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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

José Godoy Garcia

PG GALERIA - LEGADO

José Godoy Garcia

👤 Dados Biográficos

  • Nome completo: José Godoy Garcia
  • Nascimento: 14 de fevereiro de 1918
  • Naturalidade: Jataí, Goiás, Brasil
  • Falecimento: 10 de maio de 2001
  • Local de falecimento: Goiânia, Goiás, Brasil


🎓 Formação

    Realizou os estudos primários em Jataí e o ensino secundário no tradicional Liceu de Goiás, na Cidade de Goiás. Posteriormente transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde ampliou sua formação intelectual e passou a integrar importantes círculos literários brasileiros. Formou-se em Direito, profissão que exerceu paralelamente à carreira literária.


💼 Trajetória Profissional

    Poeta, romancista, cronista, advogado, jornalista e servidor público. José Godoy Garcia pertence à geração que consolidou o Modernismo em Goiás. Sua obra é marcada pelo lirismo, pelo compromisso social e pela valorização da cultura goiana. Atuou também como articulista em jornais e revistas, tornando-se uma das principais vozes intelectuais do Estado durante a segunda metade do século XX. Sua produção literária dialoga com temas como justiça social, identidade regional, memória, política e o universo do Cerrado.


📚 Obras Publicadas

Poesia

  • Rio do Sono (1948)
  • Araguaia Mansidão (1972)
  • Os Dinossauros dos Sete Mares
  • Poemas publicados em jornais, revistas e antologias nacionais.

Romance

  • Caminho de Trombas (1966)

Outros

  • Crônicas, ensaios e textos críticos publicados na imprensa goiana e brasileira.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

  • Reconhecido como um dos maiores poetas modernos de Goiás.
  • Referência da literatura social e regionalista brasileira.
  • Obras estudadas em universidades e programas de pós-graduação.
  • Importante nome da cultura goiana no século XX.


🏛️ Academias e Instituições Literárias

  • Patrono da Cadeira nº 10 da Academia Goianiense de Letras (AGnL).
  • Homenageado por diversas instituições culturais e literárias do Estado de Goiás.
  • Sua obra integra o patrimônio literário preservado por centros de pesquisa dedicados à literatura goiana.


🕰️ Legado

    José Godoy Garcia figura entre os escritores que consolidaram a identidade literária de Goiás no século XX. Sua poesia alia elevada qualidade estética, forte consciência humanista e compromisso com a realidade social brasileira. Já sua obra romanesca registra importantes episódios históricos e políticos do interior goiano. Ao transformar o Cerrado, o Araguaia e o povo goiano em matéria literária, contribuiu decisivamente para ampliar o reconhecimento da literatura produzida em Goiás no cenário nacional. Sua produção permanece atual pela profundidade de sua reflexão sobre o ser humano, a justiça social e a construção da identidade cultural brasileira.


📖 Fontes consultadas

  • Academia Goianiense de Letras (AGnL)
  • Academia Goiana de Letras (AGL)
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
  • Enciclopédias de Literatura Brasileira
  • Estudos acadêmicos sobre o Modernismo em Goiás
  • Obras completas e edições publicadas do autor


Classificação na P.G Galeria

  • Categoria: Escritores do Legado
  • Período literário: Modernismo (2ª Geração) / Literatura Social Brasileira
  • Movimento: Modernismo
  • Gêneros: Poesia • Romance • Crônica • Ensaio
  • Temas predominantes: Humanismo • Justiça Social • Cerrado • Araguaia • Identidade Goiana • Memória • Cultura Brasileira
  • Palavras-chave: Modernismo • Poesia • Goiás • Araguaia • Literatura Social • Cerrado • Cultura Goiana • Identidade Regional • Humanismo

sábado, 25 de julho de 2026

Rodriana Costa

RODRIANA COSTA

P.G Galeria — Contemporâneos

👤 Dados Biográficos

Nome completo: Rodriana Dias Coelho Costa
Nome literário: Rodriana Costa
Nascimento: 1983
Naturalidade: Pires do Rio (GO)

Rodriana Costa é escritora, professora e pesquisadora goiana. Nascida em Pires do Rio, em 1983, mantém trajetória que articula criação literária, docência e pesquisa acadêmica.

Em seu site oficial, relata que a escrita está presente em sua vida desde a adolescência. Sua produção literária contemporânea concentra-se principalmente em contos e crônicas, com forte presença da memória, das experiências humanas e do território goiano.


🎓 Formação

Graduada em Letras — habilitação em Português pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2012. Durante a graduação, participou de projetos de pesquisa relacionados às línguas indígenas da família Jê e aos estudos funcionalistas da linguagem.

É mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Goiás, título concluído em 2014, com pesquisa na área dos Estudos Linguísticos e do funcionalismo.

Concluiu o Doutorado em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), em 2020, com a tese:

Fiar e tecer: linhas culturais para tessitura do ensino-aprendizagem de português como língua adicional.

O estudo aborda português brasileiro como língua adicional, práticas docentes, interculturalidade e contextos de ensino envolvendo estudantes indígenas e italianos.

Durante o doutorado, realizou período de estudos na Università degli Studi “G. d'Annunzio” Chieti-Pescara, na Itália, por meio do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento/CAPES.


💼 Trajetória Profissional

Rodriana Costa é professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Instituto Federal de Goiás (IFG), Campus Goiânia.

O perfil institucional do IFG também a apresenta como escritora nos campos científico e literário. Sua atuação acadêmica envolve temas como ensino de língua portuguesa, literatura, interculturalidade, línguas indígenas, políticas linguísticas e práticas de letramento.

Atuou no Curso de Educação Indígena Intercultural da Universidade Federal de Goiás, na área de português como segunda língua/língua adicional.

Paralelamente à docência e à pesquisa, desenvolve produção literária em contos e crônicas. Textos de sua autoria circulam em livros, coletâneas, veículos de comunicação e espaços literários. Seu site oficial reúne também trabalhos acadêmicos, crônicas e registros de atividades culturais, entrevistas, podcasts e participação em eventos literários.


📚 Obras Publicadas

2022 — Aromas e Memórias: contosLivro de contos em que memória, experiências femininas e referências ao território goiano constituem elementos recorrentes das narrativas. A obra integra o catálogo disponibilizado no site oficial da escritora.

2025 — Casulo da BorboletaColetânea composta por 14 contos, lançada em 2025. O livro foi apresentado durante a Flipiri, em Pirenópolis (GO), e desenvolve narrativas relacionadas às transformações, conflitos e escolhas vivenciadas por suas personagens.

2021 — Educação Intercultural, Letramentos de Resistência e Formação Docente. Editora da Abralin. Publicação acadêmica vinculada aos estudos sobre educação intercultural, letramentos e formação docente, com participação de Rodriana Costa.

Entre outros textos disponibilizados publicamente estão:

  • “Abricó-de-macaco” — conto publicado no site da União Brasileira de Escritores;
  • “Um dia me disseram: ‘o altruísmo não existe!’” — crônica publicada no Jornal Opção;
  • “A Camareira” — conto premiado;
  • “Minha amiga Esmeralda” — conto publicado em antologia internacional em Cabo Verde.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

2024 — 9º Prêmio VIP de Literatura

  • O conto A Camareira recebeu premiação na 9ª edição do Prêmio VIP de Literatura. O reconhecimento foi divulgado publicamente pela escritora e registrado posteriormente em perfil jornalístico dedicado à sua trajetória.
  • O conto Minha amiga Esmeralda alcançou circulação internacional por meio de publicação em antologia em Cabo Verde.


🏛️ Instituições

Instituto Federal de Goiás — IFGProfessora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira no Câmpus Goiânia.

União Brasileira de Escritores — Seção Goiás (UBE-GO): 
  • Escritora associada
  • Na gestão 2024–2026, integrou a diretoria da UBE-GO como 1ª secretária, conforme composição da chapa eleita divulgada publicamente em 2024.
  • Vice-presidente eleita para a gestão 2026-2028

Universidade Federal de Goiás — UFGInstituição de sua graduação em Letras e do- mestrado em Linguística e Língua Portuguesa.

Universidade de Brasília — UnB: Instituição na qual concluiu o Doutorado em Linguística, em 2020.


📧 E-mail: rodriana@rodrianacosta.com.br


📸 Instagram: @rodrianadiascosta


🌐 Site oficial : Rodriana Costa 


📖 Fontes Consultadas
  • Site oficial de Rodriana Costa — biografia, obras, contatos e atividades culturais.
  • Instituto Federal de Goiás — perfil institucional e atuação docente.
  • Universidade de Brasília — Repositório Institucional, tese de doutorado.
  • Universidade Federal de Goiás — registros acadêmicos e de formação.
  • Revista Goyazes — dados acadêmicos e trajetória de pesquisa.
  • Editora da Abralin — produção acadêmica.
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — relação pública de associados.
  • Jornal Opção — trajetória literária, obras, reconhecimento e participação na diretoria da UBE-GO.
  • Divulgação da Flipiri 2025 — lançamento de Casulo da Borboleta.
___________________________________________________________________________________

P.G Galeria — Contemporâneos: memória da literatura goiana.
Um projeto cultural da P.G Editora.

Hugo de Carvalho Ramos

👤 Dados Biográficos

Nome completo: Hugo de Carvalho Ramos

Nascimento: 21 de maio de 1895

Naturalidade: Vila Boa de Goiás (atual Cidade de Goiás – GO)

Falecimento: 19 de maio de 1921, Rio de Janeiro (RJ)


🎓 Formação

Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, onde desenvolveu intensa atividade intelectual e literária. Embora sua carreira tenha sido interrompida precocemente, destacou-se como um dos principais representantes do regionalismo brasileiro do início do século XX.


💼 Trajetória Profissional

Escritor, contista e cronista.

Sua obra retrata o universo do sertão goiano, valorizando a cultura regional, os costumes, a linguagem e os conflitos humanos do interior de Goiás.

É considerado um dos pioneiros da literatura regionalista goiana e um dos primeiros autores a projetar a literatura produzida em Goiás no cenário nacional.


📚 Obras Publicadas

  • 1917Tropas e Boiadas. Rio de Janeiro.

(Obra clássica da literatura regionalista brasileira.)

Também publicou contos, crônicas e textos em jornais e revistas da época, posteriormente reunidos em edições póstumas.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

  • Patrono de cadeira da Academia Goiana de Letras.
  • Reconhecido como precursor do regionalismo literário em Goiás.
  • Considerado um dos mais importantes escritores da literatura goiana.
  • Sua obra integra estudos acadêmicos sobre o regionalismo brasileiro.

🏛️ Academias e Instituições Literárias

  • Patrono de cadeira da Academia Goiana de Letras.
  • Patrono de cadeira em academias literárias do Estado de Goiás.

🕰️ Legado

Hugo de Carvalho Ramos ocupa posição central na formação da identidade literária goiana. Em Tropas e Boiadas, transformou o sertão goiano em matéria literária de alto valor estético, registrando personagens, paisagens, falares e modos de vida que se tornaram referência para gerações posteriores.

Sua produção influenciou escritores regionalistas e permanece como leitura fundamental para o estudo da literatura goiana e brasileira.


📖 Fontes consultadas

  • Academia Goiana de Letras
  • Academia Brasileira de Letras
  • Enciclopédias e estudos sobre literatura brasileira e regionalismo.
  • Edições de Tropas e Boiadas.

Classificação na P.G Galeria

Categoria: Escritores do Legado

Período literário: Pré-Modernismo / Regionalismo

Gêneros: Conto, Crônica e Prosa Regionalista

Palavras-chave: Regionalismo, Sertão Goiano, Literatura Goiana, Pré-Modernismo, Cultura Goiana.

Edival Lourenço

 

P.G Galeria – Contemporâneo

👤 Dados Biográficos

Nome literário: Edival Lourenço 

Nome completo: Edival Lourenço de Oliveira

Nascimento: 13 de agosto de 1952

Naturalidade: Iporá (GO), Brasil.

Residência: Goiânia (GO), Brasil.


🎓 Formação

Bacharel em Direito e pós-graduado em Administração de Marketing. Atuou por muitos anos na Caixa Econômica Federal, onde exerceu funções ligadas à Comunicação Social e Promoção Cultural. Também foi professor de graduação.


💼 Trajetória Profissional

Romancista, poeta, cronista, contista, ensaísta e crítico literário.

Foi gerente de Comunicação Social e Promoção Cultural da Caixa Econômica Federal em Goiás. Exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura de Goiás (2019–2023), foi conselheiro estadual e municipal de cultura e é presidente da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO).

É cronista do jornal O Popular, colunista da Revista Bula e um dos escritores goianos mais premiados de sua geração.


📚 Obras Publicadas

Poesia

1984 — Estação do Cio.

1993 — Coisa Incoesa.

2005 — As Vias do Voo.

2009 — Pela Alvorada dos Nirvanas.

2013 — Os Enganos do Carbono.

2026 — A Caligrafia das Heras. R&F Editora. Goiânia (GO).

Romance

1994 — A Centopeia de Néon.

2011 — Naqueles Morros Depois da Chuva.

Contos

1992 — A Perpétua Utopia.

2004 — Mundocaia.

2005 — Os Carapinas do Sri Lanka.

Crônicas

2009 — O Elefante do Cego.

2011 — As Luzes do Pântano.

2026 — Momento Crítico – Ensaios, Resenhas e Prefácios.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

• Prêmio Nacional de Romance do Estado do Paraná, por A Centopeia de Néon.

• Prêmio Jabuti (2º lugar – Romance), por Naqueles Morros Depois da Chuva.

• Troféu Jaburu, pelo conjunto da obra.

• Comenda Jorge Amado, concedida pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.

• Troféu Tiokô de Literatura – Prosa.

• Cerca de 50 premiações literárias ao longo da carreira.


🏛️ Instituições

Academia Goiana de Letras (AGL) – Ocupante da Cadeira nº 22.

União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) – Presidente.

• Conselho Estadual de Cultura de Goiás – Ex-conselheiro.

• Conselho Municipal de Cultura – Conselheiro.

• Revista Bula – Colunista.

• Jornal O Popular – Cronista.


📧 E-mail

Não divulgado publicamente.


📸 Instagram

Não foi localizado perfil oficial de uso público.


💬 WhatsApp

Não divulgado publicamente.


🌐 Site oficial

Blog oficial:

https://edivallourenco.blogspot.com


📖 Fontes consultadas

• Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.

• Blog oficial de Edival Lourenço.

• Academia Goiana de Letras.

• Wikipédia.

• Revista Guará (PUC Goiás).

• Words Without Borders. 

Eli Brasiliense

 P.G GALERIA – LEGADO

ELI BRASILIENSE


Dados Biográficos

Nome completo: Eli Ribeiro Brasiliense
Nome literário: Eli Brasiliense
Nascimento: 18 de abril de 1915
Naturalidade: Porto Nacional, então Estado de Goiás, atual Tocantins
Falecimento: 5 de dezembro de 1998, Goiânia (GO)

Eli Brasiliense nasceu em Porto Nacional, então pertencente ao Estado de Goiás, território que atualmente integra o Tocantins. Sua origem e sua vivência no antigo norte goiano exerceram influência decisiva sobre sua produção literária, especialmente na representação do rio Tocantins, do garimpo, das populações interioranas e das transformações sociais da região.


Formação

Estudou em Porto Nacional, onde frequentou o Seminário São José e o Colégio São Tomás de Aquino, instituições relacionadas à formação humanística promovida pelos dominicanos. Concluiu o curso de Humanidades. Sua formação e experiência intelectual desenvolveram-se em estreito contato com a realidade histórica, cultural e social do antigo Estado de Goiás, posteriormente transformada em matéria de sua produção literária.


Trajetória Profissional e Acadêmica

Eli Brasiliense atuou como professor, jornalista e escritor. Iniciou sua atividade jornalística ainda jovem, colaborando com o semanário A Folha dos Moços, em Porto Nacional. Posteriormente, em Goiânia, exerceu a função de redator-chefe da Folha de Goiaz e colaborou com periódicos como O Social e Diário da Tarde. Também exerceu atividades relacionadas ao ensino e à direção de estabelecimentos educacionais.


Trajetória Literária

Romancista, contista, cronista e ensaísta, Eli Brasiliense tornou-se um dos representantes relevantes da prosa produzida em Goiás no século XX. Sua literatura apresenta forte vinculação com o território e com os processos históricos e sociais do antigo Estado de Goiás. O garimpo, o rio Tocantins, a vida das populações interioranas, as relações sociais, as desigualdades, os deslocamentos humanos e a formação de Goiânia constituem elementos recorrentes de sua produção. Sua obra é associada pela crítica ao regionalismo e ao neorrealismo, com presença marcante do realismo social.


Obras e Produção Bibliográfica

Romances

  • Pium – nos garimpos de Goiás — 1949.
  • Bom Jesus do Pontal — 1954.
  • Chão Vermelho — 1956.
  • Rio Turuna — 1964.
  • O Perereca — 1973.
  • Uma Sombra no Fundo do Rio — edição documentalmente localizada em 1977.

Contos, crônicas e outras obras literárias

  • O Irmão da Noite — 1968.
  • Um Grão de Mostarda — 1969.
  • A Morte do Homem Eterno — registro bibliográfico situado entre 1970 e 1971.
  • A Cidade sem Sol e sem Lua — 1977.
  • Bilhete à Minha Filha na Noite de Natal — 1982.

Há divergências documentais quanto ao ano da primeira edição de algumas obras, especialmente Uma Sombra no Fundo do Rio e A Morte do Homem Eterno. Por essa razão, a P.G Galeria preserva apenas as datas documentalmente localizadas, sem estabelecer como definitiva uma data de primeira edição ainda conflitante.

O título A Voz do Rio aparece associado ao autor em referências biográficas, porém sua publicação não foi suficientemente comprovada no levantamento bibliográfico realizado. Por isso, não é contabilizado entre as obras publicadas até que seja localizado registro bibliográfico confiável.


Academias e Instituições Literárias

Academia Goiana de Letras

Eli Brasiliense integrou a Academia Goiana de Letras, onde ocupou a Cadeira nº 2. Também exerceu a Presidência da instituição.

União Brasileira de Escritores – Seção Goiás

Foi membro e presidente da União Brasileira de Escritores – Seção Goiás.

Academia Tocantinense de Letras

Integrou a Academia Tocantinense de Letras, mantendo também reconhecimento institucional no território correspondente à região de seu nascimento e a uma parcela fundamental do universo representado em sua literatura.

Associação Goiana de Imprensa

Sua trajetória também registra participação na Associação Goiana de Imprensa, em consonância com sua atuação jornalística.


Premiações, Títulos e Distinções

Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos

Pium – nos garimpos de Goiás foi contemplado, em 1949, pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos.

Concurso Literário da Universidade Federal de Goiás

Rio Turuna foi vencedor do primeiro concurso literário promovido pela Universidade Federal de Goiás.

Fundação Cultural de Brasília

Registros institucionais atribuem a Eli Brasiliense premiação concedida pela Fundação Cultural de Brasília. Como a documentação consultada não permitiu estabelecer com segurança a obra, a categoria e o ano da distinção, esses elementos não são acrescentados por inferência.


Produção Crítica e Pesquisa sobre a Obra

A produção de Eli Brasiliense permanece objeto de pesquisas acadêmicas relacionadas à Literatura, História, Linguística, memória, regionalismo e estudos culturais. Rio Turuna possui estudos acadêmicos dedicados, entre outros aspectos, à linguagem e à representação do universo regional. Pium é estudado em trabalhos relacionados ao garimpo, à cultura, à linguagem e à formação histórica do antigo norte goiano. Chão Vermelho constitui importante objeto de investigação das representações literárias da construção e consolidação de Goiânia e das transformações sociais provocadas pela formação da nova capital. A permanência dessas obras em pesquisas universitárias demonstra a relevância da produção de Eli Brasiliense como fonte literária para a compreensão de diferentes dimensões históricas, sociais e culturais de Goiás e do atual Tocantins.


Legado

Eli Brasiliense ocupa posição relevante na consolidação da prosa literária goiana do século XX. Sua literatura transformou espaços, personagens e processos históricos de Goiás em matéria narrativa, registrando o universo dos garimpos, a vida ribeirinha, as relações sociais do interior, a presença do rio Tocantins e as mudanças provocadas pela urbanização. Sua produção também acompanha simbolicamente a transformação territorial do próprio Estado: parte de sua obra preserva a memória do antigo norte goiano, posteriormente convertido no Estado do Tocantins, enquanto Chão Vermelho se volta para Goiânia e para a formação social da nova capital. A continuidade das edições, dos estudos acadêmicos e da recepção crítica de seus livros confirma a permanência de sua obra no patrimônio literário e cultural de Goiás e do Tocantins.


Texto Curatorial

Eli Brasiliense integra a P.G Galeria – Legado como um dos importantes representantes da prosa produzida em Goiás no século XX. Romancista, contista, cronista, jornalista e professor, transformou em literatura o antigo norte goiano, o rio Tocantins, o garimpo, a formação de Goiânia e os conflitos humanos de uma sociedade em transformação. De Pium a Chão Vermelho, de Rio Turuna a O Perereca, sua escrita articula território, memória e crítica social. Sua atuação na Academia Goiana de Letras e na União Brasileira de Escritores soma-se a uma produção que permanece objeto de leitura e pesquisa, constituindo importante registro literário da memória cultural de Goiás e do Tocantins.


Fontes de Pesquisa e Validação

  • Academia Goianiense de Letras.
  • Academia Goiana de Letras.
  • Universidade Federal de Goiás.
  • Universidade Federal do Tocantins.
  • Biblioteca Digital de Literatura de Países Lusófonos – Universidade Federal de Santa Catarina.
  • Fundação Biblioteca Nacional.
  • Academia Brasileira de Letras.
  • União Brasileira de Escritores – Seção Goiás.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.
  • Produção acadêmica institucional dedicada à vida e à obra de Eli Brasiliense.


Classificação na P.G Galeria

Categoria: Legado
Período literário: Modernismo / Regionalismo / Neorrealismo
Gêneros: Romance, conto, crônica e ensaio
Palavras-chave: Goiás, Tocantins, Cerrado, regionalismo, garimpo, rio Tocantins, Goiânia, memória, identidade, crítica social.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Alfabeto Literário - C

 

Crônica

A literatura que nasce do cotidiano.

Alfabeto Literário - C


    Na cozinha, a pilha de louça, consequência da reunião da noite anterior para festejar a vitória do Brasil sobre o Japão, era minha. Meu palpite venceu: 2x1. Placar de sufoco, mas na Copa do Mundo todos querem vencer. A louça estava lá, a minha espera, grandes panelas foscas e sujas, uma dezena de pratos e duas de copos, mais talheres. Como podiam os alumínios estarem tão apagados? Na época em que eu tinha mais tempo, as panelas brilhavam sem ajuda de limpa alumínio, e, ainda, lembro de minha avó arear com areia e sabão de bolas as grandes panelas. A secar reluzentes ao sol. Lembro de doer-me as vistas.

    Enquanto, areava a panela, com limpa alumínio e Bombril, uma espuma cinza e espessa surgia com o atrito da esponja. Uma nódoa veio à memória: a menina de chinelos e uma pinta no dedão do pé. Qual era mesmo o nome dela?  No tempo de escola, ela andava para lá e para cá marcada de espuma cinza, esquecida no antebraço. Provavelmente, areava as panelas antes de ir à escola. Pensei na tal tarefa doméstica enquanto me abdicava de escrever algumas linhas para a publicação na coluna do dia seguinte, mas a louça não podia esperar. Era dia de home office e eu ainda não havia aberto o computador.

    Lavaria a louça o mais rápido possível a fim de começar a trabalhar na produção da crônica: um gênero textual do cotidiano. O que seria mais trivial do que lavar louça e se perder em pensamentos?

    O que o tempo teve a ver com as nossas tarefas do dia a dia? Agora, não é necessário arear. As panelas são feitas de outros materiais que facilitam a lavagem. Não se usa alumínio batido como antigamente. Existem outros tipos, mais econômicos ou saudáveis. Dizem que o alumínio é proibido em muitos países do mundo. Esquivei da ideia de contabilizar a quantidade dessa substância em meu organismo, absorvida nos meus quarenta e poucos anos de vida.

    Voltei a pensar na crônica, agora esfregando os talheres. A crônica consiste em narrativas sutis. Não há, necessariamente, uma moral da história. Para ser honesta, moralidade é um termo perdido na sociedade contemporânea, fadado aos moralistas sem moral ... mas se ela existe, nesse gênero textual, não deve ser a protagonista.

    Crônica consiste em uma situação paralisante que deve se remeter ao cotidiano... reflexiva imbuída de estar, numa “verdade do cronista”. Parece-me um conceito justo, mas falho ou questionável se comparada a outros gêneros. Suspeito que a crônica seja prima-irmã do conto.  Sua elaboração poderia consistir no esforço de escrever criticamente sem ser explícito, evasivo, como em uma situação do cotidiano observado pelo seu autor. Uma narrativa que desperta um olhar reflexivo sobre um tema que se transveste-se de trivial. 

    Julgo ser um perigo escrever algo sobre o cotidiano que está imbricado em nós... A crônica consiste em narrativas sutis. Sem moral, por gentileza, insisto ... se há alguma deve ser resgatada pelo leitor ou leitora. Cabe a ele ou ela arrancá-la e lançá-la para dentro de si, se fazer introspectivo a partir da realidade massivamente comum.

    Há a crônica jornalística. Essa possui uma função ainda mais social e ousada. Não compliquemos, por isso, pensaremos na crônica sem definirmos o âmbito discursivo, ao menos por enquanto - Dialogo com a minha consciência. A referida instância discursiva, aberta ao público maior, em que populares a leem no jornal, se divertem com a narrativa sem perceber que cada linha esfrega em sua cara um acontecimento corriqueiro, às vezes, íntimo, nostálgico ou memorável ao seu cronista, com um propósito astuto, esporadicamente, não capturado.

    Veio-me Marcuschi que assegura todos os gêneros textuais a partir da sua forma e função. Assim, aplicando à crônica, tendo a pensar que: o primeiro se molda na narrativa curta sobre um enredo acerca do cotidiano que pressupõe um tema relevante sob o ponto de vista de quem a elabora; enquanto o segundo se relaciona com a finalidade de o leitor apreciar um enredo desvelando um tema crítico-reflexivo, sem lhe ser empurrado goela abaixo, feito pílulas amargas que se devem engolir rapidamente antes que a saliva revele seu gosto amargo.

    É certo que não tenho a pretensão de definir ou de conceituar tal gênero. Aprecio escrevê-lo e lê-lo.

    O que está posto, aqui, consiste em uma reflexão ou tentativa de elaboração. Julgo ser difícil exercer a tarefa de crítico ou teórico literário. Para esse momento, costumo citar a escritora Lêda Selma que traduz a beleza de escrever narrativas curtas, trazendo uma resolução para a questão teórica-literária discutida. Ela cunhou o termo Cronto, sem aspas mesmo: ocorre quando não é possível a distinção entre conto e crônica. Lêda Selma escreve maravilhosamente esse novo gênero literário, assim como Clarice Lispector já o fazia, mas foi Lêda quem ousou resolver tal impasse teórico-conceitual, ainda em discussão por muitos estudiosos da literatura e linguística. 

    Percebi, velozmente, a finalização da louça que agora precede a limpeza da pia... Assim que terminar de secar a cuba, me dedicarei às incumbências da escrita da crônica: uma narrativa do cotidiano, como se o conto também assim não o fosse.




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Autores e obras
[1] Rodriana Costa. Escritora, entusiasta das artes. Escreve contos e crônicas publicados em sites, coletâneas e livros. Destaca-se “Minha amiga Esmeralda”, conto que compôs a “Antologia Mulheres em seus Destinos”, publicada em Cabo Verde. Em 2022, publicou o livro “Aromas e Memórias: contos” e em 2025, o livro de contos “Casulo da Borboleta”. É doutora em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB/Universtià de Pescara (Itália). É Mestre em Linguística e Língua Portuguesa e graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente, é docente no ensino superior, coordena e atua em projetos literários e Vice-presidente da UBE-seção Goiás. Site da autora:
[2] imagem 2c:pgeditora58078477000170

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