GO).


🏆 Premiações e Reconhecimentos

• Prêmio de Gravura da I Bienal de Artes Plásticas de Goiás (1970).

• Prêmio Hugo de Carvalho Ramos, com Relações (1979).

• Prêmio José Décio Filho de Poesia, com Fábula Fingida (1984).

• Prêmio José Décio Filho de Poesia, com A Casa (1991).

• Prêmio Caliandra de Ficção, com O Amante de Londres (1996).

• Prêmio Coleção Vertentes da Editora UFG, com A Ordem da Inscrição (2002).


🏛️ Instituições

• União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) – Membro desde 1968.

• Grupo de Escritores Novos (GEN) – Integrante e último presidente.

• Associação Brasileira de Crítica Literária – Sócio fundador.

• Museu de Arte de Goiânia (MAG) – Ex-membro da Curadoria.

• Universidade Federal de Goiás (UFG) – Professor titular aposentado.

• Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) – Professor aposentado.


📧 E-mail

Não divulgado publicamente.


📸 Instagram

Não foi localizado perfil oficial de uso público.


💬 WhatsApp

Não divulgado publicamente.


🌐 Site oficial

Não possui site oficial divulgado.


📖 Fontes consultadas

• Universidade Federal de Goiás – Faculdade de Letras.

• Centro Cultural UFG.

• Museu de Arte de Goiânia.

• Agência Brasil Central.

• Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos (UFSC).

• Wikipédia. 

Bernardo Élis

P.G GALERIA – LEGADO

BERNARDO ÉLIS 


Dados Biográficos

Nome civil completo: Bernardo Élis Fleury de Campos Curado
Nome literário: Bernardo Élis
Nascimento: 15 de novembro de 1915
Naturalidade: Corumbá de Goiás (GO)
Falecimento: 30 de novembro de 1997

Bernardo Élis nasceu em Corumbá de Goiás, filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Recebeu do pai as primeiras lições e também o estímulo inicial para a literatura. Aos doze anos escreveu seu primeiro conto, inspirado em Assombramento, de Afonso Arinos. Há divergência entre fontes institucionais quanto ao local de seu falecimento. A Academia Brasileira de Letras registra Corumbá de Goiás, enquanto publicação da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás informa Goiânia. Por isso, a P.G Galeria mantém como dado seguro a data de 30 de novembro de 1997, sem fixar o local enquanto persistir a divergência documental. [1] [2]


Formação

Bernardo Élis iniciou os estudos em casa, orientado pelo pai. Em 1923 frequentou o Grupo Escolar na então capital do Estado. Posteriormente retornou a Corumbá de Goiás e, em 1928, mudou-se com a família para a Cidade de Goiás, onde cursou o ginásio no Liceu. Concluiu o curso clássico no Liceu de Goiânia em 1940. Formou-se em Direito em 1945, sendo orador de sua turma. Sua formação literária foi acompanhada por intensa atividade de leitura, com contato, entre outros autores, com Machado de Assis, Eça de Queirós e escritores modernistas. [1]


Trajetória Profissional e Acadêmica

Advogado, professor e escritor, Bernardo Élis iniciou sua atuação no serviço público em 1936, como escrivão da Delegacia de Polícia em Anápolis, e posteriormente exerceu a função de escrivão do cartório do crime de Corumbá. Transferiu-se para Goiânia em 1939 e foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal, tendo exercido interinamente funções de prefeito em duas ocasiões. No magistério, foi professor da Escola Técnica de Goiânia e das redes estadual e municipal. Foi cofundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás. Lecionou também Literatura na Universidade Católica de Goiás e posteriormente reassumiu atividades docentes na Universidade Federal de Goiás. Entre 1970 e 1978, atuou como assessor cultural do Escritório de Representação do Estado de Goiás no Rio de Janeiro. De 1978 a março de 1985, exerceu a função de diretor-adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília. Em 1986, foi nomeado membro do Conselho Federal de Cultura, permanecendo no órgão até sua extinção, em 1989. [1]


Trajetória Literária

Bernardo Élis participou ativamente da vida literária do Brasil Central desde a década de 1930, publicando poemas e textos de orientação modernista em jornais de Goiânia. Em 1942, tentou estabelecer-se no Rio de Janeiro levando consigo originais de poesia e contos, mas retornou a Goiás sem publicá-los. Foi um dos fundadores da revista Oeste, na qual publicou o conto Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá. Em 1944 publicou Ermos e Gerais: contos goianos, pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, obra que lhe proporcionou projeção crítica nacional. [1] [3] Participou, em 1945, do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo. Em 1953, promoveu o I Congresso de Literatura em Goiás. Sua ficção transformou o sertão e as relações sociais de Goiás em matéria literária, articulando linguagem popular, elaboração estética, conflitos fundiários, desigualdade, violência, relações de poder e experiências das populações do interior. Ermos e Gerais, O Tronco, Veranico de Janeiro e Chegou o Governador figuram entre os títulos centrais de sua produção. [1] [3] [4]


Obras e Produção Bibliográfica

A produção de Bernardo Élis abrange conto, romance, poesia, crônica, estudos históricos, ensaios, discursos e outros textos. [3] [4]

Contos

Ermos e Gerais: contos goianos — 1944.
Caminhos e Descaminhos — 1965.
Veranico de Janeiro — 1966; recebeu, ainda como original, o Prêmio José Lins do Rego em 1965. ³ ⁵
Caminhos dos Gerais — 1975.
André Louco — 1978.
Apenas um Violão — 1984. [3]

Romances e narrativa longa

O Tronco — 1956.
Chegou o Governador — 1987. [3]
A Terra e as Carabinas — produção ficcional posteriormente incorporada à Obra Reunida de Bernardo Élis[3]

Poesia

Primeira Chuva — 1955. [3]

Crônicas

Jeca Jica Jica Jeca — 1986. [3] [6]

Estudos, ensaios e outras publicações

Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional — 1973.
Goiás — 1976.
Vila-Boa de Goiás: aspectos turístico-históricos — 1979.
Os Enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil — 1980.
Goiás em Sol Maior — 1985. [3]

Discursos

Cadeira Um — 1983. [3]
Duo em Si Menor — 1983. [3]

Obra Reunida

Obra Reunida de Bernardo Élis — 1987, Coleção Alma de Goiás, José Olympio, em cinco volumes. A coleção reuniu contos, romances, crônicas, poesia, estudos, discursos e textos esparsos, incluindo Ermos e Gerais, Caminhos e Descaminhos, Veranico de Janeiro, O Tronco, A Terra e as Carabinas, Apenas um Violão, Chegou o Governador, Goiás em Sol Maior, Lucro e/ou Logro, Jeca Jica Jica Jeca, Os Enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil, Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional e Primeira Chuva[3]

Antologias e seleções

Presença Literária de Bernardo Élis — organização de Nelly Alves de Almeida, 1970.
Seleta de Bernardo Élis — organização de Gilberto Mendonça Teles, 1974.
Dez Contos Escolhidos — organização de Geraldo Vasconcelos, 1985.
Os Melhores Contos – Bernardo Élis — organização de Gilberto Mendonça Teles, 1996. [3]

Traduções

Ontem, como hoje, como amanhã, como depois foi publicado em inglês em Short Story International, em 1979, com tradução de Silas Curado. Domingo, três horas da tarde foi publicado em alemão em 1991, com tradução de Marianne Gareis. [3]

Observação bibliográfica

A bibliografia da Academia Brasileira de Letras apresenta um conjunto mais sintético de títulos, enquanto o levantamento acadêmico da Unicamp discrimina gêneros, edições, antologias, discursos, traduções e a Obra Reunida. A P.G Galeria adota o levantamento ampliado, preservando as distinções documentais entre obras autônomas, coletâneas, seleções e reunião posterior de textos. [3][4]


Academias e Instituições Literárias

Academia Brasileira de Letras

Bernardo Élis foi o quarto ocupante da Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 23 de outubro de 1975, sucedendo Ivan Lins, e tomou posse em 10 de dezembro de 1975, sendo recebido por Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. [1][7]

Associação Brasileira de Escritores

Participou da fundação da Associação Brasileira de Escritores em Goiás e foi eleito presidente da entidade. [1]

Universidade Federal de Goiás

Foi cofundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás e posteriormente exerceu atividades docentes na instituição. [1][6]

Universidade Católica de Goiás

Atuou como professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás. [1]

Instituto Nacional do Livro

Exerceu a função de diretor adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, entre 1978 e março de 1985. [1]

Conselho Federal de Cultura

Foi nomeado membro do Conselho Federal de Cultura em 1986, permanecendo na instituição até sua extinção, em 1989. ¹

Academia Goianiense de Letras

Bernardo Élis é patrono da Cadeira nº 1 da Academia Goianiense de Letras. [8]

AC-CLAM

A memória de Bernardo Élis integra o patrimônio cultural e literário preservado em Corumbá de Goiás, com reconhecimento no âmbito da AC-CLAM — Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música. A documentação consultada registra a preservação de sua memória pela instituição, não sendo utilizada para afirmar que Bernardo Élis tenha sido membro da Academia. [9]


Premiações, Títulos e Distinções

Prêmio José Lins do Rego — 1965
Recebeu o prêmio pelo original de Veranico de Janeiro[1][5]

Prêmio Jabuti — 1966
Recebeu o Prêmio Jabuti por Veranico de Janeiro[1][2]

Prêmio Afonso Arinos
Concedido pela Academia Brasileira de Letras por Caminhos e Descaminhos[1][5]

Prêmio Sesquicentenário da Independência — 1972
Distinção relacionada a Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional[1]

Fundação Cultural de Brasília — 1987
Premiação pelo conjunto de sua obra. [1][2]

Instituto de Artes e Cultura de Brasília
Recebeu medalha da instituição. [1][2]


Produção Crítica e Pesquisa sobre a Obra

A obra de Bernardo Élis possui extensa fortuna crítica e permanece objeto de estudos nas áreas de Literatura, História, Sociologia, Linguística, memória, regionalismo e estudos culturais. Sua produção é examinada especialmente pelas relações entre literatura e sociedade, representação do sertão, conflitos pela terra, violência, linguagem regional e processos históricos de Goiás. Na Universidade Federal de Goiás, a dissertação de Rogério Max Canedo Silva, Por essas estradas o homem voa nas asas de sua fantasia: História e ficção em Chegou o governador, de Bernardo Élis, analisa as relações entre história e ficção na obra. [10] A Unicamp registra documentação bibliográfica que permite acompanhar sua produção publicada, antologias, traduções e outros elementos de sua circulação literária. [3]


Legado

Bernardo Élis ocupa posição central na literatura de Goiás e na projeção nacional da narrativa produzida no Brasil Central. Com Ermos e Gerais, publicado em 1944, inseriu de maneira decisiva o sertão goiano no panorama da ficção brasileira moderna. Sua produção transformou conflitos sociais, violência, desigualdade, relações de poder, disputas pela terra, oralidade e modos de vida do interior em matéria literária de forte densidade crítica. [1][5] Sua escrita não se limitou à representação regional. O espaço goiano tornou-se instrumento para examinar relações humanas, estruturas sociais e processos históricos brasileiros, contribuindo para ampliar a presença do Centro-Oeste no panorama da literatura nacional. A eleição para a Academia Brasileira de Letras, em 1975, consolidou institucionalmente uma trajetória já reconhecida pela crítica e por importantes premiações literárias. A permanência de sua obra em pesquisas universitárias e estudos críticos confirma sua relevância para a literatura brasileira. [1][7][10]


Texto Curatorial

Bernardo Élis integra a P.G Galeria – Legado como um dos nomes fundamentais da literatura goiana e brasileira do século XX. Nascido em Corumbá de Goiás, transformou o sertão, seus conflitos, sua linguagem, suas desigualdades e seus personagens em literatura de elevada força estética e crítica social. Contista, romancista, poeta, professor e intelectual, projetou a experiência histórica e humana do Brasil Central para além das fronteiras regionais. Autor de Ermos e Gerais, O Tronco, Veranico de Janeiro e Chegou o Governador, recebeu importantes premiações e alcançou reconhecimento nacional. Sua eleição para a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras consolidou uma trajetória fundamental para a literatura, a memória e a formação cultural de Goiás. [1][3][7]


Fontes de Pesquisa e Validação

[1] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Biografia. ABL — Biografia de Bernardo Élis
[2] GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS — SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. Entrevista com Bernardo Élis sobre adaptação de contos para o cinema. Secult Goiás — Bernardo Élis
[3] UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP. Remate de Males — Bibliografia de Bernardo Élis. Unicamp — Bibliografia de Bernardo Élis
[4] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Bibliografia. ABL — Bibliografia
[5] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Discurso de recepção a Bernardo Élis. ABL — Discurso de recepção
[6] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. Centro de Estudos Brasileiros. Bernardo Élis. UFG — Bernardo Élis
[7] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Cadeira nº 1. ABL — Perfil acadêmico
[8] ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Bernardo Élis — Patrono. Academia Goianiense de Letras — Bernardo Élis
[9] PORTAL CORUMBÁ DE GOIÁS. Arte e Cultura — AC-CLAM e patrimônio cultural de Corumbá de Goiás. Portal Corumbá de Goiás — AC-CLAM
[10] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. SILVA, Rogério Max Canedo. Por essas estradas o homem voa nas asas de sua fantasia: História e ficção em Chegou o governador, de Bernardo Élis. Repositório UFG — Pesquisa sobre Bernardo Élis


Classificação na P.G Galeria

Categoria: Legado
Período literário: Literatura brasileira do século XX
Gêneros: Conto, romance, poesia, crônica, ensaio e produção histórico-cultural
Palavras-chave: Bernardo Élis, Goiás, Corumbá de Goiás, sertão, regionalismo, literatura goiana, literatura brasileira, Cerrado, conflitos sociais, memória, história e linguagem.

José J. Veiga

 P.G Galeria – Legado

👤 Dados Biográficos

Nome literário: José J. Veiga

Nome completo: José Jacinto Veiga

Nascimento: 2 de fevereiro de 1915

Falecimento: 19 de setembro de 1999

Naturalidade: Corumbá de Goiás (GO), Brasil.


🎓 Formação

Graduou-se em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. Embora formado em Direito, dedicou sua vida ao jornalismo, à tradução, à edição e, sobretudo, à literatura.


💼 Trajetória Profissional

Romancista, contista, jornalista, tradutor e editor.

Trabalhou como comentarista e tradutor da BBC de Londres entre 1945 e 1950. De volta ao Brasil, atuou como jornalista em O Globo e na Tribuna da Imprensa, foi redator-chefe da revista Seleções do Reader's Digest e coordenador editorial da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Estreou na literatura em 1959 com Os Cavalinhos de Platiplanto, obra que o projetou nacionalmente. É considerado um dos maiores representantes do realismo fantástico (ou realismo mágico) na literatura brasileira.


📚 Obras Publicadas

Entre suas principais obras destacam-se:

1959 — Os Cavalinhos de Platiplanto. Contos.

1966 — A Hora dos Ruminantes. Romance.

1967 — A Estranha Máquina Extraviada. Contos.

1972 — Sombras de Reis Barbudos. Romance.

1976 — Os Pecados da Tribo. Novela.

1978 — O Professor Burrim e as Quatro Calamidades. Literatura infantojuvenil.

1980 — De Jogos e Festas. Novelas.

1981 — Aquele Mundo de Vasabarros. Romance.

1985 — Torvelinho Dia e Noite. Romance.

1989 — A Casca da Serpente. Romance.

1993 — O Risonho Cavalo do Príncipe. Romance.

1995 — O Relógio Belisário. Romance.

1997 — Objetos Turbulentos. Contos.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

• Prêmio Fábio Prado (1959), por Os Cavalinhos de Platiplanto.

• Três vezes vencedor do Prêmio Jabuti (1981, 1983 e 1993).

• Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (1997), pelo conjunto da obra.

• Livros traduzidos para diversos idiomas e publicados em países como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Portugal, México, Dinamarca, Suécia e Noruega.


🏛️ Academias e Instituições Literárias

• BBC de Londres – Comentarista e tradutor.

• Fundação Getulio Vargas (FGV) – Coordenador editorial.

• Jornal O Globo – Jornalista.

Tribuna da Imprensa – Jornalista.

• Revista Seleções do Reader's Digest – Redator-chefe.

Observação: José J. Veiga não foi membro da Academia Brasileira de Letras. Recebeu da instituição o Prêmio Machado de Assis, mas nunca ocupou uma cadeira na ABL.


🕰️ Legado

José J. Veiga é reconhecido como um dos maiores escritores brasileiros do século XX e o principal representante goiano do realismo fantástico. Sua obra combina o universo rural do interior de Goiás com elementos insólitos e alegóricos para refletir sobre poder, autoritarismo, liberdade e condição humana.

Seus romances e contos ultrapassaram fronteiras nacionais, sendo traduzidos para diversos idiomas e estudados em universidades brasileiras e estrangeiras. Em Goiás, seu legado permanece preservado, entre outras iniciativas, pelo Espaço José J. Veiga, instalado na Biblioteca do Sesc Centro, em Goiânia, que reúne seu acervo pessoal, manuscritos, correspondências e documentos.


📖 Fontes consultadas

• Companhia das Letras.

• Biblioteca do Sesc Centro – Espaço José J. Veiga.

• Brasil Escola.

• Mundo Educação.

• Wikipédia.

Rodriana Costa

RODRIANA COSTA

P.G Galeria — Contemporâneos

👤 Dados Biográficos

Nome completo: Rodriana Dias Coelho Costa
Nome literário: Rodriana Costa
Nascimento: 1983
Naturalidade: Pires do Rio (GO)

Rodriana Costa é escritora, professora e pesquisadora goiana. Nascida em Pires do Rio, em 1983, mantém trajetória que articula criação literária, docência e pesquisa acadêmica.

Em seu site oficial, relata que a escrita está presente em sua vida desde a adolescência. Sua produção literária contemporânea concentra-se principalmente em contos e crônicas, com forte presença da memória, das experiências humanas e do território goiano.


🎓 Formação

Graduada em Letras — habilitação em Português pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2012. Durante a graduação, participou de projetos de pesquisa relacionados às línguas indígenas da família Jê e aos estudos funcionalistas da linguagem.

É mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Goiás, título concluído em 2014, com pesquisa na área dos Estudos Linguísticos e do funcionalismo.

Concluiu o Doutorado em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), em 2020, com a tese:

Fiar e tecer: linhas culturais para tessitura do ensino-aprendizagem de português como língua adicional.

O estudo aborda português brasileiro como língua adicional, práticas docentes, interculturalidade e contextos de ensino envolvendo estudantes indígenas e italianos.

Durante o doutorado, realizou período de estudos na Università degli Studi “G. d'Annunzio” Chieti-Pescara, na Itália, por meio do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento/CAPES.


💼 Trajetória Profissional

Rodriana Costa é professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Instituto Federal de Goiás (IFG), Campus Goiânia.

O perfil institucional do IFG também a apresenta como escritora nos campos científico e literário. Sua atuação acadêmica envolve temas como ensino de língua portuguesa, literatura, interculturalidade, línguas indígenas, políticas linguísticas e práticas de letramento.

Atuou no Curso de Educação Indígena Intercultural da Universidade Federal de Goiás, na área de português como segunda língua/língua adicional.

Paralelamente à docência e à pesquisa, desenvolve produção literária em contos e crônicas. Textos de sua autoria circulam em livros, coletâneas, veículos de comunicação e espaços literários. Seu site oficial reúne também trabalhos acadêmicos, crônicas e registros de atividades culturais, entrevistas, podcasts e participação em eventos literários.


📚 Obras Publicadas

2022 — Aromas e Memórias: contosLivro de contos em que memória, experiências femininas e referências ao território goiano constituem elementos recorrentes das narrativas. A obra integra o catálogo disponibilizado no site oficial da escritora.

2025 — Casulo da BorboletaColetânea composta por 14 contos, lançada em 2025. O livro foi apresentado durante a Flipiri, em Pirenópolis (GO), e desenvolve narrativas relacionadas às transformações, conflitos e escolhas vivenciadas por suas personagens.

2021 — Educação Intercultural, Letramentos de Resistência e Formação Docente. Editora da Abralin. Publicação acadêmica vinculada aos estudos sobre educação intercultural, letramentos e formação docente, com participação de Rodriana Costa.

Entre outros textos disponibilizados publicamente estão:

  • “Abricó-de-macaco” — conto publicado no site da União Brasileira de Escritores;
  • “Um dia me disseram: ‘o altruísmo não existe!’” — crônica publicada no Jornal Opção;
  • “A Camareira” — conto premiado;
  • “Minha amiga Esmeralda” — conto publicado em antologia internacional em Cabo Verde.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

2024 — 9º Prêmio VIP de Literatura

  • O conto A Camareira recebeu premiação na 9ª edição do Prêmio VIP de Literatura. O reconhecimento foi divulgado publicamente pela escritora e registrado posteriormente em perfil jornalístico dedicado à sua trajetória.
  • O conto Minha amiga Esmeralda alcançou circulação internacional por meio de publicação em antologia em Cabo Verde.


🏛️ Instituições

Instituto Federal de Goiás — IFGProfessora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Câmpus Goiânia.

União Brasileira de Escritores — Seção Goiás (UBE-GO): 
  • Escritora associada
  • Na gestão 2024–2026, integrou a diretoria da UBE-GO como 1ª secretária, conforme composição da chapa eleita divulgada publicamente em 2024.
  • Vice-presidente eleita para a gestão 2026-2028

Universidade Federal de Goiás — UFGInstituição de sua graduação em Letras e do- mestrado em Linguística e Língua Portuguesa.

Universidade de Brasília — UnB: Instituição na qual concluiu o Doutorado em Linguística, em 2020.


📧 E-mail: rodriana@rodrianacosta.com.br


📸 Instagram: @rodrianadiascosta


🌐 Site oficial : Rodriana Costa 


📖 Fontes Consultadas
  • Site oficial de Rodriana Costa — biografia, obras, contatos e atividades culturais.
  • Instituto Federal de Goiás — perfil institucional e atuação docente.
  • Universidade de Brasília — Repositório Institucional, tese de doutorado.
  • Universidade Federal de Goiás — registros acadêmicos e de formação.
  • Revista Goyazes — dados acadêmicos e trajetória de pesquisa.
  • Editora da Abralin — produção acadêmica.
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — relação pública de associados.
  • Jornal Opção — trajetória literária, obras, reconhecimento e participação na diretoria da UBE-GO.
  • Divulgação da Flipiri 2025 — lançamento de Casulo da Borboleta.
___________________________________________________________________________________

P.G Galeria — Contemporâneos: memória da literatura goiana.
Um projeto cultural da P.G Editora.

Patrícia.Gabriel

P.G Galeria – Contemporâneo

👤 Dados Biográficos

  • Nome literário: Patrícia.Gabriel
  • Nome completo: Patrícia Nogueira Braga
  • Naturalidade: São Miguel do Araguaia (GO)
  • Residência: Goiânia (GO)


🎓 Formação

  • Masterpiece of World Literature – Harvard University.
  • Formação de Editor – Casa Educação.
  • Produção Editorial, Revisão Textual e Gramática para Revisores – Universidade do Livro (UNESP).
  • Tecnóloga em Gestão de Pequenas Empresas – UniAnhanguera (GO).
  • Bacharel em Direito – PUC Goiás.


📚 Obras Publicadas

2023 — Mel (2ª edição). Goiânia (GO).
2023X: Viagem pela Escrita. Volta Redonda (RJ).
2019Sarau Brasil. Vivara Editora. Cabedelo (PB).
2019Liberdade – Poesia Livre Luso-Brasileira. Chiado Books. Lisboa (Portugal).
2018Além da Terra, Além do Céu. Chiado Books. Lisboa (Portugal).
2018Trilogia Mel – Volume I: Mel. Chiado Books. Lisboa (Portugal).

🏆 Premiações e Reconhecimentos

  • Certificado do Mérito Legislativo – Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Ale-GO), 2026.


🏛️ Instituições

  • Membro Associado da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO).
  • Membro correspondente da Academia Goianiense de Letras (AGnL).


📧 E-mail: patricia.gabriel201210@gmail.com

📸 Instagram: @patriciagabriel_escritora


🌐 Site oficial Patrícia.Gabriel: 

Site AGnL: Membra correspondente, cadeira 67: 


📖 Fontes consultadas: Informações fornecidas pela autora.

Edival Lourenço

 

P.G Galeria – Contemporâneo

👤 Dados Biográficos

Nome literário: Edival Lourenço 

Nome completo: Edival Lourenço de Oliveira

Nascimento: 13 de agosto de 1952

Naturalidade: Iporá (GO), Brasil.

Residência: Goiânia (GO), Brasil.


🎓 Formação

Bacharel em Direito e pós-graduado em Administração de Marketing. Atuou por muitos anos na Caixa Econômica Federal, onde exerceu funções ligadas à Comunicação Social e Promoção Cultural. Também foi professor de graduação.


💼 Trajetória Profissional

Romancista, poeta, cronista, contista, ensaísta e crítico literário.

Foi gerente de Comunicação Social e Promoção Cultural da Caixa Econômica Federal em Goiás. Exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura de Goiás (2019–2023), foi conselheiro estadual e municipal de cultura e é presidente da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO).

É cronista do jornal O Popular, colunista da Revista Bula e um dos escritores goianos mais premiados de sua geração.


📚 Obras Publicadas

Poesia

1984 — Estação do Cio.

1993 — Coisa Incoesa.

2005 — As Vias do Voo.

2009 — Pela Alvorada dos Nirvanas.

2013 — Os Enganos do Carbono.

2026 — A Caligrafia das Heras. R&F Editora. Goiânia (GO).

Romance

1994 — A Centopeia de Néon.

2011 — Naqueles Morros Depois da Chuva.

Contos

1992 — A Perpétua Utopia.

2004 — Mundocaia.

2005 — Os Carapinas do Sri Lanka.

Crônicas

2009 — O Elefante do Cego.

2011 — As Luzes do Pântano.

2026 — Momento Crítico – Ensaios, Resenhas e Prefácios.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

• Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná, por A Centopeia de Néon.

• Prêmio Jabuti (2º lugar – Romance), por Naqueles Morros Depois da Chuva.

• Troféu Jaburu, pelo conjunto da obra.

• Comenda Jorge Amado, concedida pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.

• Troféu Tiokô de Literatura – Prosa.

• Cerca de 50 premiações literárias ao longo da carreira.


🏛️ Instituições

Academia Goiana de Letras (AGL) – Ocupante da Cadeira nº 22.

União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) – Presidente.

• Conselho Estadual de Cultura de Goiás – Ex-conselheiro.

• Conselho Municipal de Cultura – Conselheiro.

• Revista Bula – Colunista.

• Jornal O Popular – Cronista.


📧 E-mail

Não divulgado publicamente.


📸 Instagram

Não foi localizado perfil oficial de uso público.


💬 WhatsApp

Não divulgado publicamente.


🌐 Site oficial

Blog oficial:

https://edivallourenco.blogspot.com


📖 Fontes consultadas

• Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.

• Blog oficial de Edival Lourenço.

• Academia Goiana de Letras.

• Wikipédia.

• Revista Guará (PUC Goiás).

• Words Without Borders. 

Eli Brasiliense

 P.G GALERIA – LEGADO

ELI BRASILIENSE


Dados Biográficos

Nome completo: Eli Ribeiro Brasiliense
Nome literário: Eli Brasiliense
Nascimento: 18 de abril de 1915
Naturalidade: Porto Nacional, então Estado de Goiás, atual Tocantins
Falecimento: 5 de dezembro de 1998, Goiânia (GO)

Eli Brasiliense nasceu em Porto Nacional, então pertencente ao Estado de Goiás, território que atualmente integra o Tocantins. Sua origem e sua vivência no antigo norte goiano exerceram influência decisiva sobre sua produção literária, especialmente na representação do rio Tocantins, do garimpo, das populações interioranas e das transformações sociais da região.


Formação

Estudou em Porto Nacional, onde frequentou o Seminário São José e o Colégio São Tomás de Aquino, instituições relacionadas à formação humanística promovida pelos dominicanos. Concluiu o curso de Humanidades. Sua formação e experiência intelectual desenvolveram-se em estreito contato com a realidade histórica, cultural e social do antigo Estado de Goiás, posteriormente transformada em matéria de sua produção literária.


Trajetória Profissional e Acadêmica

Eli Brasiliense atuou como professor, jornalista e escritor. Iniciou sua atividade jornalística ainda jovem, colaborando com o semanário A Folha dos Moços, em Porto Nacional. Posteriormente, em Goiânia, exerceu a função de redator-chefe da Folha de Goiaz e colaborou com periódicos como O Social e Diário da Tarde. Também exerceu atividades relacionadas ao ensino e à direção de estabelecimentos educacionais.


Trajetória Literária

Romancista, contista, cronista e ensaísta, Eli Brasiliense tornou-se um dos representantes relevantes da prosa produzida em Goiás no século XX. Sua literatura apresenta forte vinculação com o território e com os processos históricos e sociais do antigo Estado de Goiás. O garimpo, o rio Tocantins, a vida das populações interioranas, as relações sociais, as desigualdades, os deslocamentos humanos e a formação de Goiânia constituem elementos recorrentes de sua produção. Sua obra é associada pela crítica ao regionalismo e ao neorrealismo, com presença marcante do realismo social.


Obras e Produção Bibliográfica

Romances

  • Pium – nos garimpos de Goiás — 1949.
  • Bom Jesus do Pontal — 1954.
  • Chão Vermelho — 1956.
  • Rio Turuna — 1964.
  • O Perereca — 1973.
  • Uma Sombra no Fundo do Rio — edição documentalmente localizada em 1977.

Contos, crônicas e outras obras literárias

  • O Irmão da Noite — 1968.
  • Um Grão de Mostarda — 1969.
  • A Morte do Homem Eterno — registro bibliográfico situado entre 1970 e 1971.
  • A Cidade sem Sol e sem Lua — 1977.
  • Bilhete à Minha Filha na Noite de Natal — 1982.

Há divergências documentais quanto ao ano da primeira edição de algumas obras, especialmente Uma Sombra no Fundo do Rio e A Morte do Homem Eterno. Por essa razão, a P.G Galeria preserva apenas as datas documentalmente localizadas, sem estabelecer como definitiva uma data de primeira edição ainda conflitante.

O título A Voz do Rio aparece associado ao autor em referências biográficas, porém sua publicação não foi suficientemente comprovada no levantamento bibliográfico realizado. Por isso, não é contabilizado entre as obras publicadas até que seja localizado registro bibliográfico confiável.


Academias e Instituições Literárias

Academia Goiana de Letras

Eli Brasiliense integrou a Academia Goiana de Letras, onde ocupou a Cadeira nº 2. Também exerceu a Presidência da instituição.

União Brasileira de Escritores – Seção Goiás

Foi membro e presidente da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás.

Academia Tocantinense de Letras

Integrou a Academia Tocantinense de Letras, mantendo também reconhecimento institucional no território correspondente à região de seu nascimento e a uma parcela fundamental do universo representado em sua literatura.

Associação Goiana de Imprensa

Sua trajetória também registra participação na Associação Goiana de Imprensa, em consonância com sua atuação jornalística.


Premiações, Títulos e Distinções

Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos

Pium – nos garimpos de Goiás foi contemplado, em 1949, pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos.

Concurso Literário da Universidade Federal de Goiás

Rio Turuna foi vencedor do primeiro concurso literário promovido pela Universidade Federal de Goiás.

Fundação Cultural de Brasília

Registros institucionais atribuem a Eli Brasiliense premiação concedida pela Fundação Cultural de Brasília. Como a documentação consultada não permitiu estabelecer com segurança a obra, a categoria e o ano da distinção, esses elementos não são acrescentados por inferência.


Produção Crítica e Pesquisa sobre a Obra

A produção de Eli Brasiliense permanece objeto de pesquisas acadêmicas relacionadas à Literatura, História, Linguística, memória, regionalismo e estudos culturais. Rio Turuna possui estudos acadêmicos dedicados, entre outros aspectos, à linguagem e à representação do universo regional. Pium é estudado em trabalhos relacionados ao garimpo, à cultura, à linguagem e à formação histórica do antigo norte goiano. Chão Vermelho constitui importante objeto de investigação das representações literárias da construção e consolidação de Goiânia e das transformações sociais provocadas pela formação da nova capital. A permanência dessas obras em pesquisas universitárias demonstra a relevância da produção de Eli Brasiliense como fonte literária para a compreensão de diferentes dimensões históricas, sociais e culturais de Goiás e do atual Tocantins.


Legado

Eli Brasiliense ocupa posição relevante na consolidação da prosa literária goiana do século XX. Sua literatura transformou espaços, personagens e processos históricos de Goiás em matéria narrativa, registrando o universo dos garimpos, a vida ribeirinha, as relações sociais do interior, a presença do rio Tocantins e as mudanças provocadas pela urbanização. Sua produção também acompanha simbolicamente a transformação territorial do próprio Estado: parte de sua obra preserva a memória do antigo norte goiano, posteriormente convertido no Estado do Tocantins, enquanto Chão Vermelho se volta para Goiânia e para a formação social da nova capital. A continuidade das edições, dos estudos acadêmicos e da recepção crítica de seus livros confirma a permanência de sua obra no patrimônio literário e cultural de Goiás e do Tocantins.


Texto Curatorial

Eli Brasiliense integra a P.G Galeria – Legado como um dos importantes representantes da prosa produzida em Goiás no século XX. Romancista, contista, cronista, jornalista e professor, transformou em literatura o antigo norte goiano, o rio Tocantins, o garimpo, a formação de Goiânia e os conflitos humanos de uma sociedade em transformação. De Pium a Chão Vermelho, de Rio Turuna a O Perereca, sua escrita articula território, memória e crítica social. Sua atuação na Academia Goiana de Letras e na União Brasileira de Escritores soma-se a uma produção que permanece objeto de leitura e pesquisa, constituindo importante registro literário da memória cultural de Goiás e do Tocantins.


Fontes de Pesquisa e Validação

  • Academia Goianiense de Letras.
  • Academia Goiana de Letras.
  • Universidade Federal de Goiás.
  • Universidade Federal do Tocantins.
  • Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos – Universidade Federal de Santa Catarina.
  • Fundação Biblioteca Nacional.
  • Academia Brasileira de Letras.
  • União Brasileira de Escritores – Seção Goiás.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.
  • Produção acadêmica institucional dedicada à vida e à obra de Eli Brasiliense.


Classificação na P.G Galeria

Categoria: Legado
Período literário: Modernismo / Regionalismo / Neorrealismo
Gêneros: Romance, conto, crônica e ensaio
Palavras-chave: Goiás, Tocantins, Cerrado, regionalismo, garimpo, rio Tocantins, Goiânia, memória, identidade, crítica social.

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