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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

LÊDA SELMA

P.G GALERIA — CONTEMPORÂNEOS

LÊDA SELMA 

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome completo: Lêda Selma de Alencar
Nome literário: Lêda Selma
Naturalidade: Urandi (BA)
Radicação: Goiânia (GO)
Atuação: poeta, escritora, cronista, contista, professora e agente cultural.

Lêda Selma nasceu em Urandi, no sertão baiano, e mudou-se para Goiânia aos dois anos de idade. Em Goiás construiu sua formação, sua trajetória profissional e sua carreira literária, estabelecendo profunda vinculação com a cultura do Estado. Essa relação foi reconhecida institucionalmente com a concessão dos títulos de Cidadã Goianiense, em 2000, e Cidadã Goiana, em 2008.

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FORMAÇÃO ACADÊMICA

  • Graduada em Letras Vernáculas pela então Universidade Católica de Goiás, atual Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
  • Pós-graduada em Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

    Sua formação em Letras e Linguística relaciona-se diretamente à elaboração de uma produção caracterizada pelo trabalho com a linguagem, musicalidade, experimentação formal e trânsito entre diferentes gêneros literários.

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TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

    Lêda Selma exerceu o magistério durante vários anos, atuando como professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Paralelamente à docência, desenvolveu extensa atividade como escritora e cronista. Durante 21 anos manteve publicação semanal de crônicas no jornal Diário da Manhã, em Goiânia. Sua trajetória também inclui intensa participação institucional, contribuindo para a promoção, preservação e circulação da literatura e da cultura produzidas em Goiás.

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TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    A produção de Lêda Selma desenvolve-se principalmente na poesia, no conto e na crônica, alcançando também textos ensaísticos e memorialísticos. Uma característica singular de sua escrita é o trânsito entre gêneros. A própria autora emprega a denominação “cronto” para determinados textos que conjugam características da crônica e do conto. Sua produção literária possui significativa recepção crítica e acadêmica e tornou-se objeto de estudos sobre poesia, narrativa, imaginário, memória, linguagem, identidade e experimentação de gêneros.

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OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

    O levantamento bibliográfico da P.G Galeria identificou os seguintes títulos e projetos editoriais autorais ou em coautoria, incluindo reunião de obra e edição artística:

Poesia

  1. Das sendas à travessia — 1986.

  2. A dor da gente — 1988.

  3. Fuligens do sonho — 1990.

  4. Migração das horas — 1991.

  5. Silencios de viento y mar — 2003, edição bilíngue português/espanhol, em parceria com Lygia de Moura Rassi.

  6. À deriva — 2005; com edição posterior.

  7. Sombras e Sobras — 2007.

  8. De sinas e ceias — 2012.

  9. Baralho Poético — 2014; com edição posterior, em parceria com Maria Helena Chein.

  10. Travessias e travessuras — Poemas — 2022, volume de reunião de sua produção poética.

Contos, crônicas e “crontos”

  1. Pois é, filho... — 1997.

  2. Nem te conto...! — 2000.

  3. Até Deus duvida — 2002; com edições posteriores.

  4. Hum... sei não! — 2005; com edição posterior.

  5. Eu, hem?! — 2008.

  6. Sortidos e requentados — 2009.

  7. Mexidos e remexidos — 2011.

  8. Afinal, cadê a sogra?! — 2024.

  9. Ou casa ou desocupa a noiva — publicação identificada em sua bibliografia recente.

  10. Assombração — 2025, edição em livro-arte, realizada em diálogo com as artes visuais.

Ensaio, memória e outras modalidades

  1. Erro médico: uma ferida social — 1991.

  2. Travessia para a eternidade — 2019, obra de caráter ensaístico e memorialístico, reunindo textos dedicados a personalidades da cultura.

    Além dos livros individuais e projetos editoriais relacionados acima, Lêda Selma possui textos publicados em antologias, periódicos, jornais e coletâneas. A bibliografia deve permanecer aberta à incorporação de títulos ou edições que venham a ser documentalmente localizados. O levantamento da P.G Galeria não considera automaticamente diferentes edições de uma mesma obra como novos títulos.

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ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

Academia Goiana de Letras — AGL: 

    Membro titular desde 2000, onde ocupa a Cadeira nº 14. Exerceu anteriormente a presidência da Academia Goiana de Letras em dois mandatos e foi a segunda mulher eleita presidente da instituição. Em 2022, a Academia Goiana de Letras dedicou seu Ano Cultural à escritora, promovendo estudos e atividades relacionados à sua vida e obra. Em janeiro de 2026, Lêda Selma assumiu novamente a Presidência da Academia Goiana de Letras, para o biênio 2026–2028.

União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO

    Integra a União Brasileira de Escritores — Seção Goiás, onde sua atuação literária é identificada nos campos da poesia, crônica e conto.

Outras instituições

    Possui vinculação documentada à Associação Goiana de Imprensa e participação em outras iniciativas e entidades relacionadas à literatura e à cultura de Goiás.

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PREMIAÇÕES, TÍTULOS E DISTINÇÕES

Entre os reconhecimentos documentalmente identificados estão:

  • Título de Cidadã Goianiense — 2000.

  • Título de Cidadã Goiana — 2008.

  • Troféu Jaburu — 2020.

  • Ano Cultural Lêda Selma — Academia Goiana de Letras, 2022. 

    O Troféu Jaburu constitui uma das principais distinções culturais de Goiás e reconheceu sua contribuição à literatura e à cultura do Estado.

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PRODUÇÃO CRÍTICA E PESQUISA SOBRE A OBRA

    A produção literária de Lêda Selma possui recepção crítica e acadêmica documentada. O Ano Cultural Lêda Selma, realizado pela Academia Goiana de Letras em 2022, estimulou a realização de estudos, palestras e análises de sua obra. Parte dessa produção crítica foi posteriormente reunida em dossiê da Revista Guará — Revista de Linguagem e Literatura, vinculada à PUC Goiás.

    Sua literatura foi objeto de trabalhos de escritores e pesquisadores como Gilberto Mendonça Teles, Edival Lourenço, Itaney Francisco Campos, Maria Helena Chein, Ademir Luiz, Raquel Naveira, Darcy França Denófrio e Maria de Fátima Gonçalves Lima. A existência de produção crítica específica demonstra sua inserção tanto no campo da criação literária quanto nos estudos acadêmicos sobre a literatura produzida em Goiás.

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LITERATURA E OUTRAS ARTES

    A obra de Lêda Selma também estabelece diálogo com outras linguagens artísticas. Em 2025, seu conto Assombração foi transformado em livro-arte em iniciativa relacionada à Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. A publicação articulou literatura, artes visuais e serigrafia, incorporando elementos do imaginário e do folclore goianos.

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DOCUMENTÁRIO E MEMÓRIA

    A vida e a produção literária de Lêda Selma foram registradas no curta-metragem Lêda Selma: Trajetórias, Desenhos e Voos – Fazedora de Poesias, dirigido por Nelson Santos e produzido com apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás. O documentário reúne depoimentos e registros relacionados à escritora e constitui fonte audiovisual de preservação e divulgação de sua trajetória literária.

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PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Lêda Selma mantém participação ativa na vida literária e institucional de Goiás. Sua atuação compreende encontros literários, lançamentos, palestras, atividades acadêmicas, projetos culturais, produção para a imprensa e iniciativas de promoção da literatura. A presidência da Academia Goiana de Letras no biênio 2026–2028 acrescenta à sua produção autoral uma atuação contemporânea de liderança institucional e preservação da memória literária.

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CONTEMPORANEIDADE

    Lêda Selma ocupa posição de destaque na literatura goiana contemporânea pela extensão de sua produção, pela continuidade de sua atuação, pela recepção crítica de sua obra e pela participação institucional. Embora nascida na Bahia, chegou a Goiânia ainda na infância e construiu em Goiás sua formação intelectual e sua trajetória literária. Sua integração à história cultural do Estado foi reconhecida oficialmente pelos títulos de Cidadã Goianiense e Cidadã Goiana.

    Sua produção atravessa décadas sem se restringir a um único gênero. Poesia, conto, crônica, “cronto”, memória e experimentação literária constituem diferentes dimensões de uma mesma trajetória. O Troféu Jaburu, o Ano Cultural Lêda Selma, a produção acadêmica dedicada à sua literatura, o documentário sobre sua trajetória, o diálogo de seus textos com as artes visuais e sua atual presidência da Academia Goiana de Letras evidenciam a permanência e a circulação de sua obra.

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TEXTO CURATORIAL

    Lêda Selma integra a P.G Galeria – Contemporâneos como uma das vozes de referência da literatura produzida em Goiás. Poeta, cronista, contista, professora e agente cultural, construiu no Estado uma trajetória marcada pela musicalidade da palavra, pela experimentação dos gêneros e pela valorização da cultura goiana. Sua extensa produção atravessa décadas e permanece em circulação por meio de novas edições, estudos acadêmicos, adaptações artísticas e projetos de preservação de sua memória. Agraciada com o Troféu Jaburu e presidente da Academia Goiana de Letras no biênio 2026–2028, Lêda Selma mantém presença ativa na criação, preservação e circulação da literatura de Goiás.

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FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Governo do Estado de Goiás — Secretaria de Estado da Cultura.
  • Academia Goiana de Letras — AGL.
  • Universidade Federal de Goiás — UFG.
  • Pontifícia Universidade Católica de Goiás — PUC Goiás.
  • Revista Guará — Revista de Linguagem e Literatura.
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO.
  • Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
  • Registros bibliográficos e editoriais das obras.
  • Produção crítica e acadêmica dedicada à vida e à obra de Lêda Selma.
  • Registros recentes de imprensa cultural utilizados para atualização bibliográfica.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Alfabeto Literário - J -

Alfabeto Literário - J

A Jornada do Escritor: a palavra perante o tribunal da História

    Escrever é muito mais do que dominar a linguagem. É assumir um compromisso com a verdade, a beleza e a justiça. O escritor não apenas registra acontecimentos: interpreta seu tempo, denuncia injustiças, preserva a memória e semeia esperança. Sua matéria-prima é a palavra, mas sua verdadeira missão é formar consciências, pois toda obra publicada passa a pertencer não apenas ao autor, mas à História.

    Hegel ensinou que “a História do mundo é o tribunal do mundo”. Diante desse tribunal invisível, escritores e historiadores comparecem como testemunhas permanentes. A historiografia grava na pedra os acontecimentos; a literatura faz florescer sobre ela a sensibilidade humana. A História sem a poesia torna-se fria como o mármore; a poesia sem a História perde suas raízes. São duas asas da mesma memória: uma preserva os fatos, a outra lhes confere significado.

    Rui Barbosa sustentava que os atos humanos jamais escapam ao julgamento da posteridade. Em A Queda do Império e em seus escritos políticos, demonstra que o tempo desfaz as aparências e restitui à História a missão de julgar governantes, ideias e instituições. O escritor, por isso, não escreve apenas para seus contemporâneos, mas para esse tribunal permanente onde as palavras sobrevivem aos próprios autores.

    Jean-Paul Sartre afirmou, em Que é a Literatura?, que escrever é agir. Albert Camus, ao receber o Prêmio Nobel, recordou que o escritor deve servir aos que sofrem a História, e não aos que exercem o poder. Escrever é uma escolha ética. Um livro pode despertar consciências, inspirar reformas, impedir o esquecimento e transformar uma sociedade.

    No Brasil, essa missão encontrou intérpretes extraordinários. Machado de Assis revelou as contradições da alma nacional; Euclides da Cunha denunciou o abandono de Canudos; Lima Barreto combateu o preconceito; Graciliano Ramos deu voz aos esquecidos; Guimarães Rosa universalizou o sertão; Clarice Lispector iluminou a interioridade humana; Cora Coralina revelou a grandeza da simplicidade; Carolina Maria de Jesus rompeu o silêncio da pobreza; Bernardo Élis eternizou o Brasil Central.

    Também a poesia ajudou a construir a consciência nacional. Castro Alves transformou seus versos em um clamor contra a escravidão; Cruz e Sousa fez da dor uma afirmação da dignidade humana; Carlos Drummond de Andrade refletiu sobre a condição do homem; Cecília Meireles cantou a permanência dos valores; Thiago de Mello proclamou a liberdade como dever da consciência. A poesia denuncia para que a barbárie nunca pareça normal e para que novos horrores jamais encontrem o silêncio como aliado.

    Antonio Candido ensinou que a literatura constitui um direito humano, indispensável à formação da sensibilidade e da cidadania. Joseph Campbell mostrou que toda narrativa traduz a busca de sentido; Julia Cameron compreendeu a escrita como coragem criadora; Stephen King recordou que talento exige disciplina; Umberto Eco demonstrou que todo livro continua vivendo na interpretação de seus leitores. Friedrich Nietzsche, ao anunciar a crise dos valores, encontrou na arte uma poderosa afirmação da existência e abriu novas reflexões sobre o sentido da vida.

    Como escreveu Oswaldo Montenegro no poema “Metade”, “Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela mesma não saiba.” A cultura sempre foi guardiã da liberdade e denunciante dos abusos. Entre a pena do historiador e a lira do poeta, a humanidade escreve sua própria biografia. Ambos comparecem perante o tribunal da História levando não apenas os fatos, mas também seu significado, para que a verdade jamais caminhe sem a beleza, nem a justiça sem a esperança. Escrever é semear consciência; publicar é assumir responsabilidade perante o tempo.


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Porque cada livro transforma um leitor. E cada leitor ajuda a transformar o mundo.


Autores e obras

[1] Abílio Wolney Aires Neto — Juiz de Direito, professor, mestre pela PUC-GO e doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/Brasília. Autor de 18 obras publicadas. Graduando em Filosofia, História e Jornalismo. Membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, do Instituto Bernardo Élis, da União Brasileira de Escritores e da Academia Goianiense de Letras.

[2] Imagem 10j:pgeditora58078477000170.

[3] HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

[4] BARBOSA, Rui. Queda do Império: Diário de Notícias. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde; Casa de Rui Barbosa, 1947. v. 16, t. 1. (Obras completas de Rui Barbosa).

[5] BARBOSA, Rui. O adeus da Academia a Machado de Assis. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 30 set. 1908. 

[6] SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? 3. ed. São Paulo: Ática, 2004.

[7] CAMUS, Albert. Banquet speech. Stockholm: Nobel Prize, 10 dez. 1957. 

[8] CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 171–193.

[9] CAMPBELL, Joseph. The hero with a thousand faces. Novato: New World Library, 2008.

[10] CAMERON, Julia. The artist’s way: a spiritual path to higher creativity. New York: J. P. Tarcher/Putnam, 2002.

[11] KING, Stephen. On writing: a memoir of the craft. New York: Scribner, 2000.

[12] ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2015.

[13] NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

[14] MONTENEGRO, Oswaldo. Metade. In: MONTENEGRO, Oswaldo. João sem nome. 1974. Poema publicado originalmente no libreto da peça. 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Abílio Wolney Aires Neto

 P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS

ABÍLIO WOLNEY AIRES NETO

ESCRITOR CONTEMPORÂNEO

Escritor | Juiz de Direito | Professor | Pesquisador


DADOS BIOGRÁFICOS

Nome: Abílio Wolney Aires Neto
Atuação: escritor, Juiz de Direito e professor
Produção bibliográfica: 18 obras publicadas

Abílio Wolney Aires Neto desenvolve trajetória intelectual marcada pela convergência entre Direito, literatura, história, pesquisa e docência. Sua atuação profissional na magistratura convive com uma produção voltada à preservação da memória, à pesquisa histórica, à reflexão jurídica e à literatura. Os dados profissionais, acadêmicos e institucionais atuais apresentados nesta ficha foram fornecidos diretamente pelo autor e complementados por registros oficiais das instituições às quais está vinculado.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

Abílio Wolney Aires Neto possui formação e trajetória acadêmica multidisciplinar.

  • Mestre pela PUC-GO;
  • Doutorando em Direito Constitucional pelo IDP – Brasília;
  • Graduando em Filosofia;
  • Graduando em História;
  • Graduando em Jornalismo.

A diversidade de sua formação estabelece diálogo direto com sua produção intelectual, especialmente nos campos do Direito, da história, da memória, da cultura e da literatura.


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

Abílio Wolney Aires Neto é Juiz de Direito e Professor. Sua trajetória profissional é construída no campo jurídico, ao mesmo tempo em que mantém intensa atividade intelectual, acadêmica e literária. A experiência na magistratura, a docência e a pesquisa constituem diferentes dimensões de uma carreira em que o conhecimento jurídico se relaciona com a investigação histórica e a produção cultural. Como pesquisador e escritor, dedica-se particularmente à recuperação e interpretação de acontecimentos, documentos, personagens e processos relacionados à história regional.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

A produção de Abílio Wolney Aires Neto ocupa um espaço de encontro entre literatura, Direito, história e memória. Sua escrita recupera acontecimentos e personagens, preserva documentos e transforma pesquisa histórica em produção destinada também ao público leitor. A dimensão memorialística de sua obra contribui para o registro de episódios ligados à história de Goiás e do antigo norte goiano, atual Tocantins. É autor de 18 obras publicadas, conforme informação fornecida diretamente pelo escritor.


OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Entre as obras documentalmente identificadas de Abílio Wolney Aires Neto encontram-se:

  • A Cidade de Ana: Anápolis;
  • A Chacina Oficial;
  • Direito Constitucional – Princípios;
  • Juizados, Arbitragem e Mediação;
  • Memórias de João Rodrigues Leal;
  • Movimento Comunista – Liga Camponesa, 1962;
  • No Tribunal da História;
  • O Barulho e os Mártires;
  • O Diário de Abílio Wolney;
  • O Duro e a Intervenção Federal;
  • Um Homem Além de Seu Tempo.

ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

Abílio Wolney Aires Neto participa de importantes instituições dedicadas às letras, à história e à cultura.
É membro da:

  • Academia Goiana de Letras – AGL: Integra também a Academia Goiana de Letras, ampliando sua participação institucional na preservação e produção da cultura literária de Goiás.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás – IHGG;
  • Instituto Bernardo Élis;
  • União Brasileira de Escritores – UBE;
  • Academia Goianiense de Letras – AGnL: Integra a Academia Goianiense de Letras como Membro Titular, Cadeira nº 36; Patrono: Luiz Palacin Gómez
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PESQUISA, HISTÓRIA E MEMÓRIA

A pesquisa histórica representa um dos eixos centrais da produção intelectual de Abílio Wolney Aires Neto. Seu trabalho contribui para preservar documentos e acontecimentos associados à formação  política, social e cultural de Goiás e do Tocantins. A investigação documental, a interpretação histórica e a experiência jurídica se articulam em obras que registram episódios e personagens relevantes da memória regional. Essa característica aproxima sua produção do trabalho do historiador e do memorialista, além de sua atuação propriamente literária.


TEXTO CURATORIAL

Abílio Wolney Aires Neto constrói sua trajetória intelectual no encontro entre Direito, história, literatura e memória. Magistrado, professor e escritor, transforma pesquisa documental e experiência profissional em instrumentos de preservação cultural. Sua obra revisita acontecimentos, recupera personagens e registra episódios que ajudam a compreender a formação histórica de Goiás e do Tocantins. Com 18 livros publicados e participação em algumas das principais instituições literárias e históricas de Goiás, Abílio Wolney mantém uma produção em permanente desenvolvimento, articulando conhecimento jurídico, investigação histórica e criação intelectual.


CONTEMPORANEIDADE

Abílio Wolney Aires Neto integra a P.G Galeria – Contemporâneos como escritor, pesquisador e agente de preservação da memória. Sua trajetória demonstra como diferentes áreas do conhecimento podem convergir na construção de uma produção intelectual: Direito, História, Filosofia, Jornalismo e Literatura encontram-se em um percurso marcado pela pesquisa e pela documentação. A atuação na magistratura e na docência, os 18 livros publicados, a formação acadêmica em continuidade e a participação em academias e institutos culturais demonstram uma presença ativa na vida intelectual contemporânea de Goiás. Sua obra contribui para transformar memória em documento, pesquisa em narrativa e história em patrimônio cultural.

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FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Abílio Wolney Aires Neto
  • Informações fornecidas diretamente pelo autor para atualização de sua apresentação biográfica: Juiz de Direito, Professor, Mestre pela PUC-GO, Doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/Brasília, autor de 18 obras publicadas, graduando em Filosofia, História e Jornalismo e vínculos institucionais.
  • Academia Goianiense de Letras – AGnL
  • Registro institucional de Abílio Wolney Aires Neto como membro da Academia e ocupante da Cadeira nº 36.
  • Academia Goiana de Letras – AGL
  • Registro institucional de sua participação na Academia Goiana de Letras.
  • Universidade Estadual de Goiás – UEG
  • Acervo institucional utilizado para identificação de títulos de sua produção bibliográfica.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás – IHGG
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.
  • Instituto Bernardo Élis
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.
  • União Brasileira de Escritores – UBE
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.


P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS
Literatura, memória e cultura em construção.

sábado, 25 de julho de 2026

Cora Coralina

P.G GALERIA – LEGADO
CORA CORALINA


Dados Biográficos

Nome civil completo: Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas
Nome literário: Cora Coralina
Nascimento: 20 de agosto de 1889
Naturalidade: Cidade de Goiás (GO)
Falecimento: 10 de abril de 1985, Goiânia (GO)

Cora Coralina nasceu na Casa Velha da Ponte, às margens do Rio Vermelho, na Cidade de Goiás, antiga Vila Boa de Goiás. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e Jacinta Luísa do Couto Brandão, começou a escrever ainda adolescente e adotou o pseudônimo pelo qual se tornaria reconhecida nacionalmente.[1] Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas e deixou Goiás no início da década de 1910. Viveu aproximadamente 45 anos fora de sua cidade natal e retornou definitivamente à Cidade de Goiás em 1956. [2]


Formação

Cora Coralina teve escolarização formal restrita, tendo cursado apenas os primeiros anos do ensino primário. Registros biográficos institucionais informam que estudou até a terceira série do curso primário. Sua formação intelectual desenvolveu-se sobretudo por meio da leitura, da escrita, da experiência cotidiana e da participação na vida cultural e literária. Começou a escrever ainda adolescente e teve textos publicados em periódicos antes da edição de seu primeiro livro.[1]


Trajetória Profissional e Literária

Poeta, contista, cronista e autora de literatura destinada também ao público infantil, Cora Coralina conciliou a atividade literária com diferentes trabalhos ao longo da vida. Sua figura pública ficou particularmente associada ao ofício de doceira, atividade exercida na Casa Velha da Ponte após seu retorno à Cidade de Goiás. Começou a escrever por volta dos 14 anos. Entre seus primeiros textos encontra-se o conto Tragédia na RoçaSeu primeiro livro, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, foi publicado em 1965, quando a escritora já estava na maturidade. Seguiram-se Meu Livro de Cordel e Vintém de cobre – meias confissões de Aninha. Parte de sua produção permaneceu inédita durante sua vida e foi posteriormente organizada e publicada.[3][4] Sua escrita incorporou a Cidade de Goiás, os becos, o Rio Vermelho, a Casa Velha da Ponte, trabalhadores, mulheres, crianças, personagens socialmente marginalizados, memória familiar, culinária, religiosidade, desigualdade social e experiências do cotidiano como matéria literária.


Obras e Produção Bibliográfica

A bibliografia de Cora Coralina exige distinção entre os livros publicados durante sua vida, as publicações póstumas provenientes de seu acervo e os volumes posteriores constituídos por seleção, reorganização ou edição autônoma de seus textos.[3][4][5]

Livros publicados em vida

Poemas dos becos de Goiás e estórias mais — 1965.
Meu Livro de Cordel — 1976.
Vintém de cobre – meias confissões de Aninha — 1983.[3][4]

Esses três títulos constituem o núcleo de livros publicados por Cora Coralina em vida identificado nas fontes bibliográficas e institucionais consultadas.

Obras póstumas e publicações provenientes do acervo

Estórias da Casa Velha da Ponte — 1985.
Os meninos verdes — 1986.
A moeda de ouro que um pato engoliu — 1987.
O tesouro da Casa Velha — publicação póstuma.
Villa Boa de Goyaz — 2001.
O prato azul-pombinho — edição autônoma, 2001.
Poema do milho — edição autônoma posterior.
As cocadas — edição autônoma, 2007.
Doceira e poeta — 2009.
A menina, o cofrinho e a vovó — 2009.
Contas de dividir e trinta e seis bolos — 2011.[3][5]

A preservação do acervo da escritora após sua morte possibilitou a edição de textos inéditos e novas configurações editoriais de sua produção.[5]

Seleções e livros derivados da obra

Melhores Poemas Cora Coralina — seleção de Darcy França Denófrio.
Faz de conto.
Pé de poesia.
Caminho da poesia.
Conto com você.
Um fio de prosa.
Pois é, poesia.
Traço de poeta.
Prosas urbanas.
Lembranças de Aninha.
De medos e assombrações.
Antiguidades.[3]

O catálogo editorial registra ainda traduções, reedições e outras configurações da produção de Cora Coralina.[3]

Observação bibliográfica

Nem todos os volumes publicados após a morte de Cora Coralina correspondem a obras concebidas originalmente como livros independentes. Há títulos resultantes de seleção, reorganização, publicação póstuma ou edição autônoma de textos já pertencentes à produção da autora. Por essa razão, a P.G Galeria distingue obra originalmente publicada, publicação póstuma, seleção e edição autônoma, evitando transformar automaticamente o número de volumes editoriais existentes no número de obras independentes produzidas pela escritora.


Academias e Instituições Literárias

Academia Goiana de Letras

Cora Coralina integrou a Academia Goiana de Letras, ocupando a Cadeira nº 38.[6] Sua participação na instituição deve ser diferenciada das inúmeras instituições culturais, acadêmicas e literárias que posteriormente passaram a preservar, pesquisar, divulgar ou homenagear sua obra.

Museu Casa de Cora Coralina

A Casa Velha da Ponte, residência histórica da escritora na Cidade de Goiás, abriga o Museu Casa de Cora Coralina, instituição dedicada à preservação e à difusão de sua memória, documentação e produção literária. O acervo preservado também se tornou fonte para pesquisas e publicações póstumas.[5]


Premiações, Títulos e Distinções

Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano

Em 1983, Cora Coralina recebeu o Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores. A distinção marcou o reconhecimento alcançado pela escritora no cenário literário nacional.[6]

Doutora Honoris Causa: Em 1983, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás, em reconhecimento à sua contribuição à literatura e à cultura.[7]  Ao longo de sua trajetória e, especialmente, após sua consagração nacional, Cora Coralina recebeu outras homenagens. A P.G Galeria individualiza como premiações e distinções apenas aquelas para as quais seja possível estabelecer documentação verificável quanto à denominação e à instituição concedente.


Produção Crítica e Pesquisa sobre a Obra

A obra de Cora Coralina possui extensa fortuna crítica e permanece objeto de pesquisas nas áreas de Literatura, História, Educação, Estudos de Gênero, Patrimônio, Memória, Museologia e Cultura. Sua produção tem sido analisada sob diferentes perspectivas, entre elas memória, identidade, representação feminina, cotidiano, espaço urbano, patrimônio, regionalidade e construção da autoria. A publicação de Melhores Poemas Cora Coralina, com seleção de Darcy França Denófrio, integra o processo de organização e circulação crítica de sua poesia.[3][8]  A preservação de seu arquivo pessoal e a transformação da Casa Velha da Ponte em espaço museológico ampliaram também as possibilidades de investigação sobre sua trajetória, seus processos de criação, sua memória literária e a circulação póstuma de sua obra.[5][8]


Legado

Cora Coralina ultrapassou os limites da literatura regional e consolidou-se como uma das vozes reconhecidas da literatura brasileira do século XX. Sua obra converteu a experiência cotidiana da Cidade de Goiás em matéria poética de alcance amplo. Becos, casas antigas, lavadeiras, mulheres, trabalhadores, crianças, pessoas socialmente marginalizadas, doces, rios, memórias familiares e transformações urbanas adquiriram dimensão literária em sua escrita. O reconhecimento alcançado sobretudo nas últimas décadas de sua vida ampliou-se após sua morte. A preservação da Casa Velha da Ponte, as publicações póstumas, as novas edições, a produção acadêmica e a permanência de seus livros em circulação mantêm viva sua presença na cultura brasileira. Sua trajetória possui ainda particular importância para a história das mulheres escritoras brasileiras. Com escolarização formal limitada e distante durante grande parte da vida dos principais centros de consagração literária, publicou seu primeiro livro na maturidade e alcançou reconhecimento nacional sem abandonar a memória, a linguagem, os espaços e os personagens relacionados à sua experiência social e à história de Goiás.


Texto Curatorial

Cora Coralina integra a P.G Galeria – Legado como uma das vozes fundamentais da literatura de Goiás e uma autora de projeção nacional. Nascida às margens do Rio Vermelho, transformou a Cidade de Goiás, seus becos, suas mulheres, seus trabalhadores, suas crianças, seus marginalizados, seus afetos e suas memórias em matéria literária. Poeta, contista, cronista e doceira, publicou seu primeiro livro apenas na maturidade e construiu uma escrita marcada pela experiência, pela memória e pela atenção aos sujeitos frequentemente afastados do centro da narrativa histórica. O reconhecimento nacional, o Prêmio Juca Pato, o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás, a preservação da Casa Velha da Ponte e a contínua publicação e pesquisa de sua obra confirmam a permanência de Cora Coralina como patrimônio da literatura e da memória cultural brasileira.


Fontes de Pesquisa e Validação

[1] GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS. Secretaria de Estado da Cultura. Governo de Goiás lança Vinhetas do Ano Cora CoralinaAcessar fonte 1 
[2] GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS. Secretaria de Estado da Cultura. A “senhora de poderosas palavras” é homenageada no Fica 2013.  Acessar fonte 2
[3] GRUPO EDITORIAL GLOBAL. Cora Coralina — Biografia e catálogo editorial.  Acessar fonte 3
[4] INSTITUTE OF LANGUAGES, CULTURES AND SOCIETIES. Centre for the Study of Contemporary Women’s Writing. Cora Coralina.  Acessar fonte 4
[5] INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS – IBRAM. Literatura é coisa de museu. Revista Musas, n. 6. Acessar fonte 5
[6] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Registro sobre escritores vinculados à formação da identidade literária de Goiás.  Acessar fonte 6
[7] MULTIRIO. Escola e creche municipais têm nome em homenagem à poetisa Cora Coralina.  Acessar fonte 7
[8] SCIELO. A economia simbólica dos acervos literários: itinerários de produção da crença em Cora Coralina. Acessar fonte 8


Classificação na P.G Galeria

Categoria: Legado
Período literário: Literatura brasileira do século XX
Gêneros: Poesia, conto, crônica, prosa memorialística e literatura infantojuvenil
Palavras-chave: Cora Coralina, Cidade de Goiás, Goiás, memória, mulheres, cotidiano, identidade, Rio Vermelho, patrimônio cultural, poesia brasileira, literatura goiana.

Afonso Félix de Sousa

P.G. GALERIA – LEGADO

DADOS BIOGRÁFICOS

  • Nome literário: Afonso Félix de Sousa
  • Nascimento: 5 de julho de 1925
  • Naturalidade: Jaraguá, Goiás, Brasil
  • Falecimento: 7 de setembro de 2002
  • Local de falecimento: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

    Afonso Félix de Sousa foi poeta, escritor, jornalista e tradutor. Estreou em livro com O Túnel, publicado em 1948, e construiu uma produção literária composta por 18 livros.

FORMAÇÃO

    Realizou seus primeiros estudos em Goiás. Em 1953, recebeu bolsa de estudos para especialização em Economia na École Pratique des Hautes Études, em Paris, instituição vinculada ao ambiente acadêmico da Sorbonne.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

    Afonso Félix de Sousa conciliou a atividade literária com o jornalismo, a tradução e a atuação profissional como economista e funcionário do Banco do Brasil. Exerceu funções relacionadas ao comércio exterior e atuou na representação brasileira em Beirute, no Líbano. Paralelamente, colaborou com jornais, revistas e suplementos literários. Em 1946, participou da fundação da Associação Brasileira de Escritores – Seção Goiás, contribuindo diretamente para a organização institucional da literatura produzida no estado. Também integrou o grupo fundador da Associação Nacional de Escritores.

OBRAS PUBLICADAS

    Sua produção literária totaliza 18 livros. Entre suas principais obras estão:

  • O Túnel, 1948
  • Do Sonho e da Esfinge, 1950
  • O Amoroso e a Terra, 1953
  • O Memorial do Errante, 1956
  • Íntima Parábola, 1960
  • Nova Antologia Poética, 1991
  • Chamados e Escolhidos, 2001

    As obras Do Sonho e da Esfinge, O Amoroso e a Terra, O Memorial do Errante e Íntima Parábola estão entre os títulos mais representativos de sua trajetória poética.

TRADUÇÕES

    Afonso Félix de Sousa também desenvolveu importante trabalho como tradutor de poesia, contribuindo para a circulação, em língua portuguesa, de autores da literatura universal. Entre os escritores traduzidos por ele estão:

  • Federico García Lorca
  • John Donne
  • François Villon
  • Giacomo Leopardi

    Sua atuação como tradutor ampliou o diálogo entre a poesia brasileira e diferentes tradições literárias europeias.

PREMIAÇÕES E RECONHECIMENTOS

  • Prêmio Nacional de Poesia Olavo Bilac
  • Prêmio de Poesia Álvares de Azevedo, da Academia Paulista de Letras
  • Prêmio Ribeiro Couto de Poesia
  • Prêmio de Literatura do Conselho Municipal de Cultura de Goiânia
  • Prêmio Nacional de Poesia da Academia Brasileira de Letras, em 2002

    O reconhecimento concedido pela Academia Brasileira de Letras em 2002 consolidou seu nome entre as referências da poesia brasileira do século XX.

ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

  • Participou da fundação da Associação Brasileira de Escritores – Seção Goiás.
  • Foi um dos fundadores da Associação Nacional de Escritores.
  • É patrono da Cadeira nº 19 da Academia Goianiense de Letras.
  • A Cadeira nº 19 é atualmente ocupada por Luiz Cláudio Veiga Braga.

LEGADO

    Afonso Félix de Sousa ocupa lugar de destaque na literatura goiana e brasileira. Integrante da terceira geração modernista, também identificada como Geração de 45, desenvolveu uma poesia marcada pelo rigor formal, pela reflexão filosófica e pela investigação de temas ligados à existência, ao tempo, à memória, ao amor, à espiritualidade e à condição humana.

    Sua atuação ultrapassou a produção individual. Como tradutor e articulador cultural, participou da criação de instituições que contribuíram para a organização e a valorização dos escritores brasileiros. Ao projetar nacionalmente uma obra produzida a partir de suas raízes goianas, tornou-se referência para pesquisadores, leitores e gerações posteriores de escritores.

TEXTO CURATORIAL

    Afonso Félix de Sousa (1925–2002) ocupa lugar de destaque na poesia brasileira da Geração de 45. Sua obra combina refinamento estético, reflexão filosófica e profundo humanismo, conferindo projeção nacional à literatura goiana. Poeta, tradutor, jornalista e articulador cultural, contribuiu para a organização da vida literária brasileira e para a circulação de importantes autores universais em língua portuguesa. Patrono da Cadeira nº 19 da Academia Goianiense de Letras, permanece como referência da cultura e da poesia de Goiás.

CLASSIFICAÇÃO P.G. GALERIA

  • Categoria: Legado
  • Período literário: Terceira geração do Modernismo – Geração de 45
  • Movimento: Modernismo
  • Gêneros: Poesia, tradução, crônica e jornalismo
  • Temas predominantes: existência, tempo, memória, espiritualidade, amor, cultura e humanismo
  • Palavras-chave: Afonso Félix de Sousa, poesia goiana, Geração de 45, Modernismo, literatura brasileira, tradução, humanismo e cultura goiana

FONTES CONSULTADAS

  • Academia Goianiense de Letras
  • Academia Brasileira de Letras
  • Universidade Federal de Goiás
  • Secretaria de Estado da Educação de Goiás
  • Associação Nacional de Escritores
  • Obras publicadas de Afonso Félix de Sousa
  • Estudos especializados sobre a poesia goiana e a Geração de 45

Gilberto Mendonça Teles

 

P.G Galeria – Legado

👤 Dados Biográficos

  • Nome completo: Gilberto Mendonça Teles
  • Nascimento: 30 de junho de 1931
  • Falecimento: 4 de dezembro de 2024
  • Naturalidade: Bela Vista de Goiás (GO), Brasil.


🎓 Formação

    Graduou-se em Letras Neolatinas pela Universidade Católica de Goiás e em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especializou-se em Língua Portuguesa na Universidade de Coimbra (Portugal), doutorou-se em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e tornou-se livre-docente em Literatura Brasileira.


💼 Trajetória Profissional

    Poeta, ensaísta, crítico literário, professor universitário, tradutor e pesquisador, Gilberto Mendonça Teles foi um dos maiores intelectuais da literatura brasileira contemporânea. Participou da criação da Universidade Católica de Goiás e da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde fundou, em 1962, o Centro de Estudos Brasileiros (CEB). Lecionou também na Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade de Brasília (UnB) e em universidades do exterior. Sua produção acadêmica tornou-se referência nos estudos da poesia brasileira, do Modernismo, da estilística e das vanguardas literárias.


📚 Obras Publicadas

    A produção bibliográfica de Gilberto Mendonça Teles ultrapassa uma centena de títulos entre poesia, crítica literária, teoria da literatura e ensaios. Entre suas principais obras destacam-se:

  • 1955 — Alvorada.
  • 1956 — Estrela-d'Alva.
  • 1972 — A Raiz da Fala.
  • 1979 — Retórica do Silêncio.
  • 1986 — Hora Aberta.
  • 1994 — Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro.

    Além dessas obras, publicou numerosos estudos dedicados à literatura brasileira, à poesia e à crítica literária.


🏆 Premiações e Reconhecimentos

  • • Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.
  • • Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano, da União Brasileira de Escritores.
  • • Prêmio Jabuti.
  • • Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, concedida pelo Governo de Portugal.
  • • Diversas homenagens e distinções literárias nacionais e internacionais.


🏛️ Academias e Instituições Literárias

  • • Academia Goiana de Letras (AGL) – Ocupante da Cadeira nº 11.
  • • Academia Brasileira de Filosofia – Membro titular.
  • • Academia das Ciências de Lisboa – Acadêmico correspondente.
  • • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) – Membro e ex-presidente.
  • • União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) – Ex-presidente.


🕰️ Legado

    Gilberto Mendonça Teles ocupa lugar de destaque entre os maiores escritores da história de Goiás e da literatura brasileira. Sua obra poética, marcada pelo rigor estético e pela reflexão sobre a linguagem, dialoga com a tradição e a modernidade, enquanto seus estudos críticos transformaram-se em referências para pesquisadores, professores e escritores. Sua atuação como docente, ensaísta e pesquisador contribuiu decisivamente para a consolidação dos estudos literários em Goiás e para a projeção da cultura goiana no cenário nacional e internacional. Seu legado permanece vivo por meio de sua vasta produção intelectual e da influência exercida sobre gerações de leitores, escritores e estudiosos.


📖 Fontes consultadas

  • • Universidade Federal de Goiás (UFG).
  • • Academia Goiana de Letras (AGL).
  • • Academia Brasileira de Filosofia.
  • • Grupo Editorial Global.
  • • Obras do autor e bibliografia especializada.

Miguel Jorge

 P.G Galeria – Contemporâneo

Miguel Jorge

👤 Dados Biográficos

Nome literário: Miguel Jorge
Nome completo: Miguel Jorge
Nascimento: 16 de maio de 1933
Naturalidade: Campo Grande (MS), Brasil.
Residência: Goiânia (GO), Brasil.


🎓 Formação

Graduou-se em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Posteriormente, formou-se em Direito e em Letras Vernáculas pela Universidade Católica de Goiás (atual PUC Goiás). Exerceu também estudos voltados à Literatura Brasileira e Goiana.


💼 Trajetória Profissional

Romancista, contista, poeta, dramaturgo, ensaísta, crítico de arte, roteirista e professor universitário. Lecionou Farmacotécnica na Universidade Federal de Goiás (UFG) e Literatura Brasileira na Universidade Católica de Goiás. Foi um dos fundadores do Grupo de Escritores Novos (GEN), presidindo a entidade por duas vezes. Também presidiu, por dois mandatos, a União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) e dirigiu o Conselho Estadual de Cultura. Sua produção literária reúne romances, contos, poesia, teatro, literatura infantojuvenil, ensaios, roteiros cinematográficos e crítica de arte, consolidando-o como um dos escritores mais importantes da literatura goiana contemporânea.


📚 Obras Publicadas

Entre suas principais obras destacam-se:

1967 — Antes do Túnel. Editora da UFG. Goiânia (GO).
1969 — Texto e Corpo. Editora Oriente. Goiânia (GO).
1970 — Couto de Magalhães: A Vida de um Homem. Editora Oriente. Goiânia (GO).
1974 — O Visitante e Os Angélicos. Editora da UFG. Goiânia (GO).
1974 — Os Frutos do Rio. Editora Oriente. Goiânia (GO).
1975 — Caixote. Editora Oriente. Goiânia (GO).
1978 — Avarmas. Editora Ática. São Paulo (SP).
1981 — Veias e Vinhos. Editora Ática. São Paulo (SP).
1981 — Teatro Moderno. Editora da UFG. Goiânia (GO).
1985 — Urubanda. Nova Fronteira. Rio de Janeiro (RJ).
1985 — Morosinho. Atual Editora. São Paulo (SP).
1985 — Atrás do Morro Azul. Atual Editora. São Paulo (SP).
1986 — Um Anjo no Galinheiro. Berlendis & Vertecchia. Rio de Janeiro (RJ).
1989 — Asas de Moleque. FTD. São Paulo (SP).
1990 — Profugus. Kelps. Goiânia (GO).
1991 — Nos Ombros do Cão. Editora Siciliano. São Paulo (SP).
1993 — A Descida da Rampa. Estação Liberdade. São Paulo (SP).
1994 — Ana Pedro. Cartago Forte. São Paulo (SP).
1997 — Pão Cozido Debaixo de Brasa. Mercado Aberto. Porto Alegre (RS).
2004 — Lacraus. Ateliê Editorial. São Paulo (SP).
2008 — O Deus da Hora e da Noite. Kelps. Goiânia (GO).
2009 — Ah, Shakespeare, que falta você me faz. Kelps. Goiânia (GO).
2020 — Em Busca do Coração no Sábado à Noite. Arribaçã Editora. Goiânia (GO).


🏆 Premiações e Reconhecimentos

• Prêmio APCA pelo romance Veias e Vinhos.

• Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, pelo romance Pão Cozido Debaixo de Brasa.

• Prêmio Hugo de Carvalho Ramos.

• Prêmio Harry Laus.

• Obras traduzidas para o espanhol, italiano e inglês.

• Homenageado pela Academia Goiana de Letras como Patrono do Ano Cultural de 2023.


🏛️ Instituições

• Academia Goiana de Letras (AGL) – Ocupante da Cadeira nº 8.

• Grupo de Escritores Novos (GEN) – Fundador e ex-presidente.

• União Brasileira de Escritores – Seção Goiás (UBE-GO) – Ex-presidente.

• Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) – Membro.

• Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) – Membro.

• Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste (ALCARTES) – Acadêmico da Cadeira nº 33.


📧 E-mail

migueljorgeescritor@gmail.com


📸 Instagram

@miguel.jorge.58726823

https://www.instagram.com/miguel.jorge.58726823


💬 WhatsApp

Não divulgado publicamente.


🌐 Site oficial

Não possui site oficial oficial divulgado.


📖 Fontes consultadas

• Mapa Goiano.

• Arribaçã Editora.

• Academia Goiana de Letras.

• Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste (ALCARTES).

• Agência Brasil Central.

• Wikipédia. 

Bernardo Élis

P.G GALERIA – LEGADO

BERNARDO ÉLIS 


Dados Biográficos

Nome civil completo: Bernardo Élis Fleury de Campos Curado
Nome literário: Bernardo Élis
Nascimento: 15 de novembro de 1915
Naturalidade: Corumbá de Goiás (GO)
Falecimento: 30 de novembro de 1997

Bernardo Élis nasceu em Corumbá de Goiás, filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Recebeu do pai as primeiras lições e também o estímulo inicial para a literatura. Aos doze anos escreveu seu primeiro conto, inspirado em Assombramento, de Afonso Arinos. Há divergência entre fontes institucionais quanto ao local de seu falecimento. A Academia Brasileira de Letras registra Corumbá de Goiás, enquanto publicação da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás informa Goiânia. Por isso, a P.G Galeria mantém como dado seguro a data de 30 de novembro de 1997, sem fixar o local enquanto persistir a divergência documental. [1] [2]


Formação

Bernardo Élis iniciou os estudos em casa, orientado pelo pai. Em 1923 frequentou o Grupo Escolar na então capital do Estado. Posteriormente retornou a Corumbá de Goiás e, em 1928, mudou-se com a família para a Cidade de Goiás, onde cursou o ginásio no Liceu. Concluiu o curso clássico no Liceu de Goiânia em 1940. Formou-se em Direito em 1945, sendo orador de sua turma. Sua formação literária foi acompanhada por intensa atividade de leitura, com contato, entre outros autores, com Machado de Assis, Eça de Queirós e escritores modernistas. [1]


Trajetória Profissional e Acadêmica

Advogado, professor e escritor, Bernardo Élis iniciou sua atuação no serviço público em 1936, como escrivão da Delegacia de Polícia em Anápolis, e posteriormente exerceu a função de escrivão do cartório do crime de Corumbá. Transferiu-se para Goiânia em 1939 e foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal, tendo exercido interinamente funções de prefeito em duas ocasiões. No magistério, foi professor da Escola Técnica de Goiânia e das redes estadual e municipal. Foi cofundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás. Lecionou também Literatura na Universidade Católica de Goiás e posteriormente reassumiu atividades docentes na Universidade Federal de Goiás. Entre 1970 e 1978, atuou como assessor cultural do Escritório de Representação do Estado de Goiás no Rio de Janeiro. De 1978 a março de 1985, exerceu a função de diretor-adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília. Em 1986, foi nomeado membro do Conselho Federal de Cultura, permanecendo no órgão até sua extinção, em 1989. [1]


Trajetória Literária

Bernardo Élis participou ativamente da vida literária do Brasil Central desde a década de 1930, publicando poemas e textos de orientação modernista em jornais de Goiânia. Em 1942, tentou estabelecer-se no Rio de Janeiro levando consigo originais de poesia e contos, mas retornou a Goiás sem publicá-los. Foi um dos fundadores da revista Oeste, na qual publicou o conto Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá. Em 1944 publicou Ermos e Gerais: contos goianos, pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, obra que lhe proporcionou projeção crítica nacional. [1] [3] Participou, em 1945, do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo. Em 1953, promoveu o I Congresso de Literatura em Goiás. Sua ficção transformou o sertão e as relações sociais de Goiás em matéria literária, articulando linguagem popular, elaboração estética, conflitos fundiários, desigualdade, violência, relações de poder e experiências das populações do interior. Ermos e Gerais, O Tronco, Veranico de Janeiro e Chegou o Governador figuram entre os títulos centrais de sua produção. [1] [3] [4]


Obras e Produção Bibliográfica

A produção de Bernardo Élis abrange conto, romance, poesia, crônica, estudos históricos, ensaios, discursos e outros textos. [3] [4]

Contos

Ermos e Gerais: contos goianos — 1944.
Caminhos e Descaminhos — 1965.
Veranico de Janeiro — 1966; recebeu, ainda como original, o Prêmio José Lins do Rego em 1965. ³ ⁵
Caminhos dos Gerais — 1975.
André Louco — 1978.
Apenas um Violão — 1984. [3]

Romances e narrativa longa

O Tronco — 1956.
Chegou o Governador — 1987. [3]
A Terra e as Carabinas — produção ficcional posteriormente incorporada à Obra Reunida de Bernardo Élis[3]

Poesia

Primeira Chuva — 1955. [3]

Crônicas

Jeca Jica Jica Jeca — 1986. [3] [6]

Estudos, ensaios e outras publicações

Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional — 1973.
Goiás — 1976.
Vila-Boa de Goiás: aspectos turístico-históricos — 1979.
Os Enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil — 1980.
Goiás em Sol Maior — 1985. [3]

Discursos

Cadeira Um — 1983. [3]
Duo em Si Menor — 1983. [3]

Obra Reunida

Obra Reunida de Bernardo Élis — 1987, Coleção Alma de Goiás, José Olympio, em cinco volumes. A coleção reuniu contos, romances, crônicas, poesia, estudos, discursos e textos esparsos, incluindo Ermos e Gerais, Caminhos e Descaminhos, Veranico de Janeiro, O Tronco, A Terra e as Carabinas, Apenas um Violão, Chegou o Governador, Goiás em Sol Maior, Lucro e/ou Logro, Jeca Jica Jica Jeca, Os Enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil, Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional e Primeira Chuva[3]

Antologias e seleções

Presença Literária de Bernardo Élis — organização de Nelly Alves de Almeida, 1970.
Seleta de Bernardo Élis — organização de Gilberto Mendonça Teles, 1974.
Dez Contos Escolhidos — organização de Geraldo Vasconcelos, 1985.
Os Melhores Contos – Bernardo Élis — organização de Gilberto Mendonça Teles, 1996. [3]

Traduções

Ontem, como hoje, como amanhã, como depois foi publicado em inglês em Short Story International, em 1979, com tradução de Silas Curado. Domingo, três horas da tarde foi publicado em alemão em 1991, com tradução de Marianne Gareis. [3]

Observação bibliográfica

A bibliografia da Academia Brasileira de Letras apresenta um conjunto mais sintético de títulos, enquanto o levantamento acadêmico da Unicamp discrimina gêneros, edições, antologias, discursos, traduções e a Obra Reunida. A P.G Galeria adota o levantamento ampliado, preservando as distinções documentais entre obras autônomas, coletâneas, seleções e reunião posterior de textos. [3][4]


Academias e Instituições Literárias

Academia Brasileira de Letras

Bernardo Élis foi o quarto ocupante da Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 23 de outubro de 1975, sucedendo Ivan Lins, e tomou posse em 10 de dezembro de 1975, sendo recebido por Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. [1][7]

Associação Brasileira de Escritores

Participou da fundação da Associação Brasileira de Escritores em Goiás e foi eleito presidente da entidade. [1]

Universidade Federal de Goiás

Foi cofundador, vice-diretor e professor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás e posteriormente exerceu atividades docentes na instituição. [1][6]

Universidade Católica de Goiás

Atuou como professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás. [1]

Instituto Nacional do Livro

Exerceu a função de diretor adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, entre 1978 e março de 1985. [1]

Conselho Federal de Cultura

Foi nomeado membro do Conselho Federal de Cultura em 1986, permanecendo na instituição até sua extinção, em 1989. ¹

Academia Goianiense de Letras

Bernardo Élis é patrono da Cadeira nº 1 da Academia Goianiense de Letras. [8]

AC-CLAM

A memória de Bernardo Élis integra o patrimônio cultural e literário preservado em Corumbá de Goiás, com reconhecimento no âmbito da AC-CLAM — Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música. A documentação consultada registra a preservação de sua memória pela instituição, não sendo utilizada para afirmar que Bernardo Élis tenha sido membro da Academia. [9]


Premiações, Títulos e Distinções

Prêmio José Lins do Rego — 1965
Recebeu o prêmio pelo original de Veranico de Janeiro[1][5]

Prêmio Jabuti — 1966
Recebeu o Prêmio Jabuti por Veranico de Janeiro[1][2]

Prêmio Afonso Arinos
Concedido pela Academia Brasileira de Letras por Caminhos e Descaminhos[1][5]

Prêmio Sesquicentenário da Independência — 1972
Distinção relacionada a Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional[1]

Fundação Cultural de Brasília — 1987
Premiação pelo conjunto de sua obra. [1][2]

Instituto de Artes e Cultura de Brasília
Recebeu medalha da instituição. [1][2]


Produção Crítica e Pesquisa sobre a Obra

A obra de Bernardo Élis possui extensa fortuna crítica e permanece objeto de estudos nas áreas de Literatura, História, Sociologia, Linguística, memória, regionalismo e estudos culturais. Sua produção é examinada especialmente pelas relações entre literatura e sociedade, representação do sertão, conflitos pela terra, violência, linguagem regional e processos históricos de Goiás. Na Universidade Federal de Goiás, a dissertação de Rogério Max Canedo Silva, Por essas estradas o homem voa nas asas de sua fantasia: História e ficção em Chegou o governador, de Bernardo Élis, analisa as relações entre história e ficção na obra. [10] A Unicamp registra documentação bibliográfica que permite acompanhar sua produção publicada, antologias, traduções e outros elementos de sua circulação literária. [3]


Legado

Bernardo Élis ocupa posição central na literatura de Goiás e na projeção nacional da narrativa produzida no Brasil Central. Com Ermos e Gerais, publicado em 1944, inseriu de maneira decisiva o sertão goiano no panorama da ficção brasileira moderna. Sua produção transformou conflitos sociais, violência, desigualdade, relações de poder, disputas pela terra, oralidade e modos de vida do interior em matéria literária de forte densidade crítica. [1][5] Sua escrita não se limitou à representação regional. O espaço goiano tornou-se instrumento para examinar relações humanas, estruturas sociais e processos históricos brasileiros, contribuindo para ampliar a presença do Centro-Oeste no panorama da literatura nacional. A eleição para a Academia Brasileira de Letras, em 1975, consolidou institucionalmente uma trajetória já reconhecida pela crítica e por importantes premiações literárias. A permanência de sua obra em pesquisas universitárias e estudos críticos confirma sua relevância para a literatura brasileira. [1][7][10]


Texto Curatorial

Bernardo Élis integra a P.G Galeria – Legado como um dos nomes fundamentais da literatura goiana e brasileira do século XX. Nascido em Corumbá de Goiás, transformou o sertão, seus conflitos, sua linguagem, suas desigualdades e seus personagens em literatura de elevada força estética e crítica social. Contista, romancista, poeta, professor e intelectual, projetou a experiência histórica e humana do Brasil Central para além das fronteiras regionais. Autor de Ermos e Gerais, O Tronco, Veranico de Janeiro e Chegou o Governador, recebeu importantes premiações e alcançou reconhecimento nacional. Sua eleição para a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras consolidou uma trajetória fundamental para a literatura, a memória e a formação cultural de Goiás. [1][3][7]


Fontes de Pesquisa e Validação

[1] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Biografia. ABL — Biografia de Bernardo Élis
[2] GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS — SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. Entrevista com Bernardo Élis sobre adaptação de contos para o cinema. Secult Goiás — Bernardo Élis
[3] UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP. Remate de Males — Bibliografia de Bernardo Élis. Unicamp — Bibliografia de Bernardo Élis
[4] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Bibliografia. ABL — Bibliografia
[5] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Discurso de recepção a Bernardo Élis. ABL — Discurso de recepção
[6] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. Centro de Estudos Brasileiros. Bernardo Élis. UFG — Bernardo Élis
[7] ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Bernardo Élis — Cadeira nº 1. ABL — Perfil acadêmico
[8] ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Bernardo Élis — Patrono. Academia Goianiense de Letras — Bernardo Élis
[9] PORTAL CORUMBÁ DE GOIÁS. Arte e Cultura — AC-CLAM e patrimônio cultural de Corumbá de Goiás. Portal Corumbá de Goiás — AC-CLAM
[10] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS. SILVA, Rogério Max Canedo. Por essas estradas o homem voa nas asas de sua fantasia: História e ficção em Chegou o governador, de Bernardo Élis. Repositório UFG — Pesquisa sobre Bernardo Élis


Classificação na P.G Galeria

Categoria: Legado
Período literário: Literatura brasileira do século XX
Gêneros: Conto, romance, poesia, crônica, ensaio e produção histórico-cultural
Palavras-chave: Bernardo Élis, Goiás, Corumbá de Goiás, sertão, regionalismo, literatura goiana, literatura brasileira, Cerrado, conflitos sociais, memória, história e linguagem.

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