quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Alfabeto LITERÁRIO - M

 

Alfabeto Literário - L

Memória: o que nos constitui

 As memórias são muito mais do que simples lembranças do passado. Elas constituem quem somos, influenciam nossas escolhas, moldam nossos relacionamentos e orientam nosso modo de compreender o mundo. Se a memória pudesse falar, talvez dissesse: "Eu sei o que você fez. Eu vi o que você viu, ouvi o que você ouviu, guardei o perfume que marcou sua infância, o sabor do prato que despertava alegria, as palavras de amor e também os silêncios que feriram. Conservei verdades, ilusões e até aquilo que você acreditou ter esquecido." Desde a vida intrauterina, quando o cérebro inicia sua extraordinária trajetória de desenvolvimento, somos continuamente constituídos pelas experiências que registramos. De certa forma, somos a história que nossas memórias contam.

Opa! Um momento! A memória é apenas um arquivo de acontecimentos?

De forma alguma. Ela participa ativamente da construção da identidade, das emoções, da fé, das decisões e dos hábitos. Carregamos informações herdadas de nossos ancestrais e, ao longo da vida, acrescentamos novas experiências que influenciam nossa saúde física, mental, emocional e espiritual. Cada aprendizado fortalece conexões entre neurônios, transformando nosso cérebro de maneira contínua. Descobertas científicas recentes demonstram que determinadas proteínas, como PKMζ e KIBRA, atuam na estabilização das memórias de longa duração, permitindo que elas permaneçam preservadas por décadas. Estudos mais recentes também apontam avanços promissores relacionados à regeneração cérebro-vascular, ampliando nossa compreensão sobre a plasticidade cerebral e a possibilidade de preservar ou recuperar funções cognitivas.

Embora a inteligência artificial seja capaz de aprender, reconhecer padrões, resolver problemas e produzir conteúdos sofisticados, ela opera a partir de informações produzidas por seres humanos. O cérebro humano, porém, vai muito além do processamento de dados: ele atribui significado às experiências, conecta emoções, valores, espiritualidade e consciência. Por isso, compreender como nossas memórias são formadas e como influenciam nossas atitudes talvez seja uma das tarefas mais importantes da existência.

Vale perguntar: o que você tem escolhido gravar em sua memória? Suas palavras refletem esperança ou desesperança? Gratidão ou ressentimento? Você investe recursos financeiros para construir patrimônio e garantir segurança para o futuro. Por que não investir também em memórias saudáveis, capazes de produzir prosperidade, equilíbrio e felicidade? De pouco adianta transformar apenas a aparência física se antigas memórias emocionais continuam determinando comportamentos, medos e sofrimentos.

Durante muito tempo acreditamos que a memória servia apenas para aprender conteúdos escolares ou decorar informações. Hoje sabemos que ela governa praticamente todos os aspectos da vida. É ela que influencia nossas escolhas, nossos vínculos afetivos, nossa forma de enfrentar desafios e até mesmo nossa percepção sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre o futuro.

O livro O Poder das Memórias é um convite para olhar para suas memórias com novos olhos. Não para permanecer preso ao passado, mas para compreender que ele não precisa determinar o amanhã. As memórias fazem parte daquilo que nos constitui, mas seu significado pode ser transformado. Ao ressignificá-las, abrimos espaço para desenvolver nosso potencial, fortalecer nossa saúde, ampliar nossa capacidade de amar e construir uma vida mais plena. Afinal, nossas memórias registram nossa história, mas somos nós que escolhemos qual história desejamos continuar escrevendo.


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Porque cada livro transforma um leitor. E cada leitor ajuda a transformar o mundo.


Autores e obras

[1] Marislei Espíndula Brasileiro é Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina - UFG, Doutora em Ciências da Religião pela PUC, Mestre em Saúde Pública pela FE/UFMG, Especialista em Educação e Cultura. Enfermeira pela UFG. Escritora, palestrante e professora dos cursos de medicina e enfermagem. Presidente da Academia Goianiense de Letras, ocupando a cadeira Nº 3 - Cora Coralina. Possui 40 livros publicados (10 romances e 30 livros científicos). Casada com Emídio Silva Falcão Brasileiro, tem um casal de filhos e reside em Goiânia desde 1977..

[2] Imagem 12m:pgeditora58078477000170.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

LÊDA SELMA

P.G GALERIA — CONTEMPORÂNEOS

LÊDA SELMA 

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome completo: Lêda Selma de Alencar
Nome literário: Lêda Selma
Naturalidade: Urandi (BA)
Radicação: Goiânia (GO)
Atuação: poeta, escritora, cronista, contista, professora e agente cultural.

Lêda Selma nasceu em Urandi, no sertão baiano, e mudou-se para Goiânia aos dois anos de idade. Em Goiás construiu sua formação, sua trajetória profissional e sua carreira literária, estabelecendo profunda vinculação com a cultura do Estado. Essa relação foi reconhecida institucionalmente com a concessão dos títulos de Cidadã Goianiense, em 2000, e Cidadã Goiana, em 2008.

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FORMAÇÃO ACADÊMICA

  • Graduada em Letras Vernáculas pela então Universidade Católica de Goiás, atual Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
  • Pós-graduada em Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

    Sua formação em Letras e Linguística relaciona-se diretamente à elaboração de uma produção caracterizada pelo trabalho com a linguagem, musicalidade, experimentação formal e trânsito entre diferentes gêneros literários.

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TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

    Lêda Selma exerceu o magistério durante vários anos, atuando como professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Paralelamente à docência, desenvolveu extensa atividade como escritora e cronista. Durante 21 anos manteve publicação semanal de crônicas no jornal Diário da Manhã, em Goiânia. Sua trajetória também inclui intensa participação institucional, contribuindo para a promoção, preservação e circulação da literatura e da cultura produzidas em Goiás.

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TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    A produção de Lêda Selma desenvolve-se principalmente na poesia, no conto e na crônica, alcançando também textos ensaísticos e memorialísticos. Uma característica singular de sua escrita é o trânsito entre gêneros. A própria autora emprega a denominação “cronto” para determinados textos que conjugam características da crônica e do conto. Sua produção literária possui significativa recepção crítica e acadêmica e tornou-se objeto de estudos sobre poesia, narrativa, imaginário, memória, linguagem, identidade e experimentação de gêneros.

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OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

    O levantamento bibliográfico da P.G Galeria identificou os seguintes títulos e projetos editoriais autorais ou em coautoria, incluindo reunião de obra e edição artística:

Poesia

  1. Das sendas à travessia — 1986.

  2. A dor da gente — 1988.

  3. Fuligens do sonho — 1990.

  4. Migração das horas — 1991.

  5. Silencios de viento y mar — 2003, edição bilíngue português/espanhol, em parceria com Lygia de Moura Rassi.

  6. À deriva — 2005; com edição posterior.

  7. Sombras e Sobras — 2007.

  8. De sinas e ceias — 2012.

  9. Baralho Poético — 2014; com edição posterior, em parceria com Maria Helena Chein.

  10. Travessias e travessuras — Poemas — 2022, volume de reunião de sua produção poética.

Contos, crônicas e “crontos”

  1. Pois é, filho... — 1997.

  2. Nem te conto...! — 2000.

  3. Até Deus duvida — 2002; com edições posteriores.

  4. Hum... sei não! — 2005; com edição posterior.

  5. Eu, hem?! — 2008.

  6. Sortidos e requentados — 2009.

  7. Mexidos e remexidos — 2011.

  8. Afinal, cadê a sogra?! — 2024.

  9. Ou casa ou desocupa a noiva — publicação identificada em sua bibliografia recente.

  10. Assombração — 2025, edição em livro-arte, realizada em diálogo com as artes visuais.

Ensaio, memória e outras modalidades

  1. Erro médico: uma ferida social — 1991.

  2. Travessia para a eternidade — 2019, obra de caráter ensaístico e memorialístico, reunindo textos dedicados a personalidades da cultura.

    Além dos livros individuais e projetos editoriais relacionados acima, Lêda Selma possui textos publicados em antologias, periódicos, jornais e coletâneas. A bibliografia deve permanecer aberta à incorporação de títulos ou edições que venham a ser documentalmente localizados. O levantamento da P.G Galeria não considera automaticamente diferentes edições de uma mesma obra como novos títulos.

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ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

Academia Goiana de Letras — AGL: 

    Membro titular desde 2000, onde ocupa a Cadeira nº 14. Exerceu anteriormente a presidência da Academia Goiana de Letras em dois mandatos e foi a segunda mulher eleita presidente da instituição. Em 2022, a Academia Goiana de Letras dedicou seu Ano Cultural à escritora, promovendo estudos e atividades relacionados à sua vida e obra. Em janeiro de 2026, Lêda Selma assumiu novamente a Presidência da Academia Goiana de Letras, para o biênio 2026–2028.

União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO

    Integra a União Brasileira de Escritores — Seção Goiás, onde sua atuação literária é identificada nos campos da poesia, crônica e conto.

Outras instituições

    Possui vinculação documentada à Associação Goiana de Imprensa e participação em outras iniciativas e entidades relacionadas à literatura e à cultura de Goiás.

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PREMIAÇÕES, TÍTULOS E DISTINÇÕES

Entre os reconhecimentos documentalmente identificados estão:

  • Título de Cidadã Goianiense — 2000.

  • Título de Cidadã Goiana — 2008.

  • Troféu Jaburu — 2020.

  • Ano Cultural Lêda Selma — Academia Goiana de Letras, 2022. 

    O Troféu Jaburu constitui uma das principais distinções culturais de Goiás e reconheceu sua contribuição à literatura e à cultura do Estado.

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PRODUÇÃO CRÍTICA E PESQUISA SOBRE A OBRA

    A produção literária de Lêda Selma possui recepção crítica e acadêmica documentada. O Ano Cultural Lêda Selma, realizado pela Academia Goiana de Letras em 2022, estimulou a realização de estudos, palestras e análises de sua obra. Parte dessa produção crítica foi posteriormente reunida em dossiê da Revista Guará — Revista de Linguagem e Literatura, vinculada à PUC Goiás.

    Sua literatura foi objeto de trabalhos de escritores e pesquisadores como Gilberto Mendonça Teles, Edival Lourenço, Itaney Francisco Campos, Maria Helena Chein, Ademir Luiz, Raquel Naveira, Darcy França Denófrio e Maria de Fátima Gonçalves Lima. A existência de produção crítica específica demonstra sua inserção tanto no campo da criação literária quanto nos estudos acadêmicos sobre a literatura produzida em Goiás.

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LITERATURA E OUTRAS ARTES

    A obra de Lêda Selma também estabelece diálogo com outras linguagens artísticas. Em 2025, seu conto Assombração foi transformado em livro-arte em iniciativa relacionada à Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. A publicação articulou literatura, artes visuais e serigrafia, incorporando elementos do imaginário e do folclore goianos.

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DOCUMENTÁRIO E MEMÓRIA

    A vida e a produção literária de Lêda Selma foram registradas no curta-metragem Lêda Selma: Trajetórias, Desenhos e Voos – Fazedora de Poesias, dirigido por Nelson Santos e produzido com apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás. O documentário reúne depoimentos e registros relacionados à escritora e constitui fonte audiovisual de preservação e divulgação de sua trajetória literária.

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PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Lêda Selma mantém participação ativa na vida literária e institucional de Goiás. Sua atuação compreende encontros literários, lançamentos, palestras, atividades acadêmicas, projetos culturais, produção para a imprensa e iniciativas de promoção da literatura. A presidência da Academia Goiana de Letras no biênio 2026–2028 acrescenta à sua produção autoral uma atuação contemporânea de liderança institucional e preservação da memória literária.

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CONTEMPORANEIDADE

    Lêda Selma ocupa posição de destaque na literatura goiana contemporânea pela extensão de sua produção, pela continuidade de sua atuação, pela recepção crítica de sua obra e pela participação institucional. Embora nascida na Bahia, chegou a Goiânia ainda na infância e construiu em Goiás sua formação intelectual e sua trajetória literária. Sua integração à história cultural do Estado foi reconhecida oficialmente pelos títulos de Cidadã Goianiense e Cidadã Goiana.

    Sua produção atravessa décadas sem se restringir a um único gênero. Poesia, conto, crônica, “cronto”, memória e experimentação literária constituem diferentes dimensões de uma mesma trajetória. O Troféu Jaburu, o Ano Cultural Lêda Selma, a produção acadêmica dedicada à sua literatura, o documentário sobre sua trajetória, o diálogo de seus textos com as artes visuais e sua atual presidência da Academia Goiana de Letras evidenciam a permanência e a circulação de sua obra.

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TEXTO CURATORIAL

    Lêda Selma integra a P.G Galeria – Contemporâneos como uma das vozes de referência da literatura produzida em Goiás. Poeta, cronista, contista, professora e agente cultural, construiu no Estado uma trajetória marcada pela musicalidade da palavra, pela experimentação dos gêneros e pela valorização da cultura goiana. Sua extensa produção atravessa décadas e permanece em circulação por meio de novas edições, estudos acadêmicos, adaptações artísticas e projetos de preservação de sua memória. Agraciada com o Troféu Jaburu e presidente da Academia Goiana de Letras no biênio 2026–2028, Lêda Selma mantém presença ativa na criação, preservação e circulação da literatura de Goiás.

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FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Governo do Estado de Goiás — Secretaria de Estado da Cultura.
  • Academia Goiana de Letras — AGL.
  • Universidade Federal de Goiás — UFG.
  • Pontifícia Universidade Católica de Goiás — PUC Goiás.
  • Revista Guará — Revista de Linguagem e Literatura.
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO.
  • Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
  • Registros bibliográficos e editoriais das obras.
  • Produção crítica e acadêmica dedicada à vida e à obra de Lêda Selma.
  • Registros recentes de imprensa cultural utilizados para atualização bibliográfica.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Alfabeto Literário - L

Alfabeto Literário - L

Leitura: o encontro que transforma

  L de ler, leitor, livro, livraria

A letra L tem uma história longa. Remonta aos egípcios, passando pelos fenícios, gregos e chegando aos romanos que apenas copiaram dos gregos a forma estrutural que usamos até hoje. Inicialmente chamada de “lamed” que queria dizer bastão ou aguilhão. Uma curiosidade linguística ou fonética: o som de L é chamado de "lateral", pois é quando o ar sai pelos lados da língua. Talvez, por isso palavras com L dão certa sensação de leveza: lua, luz, lar, lago.

Para quem gosta ou entende de numerologia, na numerologia romana L = 50. Na linguagem de Libras, L é o polegar e indicador abertos. A maior contribuição da letra L para a humanidade são os Livros! E ou as palavras derivadas ou ligadas ao universo dos livros: leitura, ler, livraria. Porém, a contribuição não para nos livros: nas artes e na música, o L nos apresentou talentos atemporais de grandes obras:


Legião Urbana - banda que marcou o rock brasileiro.
Luiz Gonzaga - o Rei do Baião.
Lupicínio Rodrigues - mestre do samba-canção.
Leonardo da Vinci - gênio renascentista.
Lygia Fagundes Telles - escritora brasileira.

Também na história e na política o L nos traz expoentes que mudaram a geopolítica nacional e mundial:

Lula - Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil.
Lincoln - Abraham Lincoln, presidente dos EUA que aboliu a escravidão.
Lênin - líder da Revolução Russa.
Luís XIV - o "Rei Sol" da França.

Na ciência:

Lavoisier - pai da química moderna.
Lamarck - naturalista, teoria da evolução.
Lovelace - Ada Lovelace, considerada a primeira programadora.

Grandes e relevantes fatos históricos que moldaram o Brasil atual e também outras partes do mundo, tiveram como primeira letra o nosso L:

Lei Áurea - 1888 - A lei que libertou os escravos no Brasil assinada pela Princesa Isabel.

Um dos "L" mais importantes da nossa história.

Luz Elétrica. A invenção da Lâmpada por Thomas Edison em 1879 mudou o mundo. A noite deixou de ser limite.


Lua - 1969
Lançamento da Apollo 11. "Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade". O homem levou o pé na Lua.

Liderança e Revoluções

Lenin e a Revolução Russa de 1917.
Lutero e as 95 teses em 1517 que iniciaram a Reforma Protestante.

Literatura: Livros mudaram o mundo. Da Líada de Homero até Lolita. A Língua portuguesa também se espalhou pelo mundo com as Largas navegações portuguesas.

Luta: Libertação das mulheres, Lutas sociais, Lutas pelos direitos civis. O L sempre
aparece quando falamos de avanço.

Mas, e a história do livro e de todas as palavras oriundas desse objeto sagrado? Será que é possível listar uma pequena parte? A história do L nos livros: L de Livro: Vem do latim liber, que era a casca interna
das árvores onde se escrevia. Por isso "liber" virou livro. L de Ler: Também do latim legere = colher, juntar. Ler é colher palavras e juntar sentido. De Literatura. A palavra vem de Littera = Letra. Sem L, não tem letra. Sem letra, não tem literatura.

Ler nos remete a livros, revistas, jornais impressos ou virtuais. Já livros nos remete às livrarias! Ao espaço físico que guarda não apenas livros, mas também, ambiente! Local de aconchego, de conversas sem pressa, de presenças, amizades. Livrarias com cafeterias são aqueles espaços sagrados onde se misturam os cheiros dos livros, do café, do bolo, do pão de queijo! Onde cheiro se torna protagonista, se torna o personagem principal. Onde o amigo se torna mais especial, a conversa vira tratado filosófico digno de publicação!

Se o livro materializa os sentimentos de quem criou o seu conteúdo e externou; a livraria é o relicário de múltiplos sentimentos sacralizados em forma impressa!


Ler é abrir portais dimensionais, bidimensionais e até tridimensionais; é o transporte que leva o leitor às grandes batalhas, às pequenas batalhas, não menos importante, conforme seu contexto. Leva ao coração atormentado e também ao coração apaixonado; leva ao desencontro de pais e filhos; e ao reencontro também. Não sei quem disse que o universo cabe numa página de livro!

Cada universo pode ser descrito numa página de livro ou em várias páginas, visto que cada autor ou autora, descreve sobre universos das mais diversas maneiras! Jorge Amado e o universo da Bahia, em Capitães de areia, Gabriela! Machado, não o que corta a árvore para transformá-la em papel, mas o que
corta a realidade colonial, transformando em dúvida aquilo que não é necessário se duvidar! Carolina e o universo dos quartos de despejo; Cora e o universo rural repleto de doces!

A letra L não é não é a mais importante e ou a mais bonita do nosso alfabeto; nem a que tem as palavras mais impactantes. Quando pensamos em palavras iniciadas com L, lua aparece destacada. Nosso satélite regula o fluxo das marés, embeleza e alumia nossas noites. Aliás, o sertão goiano, à noite, sob a luz do luar é de uma beleza singular. Não importa a região do estado.

Outra palavra com L que também é sempre lembrada é lago. Lago que carrega muita vida, que conserva a água mesmo após o período chuvoso. Que proporciona contemplação, calma, banhos e pesca.

Lavoura, lenha, lida, labareda, laço, laçada, lasca, lebre, leitão falam entre si no dia a dia do povo campesino.


E quantos outras poderíamos destacar que fazem parte do nosso cotidiano?
Talvez, dezenas, centenas ou milhares delas.
Nem sempre atentamos para as letras, apesar de as usarmos rotineiramente, só pensamos em sua utilidade quando fazemos esse tipo de exercício mental. E assim como todo exercício, mental ou não, nos fortalece e revigora-nos. 

Elas exercem a função estrutural das palavras; servem como elos que farão o sentido de cada palavra. As vogais unem as consoantes e as tornam compreensíveis. Sem as vogais nosso idioma ficaria parecido com alguns idiomas europeus onde as consoantes tem a função das vogais inclusive na fonética. Porém, a nossa língua portuguesa é tão rica e vasta que oferecesse palavras para todas coisas com até mais de uma opção para o que desejamos falar, como por exemplo: casa de morar e casa de casamento; Sara como nome próprio e sara de sarar ou o pássaro saracura!


Na nossa cultura goiana, uai serve para exclamar, duvidar ou responder. Serve também para ganhar um tempinho até achar a palavra mais adequada para responder algo a alguém.


Sem a letra, não tem palavra! Sem a palavra não tem a frase! E sem a frase, não tem comunicação. Apesar de a letra ser a menor parte na construção do pensamento, seja escrito ou falado, sem ela, a letra, não há livro, nem música, nem poesia! Há só o silêncio. O silêncio é bom também. Mas só quando não
temos a necessidade de interagir com as outras pessoas. 

Assim, de letra em letra, de sílaba em sílaba, de palavra em palavra e de frase em frase, construí esse texto. Obrigado à todas as letras e em especial à letra L.


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Autores e obras

[1] Idário Carvalho Garcês Filho. Goiano de Itauçu, formado em administração com MBA em Marketing pela FGV-RJ., sócio da Livraria Palavrear. Morador de Goiânia há 55 anos. Sem livro publicado, escrevo por hobbie.

[2] Imagem 11l:pgeditora58078477000170.


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Ademir Luiz

P.G GALERIA — CONTEMPORÂNEOS

ADEMIR LUIZ 

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome completo: Ademir Luiz da Silva
Nome literário: Ademir Luiz
Nascimento: 1976
Naturalidade: Goiânia (GO)
Atuação: escritor, romancista, contista, ensaísta, crítico, historiador, pesquisador, professor universitário, editor e gestor cultural.

    Ademir Luiz desenvolve trajetória intelectual marcada pela articulação entre literatura, História, crítica cultural, pesquisa acadêmica, audiovisual, docência e gestão cultural. Sua atuação reúne produção autoral, pesquisa universitária e participação direta em instituições fundamentais para a vida literária de Goiás.

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FORMAÇÃO ACADÊMICA

  • Bacharelado e Licenciatura em História — Universidade Federal de Goiás (UFG), 1999.
  • Mestrado em História — Universidade Federal de Goiás (UFG), 2003.
  • Doutorado em História — Universidade Federal de Goiás (UFG), 2008.
  • Pós-Doutorado em Poéticas Visuais e Processos de Criação — Universidade Federal de Goiás (UFG), 2013.

    Sua tese de doutorado, Da Cruzada à Demanda: a tradição épica da Ordem dos Templários na Baixa Idade Média portuguesa — séculos XII-XIV, recebeu indicação ao Prêmio Capes de Teses 2009.

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TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

    É professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), onde desenvolve atividades de ensino, pesquisa e pós-graduação. Atua no Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER) e possui trajetória acadêmica vinculada aos estudos de História, literatura, cultura, imagem, cinema e audiovisual. Foi bolsista pesquisador do Instituto Camões, de Portugal, em 2002. Na UEG, é criador e coordenador do Laboratório de Pesquisa e Produção Audiovisual (LUPPA) e editor da Revista Nós — Cultura, Estética & Linguagens. Integra também a Associação Brasileira de Estudos Medievais (ABREM), área diretamente relacionada a uma vertente importante de sua produção acadêmica.

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TRAJETÓRIA LITERÁRIA

A produção literária de Ademir Luiz abrange romance, conto, ensaio e crítica cultural, estabelecendo frequentemente relações entre literatura, História, cinema, artes visuais e cultura contemporânea. Um dos marcos iniciais de sua trajetória foi Hirudo Medicinallis — ou Carta aberta de um vampiro de brinquedo ao espectro de Orson Welles, vencedor da Bolsa de Publicações Cora Coralina de 2002, na categoria romance. Em 2004 publicou Pequenas Estórias da Grande História. Posteriormente, ampliou sua produção ficcional, ensaística e histórico-literária, mantendo como uma das características de sua escrita o trânsito entre criação literária, referências históricas e interpretação cultural. Também desenvolve trabalho de organização editorial e divulgação da produção literária contemporânea.

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OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Entre as obras e trabalhos de organização identificados em sua produção estão:

  • Hirudo Medicinallis — ou Carta aberta de um vampiro de brinquedo ao espectro de Orson Welles — 2002; 2ª edição, 2021.
  • Pequenas Estórias da Grande História — 2004.
  • Arquivo de Heresias — ensaios de crítica cultural, 2011; 2ª edição, 2022.
  • Uma breve história do Templo: da fundação da Ordem dos Templários à criação da Ordem de Cristo — séculos XII-XIV — 2012.
  • Uma antologia do conto goiano contemporâneo — organização, 2013.
  • Da Grande Cruzada à Demanda do Graal: A História da Ordem dos Templários — 2015.
  • Conclave — O livro dos últimos dias — com Raquel Carvalho Rocha, 2015.
  • Fogo de Junho — 20 centavos: romance de geração para geração sem romance — edição registrada em 2021.
  • O Beatle Palestino e outras pequenas histórias da grande História — edição de 2021.
  • Brasil 17,1 — 2021.
  • Contos dentro da esfera — 2022.
  • Estórias da Independência — 2022.
  • Contos da Pandemia — 2 anos do dia em que a Terra parou — 2022.
  • Contos de 22, 100 anos da Semana de Arte Moderna — 2022.
  • Dicionário Cínico das Palavras da Moda — Bula Livros, 2023.

    Sua produção bibliográfica inclui ainda trabalhos acadêmicos, capítulos, artigos e participação em publicações coletivas relacionadas à História, cultura, Cerrado, literatura, imagem e audiovisual.

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ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

  • Academia Goiana de Letras — AGL - Membro titular - Cadeira nº 31 - Patrona: Eurídice Natal e Silva. Eleito em 2023, empossado em março de 2024.
  • Eleito vice-presidente da Academia Goiana de Letras para o biênio 2026–2028.

  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO - Ademir Luiz é presidente da União Brasileira de Escritores — Seção Goiás (UBE-GO), exercendo atuação na articulação da comunidade literária, na promoção da leitura, na formação de escritores e na realização de atividades culturais e literárias.

Outras vinculações

  • Associação Brasileira de Estudos Medievais (ABREM).
  • Gabinete Literário Goyano — sócio honorário desde 2020.
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PREMIAÇÕES, TÍTULOS E DISTINÇÕES

  • Bolsa de Publicações Cora Coralina — 2002, categoria romance, por Hirudo Medicinallis.
  • Indicação ao Prêmio Capes de Teses — 2009.
  • Troféu Goyazes — 2013, da Academia Goiana de Letras, relacionado a Uma antologia do conto goiano contemporâneo.
  • Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos — 2014, categoria prosa, por Fogo de Junho.
  • Medalha de Mérito Cultural — Letras — 2015, Governo de Goiás.
  • Medalha do Mérito Anhanguera — 2019.
  • Comenda do Mérito de Cultura Júlio Vilela — 2022, Câmara Municipal de Goiânia.
  • Troféu Jaburu — 2025. O Troféu Jaburu 2025 representa uma das principais distinções de sua trajetória recente, reconhecendo institucionalmente sua contribuição à cultura de Goiás.
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PRODUÇÃO CIENTÍFICA E PESQUISA

    Sua produção científica desenvolve-se especialmente nas interfaces entre História, literatura, estudos medievais, cultura, imagem, cinema, audiovisual, poéticas visuais, patrimônio e Cerrado. A pesquisa acadêmica dialoga diretamente com sua produção cultural e literária. A relação entre texto e imagem, História e ficção, memória e representação constitui uma dimensão recorrente de sua atividade intelectual. Além da produção científica, participa da orientação e formação de pesquisadores e desenvolve projetos vinculados à produção audiovisual e às expressões culturais.

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PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Como presidente da UBE-GO, Ademir Luiz participa diretamente da articulação entre escritores, instituições e projetos culturais de Goiás. Sua atuação envolve oficinas de escrita, atividades de formação, encontros literários, lançamentos, debates, entrevistas, mesas-redondas e iniciativas destinadas à circulação da literatura. Na Academia Goiana de Letras, sua eleição para a vice-presidência no biênio 2026–2028 amplia sua participação na gestão institucional da literatura goiana. Também mantém presença pública como professor, pesquisador, crítico e debatedor de temas relacionados à História, literatura, cinema e cultura.

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CONTEMPORANEIDADE

    Ademir Luiz ocupa posição relevante na literatura goiana contemporânea pela capacidade de articular criação literária, pesquisa histórica, crítica cultural, docência universitária, audiovisual e gestão institucional. Sua atuação não se restringe à publicação de livros. Como professor da UEG, presidente da UBE-GO e membro da Academia Goiana de Letras, participa da formação de pesquisadores e escritores, da circulação da literatura e da articulação das instituições culturais do Estado. Sua produção evidencia ainda uma característica particularmente contemporânea: a dissolução de fronteiras rígidas entre literatura, História, imagem, cinema, pesquisa acadêmica e intervenção cultural. O reconhecimento por meio do Troféu Jaburu 2025 reforça sua posição no cenário cultural goiano atual.

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TEXTO CURATORIAL

    Ademir Luiz integra a P.G Galeria – Contemporâneos por uma trajetória em que criação literária, pesquisa histórica, crítica cultural, docência e gestão se encontram. Romancista, contista, ensaísta e historiador, construiu uma produção marcada pelo diálogo entre literatura, História, imagem e cultura. Presidente da UBE-GO, membro da Academia Goiana de Letras e professor da Universidade Estadual de Goiás, atua também na formação e articulação de novas gerações de escritores. Agraciado com o Troféu Jaburu 2025, sua presença na cultura goiana contemporânea reúne produção autoral, pesquisa, formação e atuação institucional.

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FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Governo de Goiás / Secretaria de Estado da Cultura.
  • Universidade Estadual de Goiás — UEG.
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás — UBE-GO.
  • Academia Goiana de Letras — AGL.
  • Academia Brasileira de Letras — registros e matérias de referência sobre a literatura goiana.
  • Produção acadêmica e bibliográfica de Ademir Luiz.
  • Registros editoriais das obras relacionadas nesta ficha.

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CLASSIFICAÇÃO PARA O ACERVO

Categoria: P.G Galeria – Contemporâneos
Nome literário: Ademir Luiz
Nome civil: Ademir Luiz da Silva
Instituições principais: AGL • UBE-GO • UEG
AGL: Cadeira nº 31 — patrona Eurídice Natal e Silva
Distinção de destaque: Troféu Jaburu 2025
Áreas: Literatura • História • Crítica cultural • Educação • Audiovisual • Gestão cultural
Palavras-chave: Ademir Luiz; literatura goiana; escritores goianos; literatura contemporânea; UBE-GO; Academia Goiana de Letras; História; Troféu Jaburu; Universidade Estadual de Goiás.

Adalberto de Queiroz

 P.G GALERIA — CONTEMPORÂNEOS

ADALBERTO DE QUEIROZ 

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome: Adalberto de Queiroz (Beto Queiroz)
Nascimento: 5 de fevereiro de 1955
Naturalidade: Goiânia (GO)
Atuação: poeta, escritor, jornalista, ensaísta, crítico e divulgador literário.

    Nascido em Goiânia, sua trajetória reúne formação científica e comunicacional, atividade empresarial e, posteriormente, dedicação integral à literatura. A Academia Goianiense de Letras o identifica institucionalmente como jornalista e poeta.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

  • Física — Universidade Federal de Goiás (UFG);
  • Comunicação Social — Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  • cursou também Jornalismo na UFG;
  • Pós-graduação em Marketing — Fundação Getulio Vargas (FGV/Rio);
  • Possui estudos de especialização relacionados aos Estudos Medievais, realizados nos Estados Unidos. (Leveza e Esperança)


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

    Antes de se dedicar integralmente às letras, Adalberto de Queiroz atuou durante aproximadamente 26 anos como empreendedor na área de Tecnologia da Informação. Em 2014, deixou as atividades empresariais e passou a concentrar sua atuação na poesia, na crítica e na divulgação literária. Como jornalista e articulista, desenvolveu produção voltada à literatura, cultura, filosofia e outros temas humanísticos. Também atuou como organizador e articulador de iniciativas destinadas à divulgação da literatura produzida em Goiás.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    Adalberto de Queiroz iniciou sua trajetória poética ainda na década de 1970, participando das antologias Corpo Insano e Veia Poética. Seu primeiro livro individual, Frágil Armação, foi publicado em 1985. Depois de um intervalo editorial, retomou sistematicamente a publicação de livros, consolidando uma produção que transita principalmente pela poesia, crônica, ensaio e crítica literária. Também atua na divulgação de outros escritores. Em 2015, organizou Literatura Goyaz: Antologia, reunindo 45 escritores goianos. Sua produção ensaística ganhou destaque com Os fios da escrita: ensaios literários, publicado pela Mondrongo em 2020. 


OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Entre suas obras estão:

  • Frágil Armação — poesia, 1985; 2ª edição, 2017;
  • Cadernos de Sizenando — poemas e crônicas, 2014;
  • Literatura Goyaz: Antologia — organização, 2015;
  • Destino Palavra — poesia, 2016;
  • O Rio Incontornável — poesia, 2017;
  • Os Fios da Escrita: Ensaios Literários — ensaios, Mondrongo, 2020;
  • Entrelinhas — produção registrada em sua bibliografia;
  • Entre Esplendores e Misérias — crônicas, lançado em 2024;
  • Duro Feito Pedra, Frágil Feito Pólen — seleta poética, Bula Livros, 2025, com lançamento realizado em Goiânia em janeiro de 2026. (Leveza e Esperança)

    A última obra reúne poemas provenientes de quatro momentos de sua produção: O Rio Incontornável, Destino Palavra, Cadernos de Sizenando e Frágil Armação. (Jornal Opção) Em agosto de 2026, o próprio autor informou ainda possuir no prelo o livro Cantos. (Beto Queiroz)


ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

  • Academia Goiana de Letras — AGL: Membro titular - Cadeira nº 32 - tomou posse em 2019, sucedendo José Mendonça Teles. 
  • Academia Goianiense de Letras — AGnL - Membro titular - Cadeira nº 4 - patrona: Yêda Schmaltz. 
  • União Brasileira de Escritores — Seção Goiás (UBE-GO)


PROJETOS E DIFUSÃO LITERÁRIA

    Adalberto de Queiroz também atua na preservação e circulação da produção literária de Goiás. É coordenador do projeto Biblioteca do Futuro, iniciativa relacionada à constituição e disponibilização de acervo digital de obras de autores goianos. A atividade é registrada tanto pela AGnL quanto em cobertura de sua trajetória literária. Mantém ainda o espaço autoral Leveza e Esperança, dedicado à publicação de poesia, ensaios, crítica, literatura e reflexões culturais.


PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Adalberto mantém atuação contínua como poeta, jornalista, ensaísta e divulgador literário. Publica textos sobre literatura e cultura, participa de lançamentos, debates e atividades acadêmicas e mantém produção digital própria. Em 2026, permanece em plena atividade literária: lançou publicamente a seleta Duro Feito Pedra, Frágil Feito Pólen e continua publicando ensaios e reflexões.


CONTEMPORANEIDADE

    A trajetória de Adalberto de Queiroz estabelece uma ponte entre diferentes gerações da literatura goiana. Sua produção parte da experiência poética iniciada nos anos 1970 e alcança o ambiente literário contemporâneo por meio de livros, ensaios, crítica, jornalismo cultural e iniciativas de preservação e circulação digital. Sua presença simultânea na Academia Goiana de Letras, Academia Goianiense de Letras e União Brasileira de Escritores – Seção Goiás também evidencia sua inserção institucional na vida literária do Estado. 


TEXTO CURATORIAL

    Adalberto de Queiroz integra a P.G Galeria – Contemporâneos como poeta, jornalista, ensaísta e articulador da memória literária goiana. De Frágil Armação, publicado em 1985, à produção poética e ensaística atual, sua trajetória combina criação, leitura crítica e difusão cultural. Membro da Academia Goiana de Letras, da Academia Goianiense de Letras e da UBE-GO, contribui também para preservar e colocar em circulação a produção de outros escritores de Goiás.


FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Academia Goianiense de Letras — AGnL: quadro atual de membros, cadeira e perfil acadêmico. União Brasileira de Escritores — Seção Goiás: registro como escritor, jornalista e poeta. 

  • Site autoral de Adalberto de Queiroz — Leveza e Esperança: trajetória, bibliografia e produção atual. (Leveza e Esperança)

  • Academia Brasileira de Letras/Jornal Opção: síntese biográfica e inserção na literatura goiana. 

  • Jornal Opção: lançamento da seleta poética em 2026.

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Classificação: P.G Galeria – Contemporâneos
Nome de cabeçalho: ADALBERTO DE QUEIROZ
Instituições: AGL • AGnL • UBE-GO
Produção: Poesia • Ensaio • Crônica • Crítica literária
Palavras-chave: Adalberto de Queiroz; Beto Queiroz; poesia goiana; literatura goiana; AGL; AGnL; UBE-GO; Frágil Armação; Os Fios da Escrita; literatura contemporânea de Goiás.

Luiz Vagner

 

P.G GALERIA — CONTEMPORÂNEOS

LUIZ VAGNER JACINTO

DADOS BIOGRÁFICOS

Nome literário: Luiz Vagner
Nome civil: Luiz Vagner Jacinto
Naturalidade: Corumbá de Goiás (GO)
Atuação: escritor, jurista, professor, magistrado aposentado, advogado e conferencista.

    Natural de Corumbá de Goiás, Luiz Vagner Jacinto desenvolveu trajetória profissional e intelectual marcada pela convergência entre Direito, docência, literatura, comunicação, oratória e preservação da memória cultural.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

  • Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Anápolis.
  • Especialista em Processo Civil pela Universidade de Caxias do Sul.
  • Possui formação complementar relacionada à Comunicação, Desenvolvimento Humano, Oratória e Programação Neurolinguística.


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

    Atuou inicialmente na advocacia e posteriormente ingressou, mediante concurso público, na magistratura do Estado do Tocantins, onde exerceu a função de Juiz de Direito, aposentando-se como Juiz de Direito de 3ª Entrância. Após a aposentadoria da magistratura, exerceu atividades de assessoramento jurídico no Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Na docência, sua trajetória inclui atuação como professor de Língua Portuguesa, em Corumbá de Goiás, e de Direito Processual Penal, em instituições de ensino superior. Também desenvolve atividades de formação em comunicação e oratória, sendo idealizador do Método CEVEX.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    Sua produção intelectual estabelece diálogo entre literatura, memória, cultura regional, Direito, comunicação e reflexão humanística. A vinculação com Corumbá de Goiás ocupa posição significativa em sua trajetória. A cidade constitui importante território da história literária goiana e é também o espaço de atuação da Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música — AC-CLAM, instituição da qual Luiz Vagner Jacinto é membro. Sua produção compreende ficção e textos de caráter ensaístico e reflexivo.


OBRAS PUBLICADAS

Entre as obras identificadas e documentalmente localizadas:

  • Buriti Sozinho — PBK Publicações, 2024.
  • “Gêneros Literários — Formas de Expressão” — ensaio publicado em 2026.
  • “O Coronavírus e a Comunicação” — artigo publicado em 2020.

CEVEX — COMUNICAÇÃO E ORATÓRIA

Luiz Vagner é idealizador do CEVEX, projeto de formação voltado ao desenvolvimento da comunicação, da expressão oral, da argumentação e da oratória.

O trabalho associa fundamentos da retórica e da argumentação a técnicas contemporâneas de comunicação e elementos da Programação Neurolinguística (PNL), refletindo a experiência acumulada pelo autor nos campos jurídico, acadêmico e docente.

Entre os desdobramentos do projeto encontra-se o TRIVIUM CEVEX — Oratória e Argumentação Jurídica, direcionado especialmente ao desenvolvimento da capacidade argumentativa e da expressão oral aplicada ao universo jurídico.

O Curso CEVEX também está presente no canal de Luiz Vagner Jacinto no YouTube, onde são disponibilizados conteúdos e aulas relacionados à comunicação e à oratória, ampliando o alcance de sua atividade formativa para o ambiente digital.


ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

  • Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música — AC-CLAM  Cadeira nº 17, cujo  patrono é Odorico dos Reis Leal.

    Participa também de iniciativas relacionadas à preservação da história e do patrimônio cultural de Corumbá de Goiás.


PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Luiz Vagner participa da vida cultural de Corumbá de Goiás por meio de atividades acadêmicas, literárias e de preservação da memória local. Sua atuação também alcança os campos da comunicação e da oratória, nos quais desenvolve cursos, palestras e atividades formativas. No âmbito da AC-CLAM, participa das iniciativas destinadas à valorização da produção intelectual, artística e cultural corumbaense.


CONTEMPORANEIDADE

    Luiz Vagner Jacinto representa uma produção intelectual contemporânea caracterizada pela interdisciplinaridade. Sua experiência na magistratura e na docência encontra continuidade na literatura, na comunicação e na atuação cultural. Sua presença na P.G Galeria também evidencia a importância de Corumbá de Goiás como território literário, ampliando a representação da produção intelectual do interior do Estado e estabelecendo diálogo com uma tradição da qual fazem parte nomes fundamentais da literatura goiana.


TEXTO CURATORIAL

    Luiz Vagner Jacinto integra a P.G Galeria – Contemporâneos por uma trajetória que aproxima literatura, Direito, educação, comunicação e memória cultural. Natural de Corumbá de Goiás, escritor, professor, jurista e membro da Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música, participa da preservação e da continuidade de uma tradição intelectual profundamente vinculada à história cultural de Goiás.


FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Academia Corumbaense de Ciências, Letras, Artes e Música — AC-CLAM — registros institucionais e de atividades acadêmicas.
  • P.G Editora — perfil biográfico e produção intelectual do autor.
  • Portal Corumbá de Goiás — registros de atividades culturais e formativas.
  • Jornal Opção — registros referentes à AC-CLAM e participação de Luiz Vagner Jacinto.
  • Registros bibliográficos/editoriais de Buriti Sozinho.
  • Perfil profissional e publicações do autor.

Classificação: P.G Galeria – Contemporâneos
Instituição: AC-CLAM — Corumbá de Goiás
Áreas: Literatura • Direito • Educação • Comunicação • Memória Cultural
Palavras-chave: Luiz Vagner Jacinto; literatura goiana; Corumbá de Goiás; AC-CLAM; Buriti Sozinho; escritores goianos; memória cultural; oratória.

Luiz Galvão

 

P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS

LUIZ GALVÃO

ESCRITOR CONTEMPORÂNEO

Escritor | Jornalista | Guarda Civil Metropolitano | Agente cultural


DADOS BIOGRÁFICOS

Nome civil: Luiz Carlos de Araújo Galvão
Nome literário: Luiz Galvão
Naturalidade: Belém, Pará
Radicação: Goiás
Atuação: Escritor, Jornalista e Guarda Civil Metropolitano
Função institucional: Presidente da Academia Canedense de Letras – ACL

    Luiz Galvão nasceu em Belém, no Pará, e construiu em Goiás sua trajetória profissional e literária. A documentação oficial da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás identifica Luiz Carlos de Araújo Galvão como proponente literário residente em Senador Canedo, confirmando a correspondência entre o nome civil e o escritor Luiz Galvão. Na vida profissional, reúne atuação no jornalismo, no serviço público e na literatura. Em 2026, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás o registra oficialmente como Presidente da Academia Canedense de Letras.


FORMAÇÃO

  • Graduação em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Estadual do Tocantins – UNITINS;
  • Especialização em Gênero e Diversidade na Escola – Universidade Federal de Goiás – UFG;
  • formação complementar em Prevenção ao Uso Indevido de Drogas, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

    Sua formação em comunicação e diversidade mantém relação com temas sociais e culturais presentes em sua produção jornalística e literária.


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

    Luiz Galvão atua como jornalista, escritor e Guarda Civil Metropolitano. É servidor público vinculado à Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, condição registrada em documentação institucional e também em sua apresentação profissional mais recente. Como jornalista, produz artigos e textos de opinião relacionados à sociedade, comportamento, memória, cotidiano e transformações culturais. Sua trajetória profissional se desenvolve paralelamente à produção literária e à atividade de articulação cultural em Senador Canedo.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    Luiz Galvão mantém produção literária continuada, especialmente no romance, na literatura de temática social e na literatura destinada ao público infantil. Sua escrita dialoga com memória, comportamento, transformações históricas, diversidade e relações humanas. Em setembro de 2025, foi apresentado publicamente em preparação para o lançamento de seu 17º livro, Lilica – A Abelha Revolucionária, indicando uma produção bibliográfica já extensa. Parte de sua obra utiliza períodos históricos como ambiente narrativo, transformando mudanças sociais e comportamentais em matéria de ficção.


OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Entre as obras e projetos literários documentalmente identificados estão:

  • Anos 80 – A história de uma amizade na década perdida — romance;
  • Um Mundo em Preto e Branco — romance lançado em 2023;
  • Anos 90 – O comportamento diferenciado da Geração Z;
  • A Morte no Casarão;
  • A Ararinha Que Queria Ver o Mar — literatura infantil;
  • A Floresta Esmeralda — literatura infantil;
  • Lilica – A Abelha Revolucionária — literatura infantil, anunciada em 2025 como seu 17º livro.

A Morte no Casarão

A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás registra oficialmente, 2026.

Proponente: Luiz Carlos de Araújo Galvão
Projeto: A Morte no Casarão
Município: Senador Canedo
Área: Literatura


ACADEMIA CANEDENSE DE LETRAS – ACL

    Luiz Galvão é fundador e Presidente da Academia Canedense de Letras – ACL, instituição voltada à promoção da literatura e da cultura em Senador Canedo. Em 11 de abril de 2026, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás registrou oficialmente Luiz Galvão como Presidente da Academia Canedense de Letras, durante sessão solene destinada à valorização de contadores e contadoras de histórias. A Academia reúne escritores, poetas, contistas, romancistas, contadores de histórias e outros agentes culturais. Sua atuação busca aproximar literatura e comunidade por meio de saraus, encontros, ações culturais e atividades de incentivo à leitura.


ATUAÇÃO CULTURAL

    Como presidente da Academia Canedense de Letras, Luiz Galvão participa da organização e da consolidação de um espaço institucional dedicado à produção literária do município. A Academia tem participado de atividades realizadas em Senador Canedo e de ações em parceria com instituições culturais e educacionais. Entre essas iniciativas estão saraus, exposições de livros e participação em eventos destinados à promoção da literatura, da leitura e das artes. A atuação institucional de Luiz Galvão amplia sua presença como escritor, colocando-o também no campo da articulação e organização cultural.


PRESENÇA PÚBLICA E JORNALÍSTICA

Luiz Galvão mantém atividade como articulista. Em publicação de dezembro de 2025, o Jornal Opção o identifica como: jornalista, GCM, escritor e Presidente da Academia Canedense de Letras. Sua produção jornalística aborda questões sociais, econômicas, culturais, ambientais e comportamentais, mantendo diálogo com temas presentes também em sua atuação literária.


TEXTO CURATORIAL

Luiz Galvão constrói sua trajetória no encontro entre literatura, jornalismo e ação cultural.

Sua escrita observa transformações sociais, comportamentos, memórias e experiências humanas, convertendo diferentes períodos históricos e questões contemporâneas em matéria narrativa.

Como fundador e presidente da Academia Canedense de Letras, sua atuação ultrapassa a autoria individual. Luiz Galvão participa diretamente da criação de espaços de circulação da palavra, de encontro entre escritores e de aproximação entre literatura e comunidade.

Sua trajetória representa, assim, não apenas a produção do escritor, mas também o trabalho do agente cultural dedicado à construção e ao fortalecimento de uma identidade literária em Senador Canedo.


CONTEMPORANEIDADE

Luiz Galvão integra a P.G Galeria – Contemporâneos como escritor e articulador da vida literária de Senador Canedo.

Sua produção autoral, a atividade jornalística e a liderança da Academia Canedense de Letras constituem diferentes dimensões de uma mesma atuação cultural.

Ao aproximar escritores, leitores, instituições e comunidade, contribui para ampliar os espaços de circulação da literatura e para consolidar a memória literária contemporânea do município.

Luiz Galvão representa uma literatura que se realiza tanto na escrita quanto na construção coletiva de novos espaços para a palavra.


ATRIBUTOS PARA A FAIXA INFERIOR DA FICHA

ESCRITOR
Romance, memória e literatura infantil.

JORNALISTA
Comunicação e reflexão social.

GCM
Servidor público e Guarda Civil Metropolitano.

AGENTE CULTURAL
Literatura, leitura e formação de público.

ACL
Fundador e Presidente da Academia Canedense de Letras.


FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

Secretaria de Estado da Cultura de Goiás – Secult Goiás
Documentação oficial identificando Luiz Carlos de Araújo Galvão como proponente de A Morte no Casarão, residente em Senador Canedo.

Assembleia Legislativa do Estado de Goiás – ALEGO
Registro oficial de Luiz Galvão como Presidente da Academia Canedense de Letras, em 2026.

União Brasileira de Escritores – Seção Goiás – UBE-GO
Perfil biográfico utilizado para naturalidade, formação, atuação profissional e produção literária.

Jornal Opção
Registro recente da atuação de Luiz Galvão como jornalista, GCM, escritor e Presidente da Academia Canedense de Letras.

Academia Canedense de Letras – ACL
Atuação institucional e promoção da literatura em Senador Canedo.


P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS
Literatura, memória e cultura em construção.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Alfabeto Literário - J -

Alfabeto Literário - J

A Jornada do Escritor: a palavra perante o tribunal da História

    Escrever é muito mais do que dominar a linguagem. É assumir um compromisso com a verdade, a beleza e a justiça. O escritor não apenas registra acontecimentos: interpreta seu tempo, denuncia injustiças, preserva a memória e semeia esperança. Sua matéria-prima é a palavra, mas sua verdadeira missão é formar consciências, pois toda obra publicada passa a pertencer não apenas ao autor, mas à História.

    Hegel ensinou que “a História do mundo é o tribunal do mundo”. Diante desse tribunal invisível, escritores e historiadores comparecem como testemunhas permanentes. A historiografia grava na pedra os acontecimentos; a literatura faz florescer sobre ela a sensibilidade humana. A História sem a poesia torna-se fria como o mármore; a poesia sem a História perde suas raízes. São duas asas da mesma memória: uma preserva os fatos, a outra lhes confere significado.

    Rui Barbosa sustentava que os atos humanos jamais escapam ao julgamento da posteridade. Em A Queda do Império e em seus escritos políticos, demonstra que o tempo desfaz as aparências e restitui à História a missão de julgar governantes, ideias e instituições. O escritor, por isso, não escreve apenas para seus contemporâneos, mas para esse tribunal permanente onde as palavras sobrevivem aos próprios autores.

    Jean-Paul Sartre afirmou, em Que é a Literatura?, que escrever é agir. Albert Camus, ao receber o Prêmio Nobel, recordou que o escritor deve servir aos que sofrem a História, e não aos que exercem o poder. Escrever é uma escolha ética. Um livro pode despertar consciências, inspirar reformas, impedir o esquecimento e transformar uma sociedade.

    No Brasil, essa missão encontrou intérpretes extraordinários. Machado de Assis revelou as contradições da alma nacional; Euclides da Cunha denunciou o abandono de Canudos; Lima Barreto combateu o preconceito; Graciliano Ramos deu voz aos esquecidos; Guimarães Rosa universalizou o sertão; Clarice Lispector iluminou a interioridade humana; Cora Coralina revelou a grandeza da simplicidade; Carolina Maria de Jesus rompeu o silêncio da pobreza; Bernardo Élis eternizou o Brasil Central.

    Também a poesia ajudou a construir a consciência nacional. Castro Alves transformou seus versos em um clamor contra a escravidão; Cruz e Sousa fez da dor uma afirmação da dignidade humana; Carlos Drummond de Andrade refletiu sobre a condição do homem; Cecília Meireles cantou a permanência dos valores; Thiago de Mello proclamou a liberdade como dever da consciência. A poesia denuncia para que a barbárie nunca pareça normal e para que novos horrores jamais encontrem o silêncio como aliado.

    Antonio Candido ensinou que a literatura constitui um direito humano, indispensável à formação da sensibilidade e da cidadania. Joseph Campbell mostrou que toda narrativa traduz a busca de sentido; Julia Cameron compreendeu a escrita como coragem criadora; Stephen King recordou que talento exige disciplina; Umberto Eco demonstrou que todo livro continua vivendo na interpretação de seus leitores. Friedrich Nietzsche, ao anunciar a crise dos valores, encontrou na arte uma poderosa afirmação da existência e abriu novas reflexões sobre o sentido da vida.

    Como escreveu Oswaldo Montenegro no poema “Metade”, “Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela mesma não saiba.” A cultura sempre foi guardiã da liberdade e denunciante dos abusos. Entre a pena do historiador e a lira do poeta, a humanidade escreve sua própria biografia. Ambos comparecem perante o tribunal da História levando não apenas os fatos, mas também seu significado, para que a verdade jamais caminhe sem a beleza, nem a justiça sem a esperança. Escrever é semear consciência; publicar é assumir responsabilidade perante o tempo.


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Porque cada livro transforma um leitor. E cada leitor ajuda a transformar o mundo.


Autores e obras

[1] Abílio Wolney Aires Neto — Juiz de Direito, professor, mestre pela PUC-GO e doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/Brasília. Autor de 18 obras publicadas. Graduando em Filosofia, História e Jornalismo. Membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, do Instituto Bernardo Élis, da União Brasileira de Escritores e da Academia Goianiense de Letras.

[2] Imagem 10j:pgeditora58078477000170.

[3] HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

[4] BARBOSA, Rui. Queda do Império: Diário de Notícias. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde; Casa de Rui Barbosa, 1947. v. 16, t. 1. (Obras completas de Rui Barbosa).

[5] BARBOSA, Rui. O adeus da Academia a Machado de Assis. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 30 set. 1908. 

[6] SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? 3. ed. São Paulo: Ática, 2004.

[7] CAMUS, Albert. Banquet speech. Stockholm: Nobel Prize, 10 dez. 1957. 

[8] CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 171–193.

[9] CAMPBELL, Joseph. The hero with a thousand faces. Novato: New World Library, 2008.

[10] CAMERON, Julia. The artist’s way: a spiritual path to higher creativity. New York: J. P. Tarcher/Putnam, 2002.

[11] KING, Stephen. On writing: a memoir of the craft. New York: Scribner, 2000.

[12] ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2015.

[13] NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

[14] MONTENEGRO, Oswaldo. Metade. In: MONTENEGRO, Oswaldo. João sem nome. 1974. Poema publicado originalmente no libreto da peça. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Rômulo Vaz

P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS

RÔMULO VAZ

ESCRITOR CONTEMPORÂNEO

Escritor | Filósofo | Ator | Articulador cultural | Produtor cultural | Professor


DADOS BIOGRÁFICOS

  • Nome completo: Rômulo Vaz Barbosa
  • Nome literário: Rômulo Vaz
  • Atuação: escritor, filósofo, ator, articulador cultural, produtor cultural, professor, comunicador e radialista
  • Academia: Academia Goianiense de Letras – AGnL
  • Vínculo: Membro Correspondente
  • Cadeira: nº 58
  • Patrono: Hugo Zorzetti

    O perfil institucional do Instituto Federal Goiano registra Rômulo Vaz como filósofo, ator, produtor cultural, escritor, funcionário público estadual na área da Saúde, palestrante, voluntário social, comunicador e radialista. Em seu perfil oficial no Instagram, apresenta-se atualmente como ator, escritor, articulador cultural, integrante da AGnL e professor de Exercícios Cênicos no Teatro Humanista.


FORMAÇÃO

  • Filosofia pela PUC Goiás;
  • Formação como ator pelo Gustav Ritter;
  • Formação em Produção Cultural pela Escola do Futuro em Artes Basileu França.

    Sua formação reúne filosofia, artes cênicas e produção cultural, campos que atravessam sua atuação literária e artística.


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

    Rômulo Vaz atuou como professor de Filosofia em escolas de Goiânia e ministrou cursos em unidades do Senac Goiás. Também desenvolve atividades como palestrante, comunicador, radialista, voluntário social e produtor cultural. Atualmente, seu perfil autoral registra ainda a atuação como professor de Exercícios Cênicos no Teatro Humanista e articulador cultural. Sua trajetória profissional estabelece conexões entre educação, comunicação, teatro, literatura e produção cultural.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA E CULTURAL

A atuação de Rômulo Vaz ultrapassa a publicação de livros e incorpora teatro, comunicação, performance e projetos culturais. O Instituto Federal Goiano registra sua participação e desenvolvimento de iniciativas como:

  • Papo de Drag com Lorna Washington no Rio;
  • Cultura Retrô e Antiquário de Goiás;
  • Pandemia e Crescimento Artísticos;
  • Oficina Devaneios e Quimeras da Condessa Valéria Vaz;
  • Rubias, Luzes e Cores;
  • Quando Dia Amanhecer;
  • Doc Drag.

    Também mantém presença ativa como articulador cultural, divulgando literatura, teatro, encontros culturais e sua produção autoral.


OBRAS PUBLICADAS

  • De 5 em 5, abrem-se as cortinas (2026) — P.G Editora;
  • Não foi à toa, foi a Palavra: Poemas para não esquecer de existir (2025);
  • Enquanto a Vida Passa: As Mini-Crônicas de Rômulo Vaz (2025);
  • O Menino do Alpendre (2024) — Editora Kelps.

  • ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

    • Rômulo Vaz Barbosa integra a Academia Goianiense de Letras como Membro Correspondente. Cadeira nº 58 cujo patrono é Hugo Zorzetti.


    PREMIAÇÕES E RECONHECIMENTOS

    • Em 12 de agosto de 2026, Rômulo Vaz registrou em seu perfil oficial o recebimento da Comenda Darci Accorsi, entregue pela Câmara Municipal de Goiânia.


    PRESENÇA PÚBLICA E CULTURAL

    Rômulo Vaz mantém atuação pública ligada à literatura, às artes cênicas e à articulação cultural. Seu perfil oficial registra sua atividade como:

    • Escritor Integrante da AGnL;
    • Ator;
    • Articulador cultural;
    • Professor de Exercícios Cênicos no Teatro Humanista.
    • Também utiliza o perfil @romulovaz.convescote como espaço de divulgação de livros, eventos, atividades culturais e projetos próprios.


    TEXTO CURATORIAL

    Rômulo Vaz constrói sua trajetória no encontro entre palavra, pensamento e palco. A formação filosófica, a experiência no teatro e a atuação como produtor e articulador cultural atravessam sua produção literária. Memória, identidade, diversidade, relações humanas e experiência social constituem eixos presentes em sua atuação artística. Sua literatura não se limita ao livro: circula por encontros culturais, comunicação, performance, teatro e ações de formação de público. Com De 5 em 5, abrem-se as cortinas, publicado pela P.G Editora, Rômulo aproxima ainda mais sua escrita do universo teatral, reafirmando uma trajetória marcada pelo diálogo entre literatura e cena.


    CONTEMPORANEIDADE

        Rômulo Vaz integra a P.G Galeria – Contemporâneos como escritor e agente cultural em plena atividade. Sua produção articula literatura, filosofia, teatro, comunicação e diversidade. A participação na Academia Goianiense de Letras, a publicação de obras, a atuação docente e sua presença continuada em projetos culturais demonstram uma trajetória contemporânea construída em diferentes linguagens. Rômulo Vaz representa uma literatura que se expande da página para o palco, para o diálogo e para a ação cultural.

    Redes sociais:


    FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

    • Academia Goianiense de Letras – AGnL
    • Relação oficial dos Patronos e Membros Correspondentes. Cadeira nº 58: Hugo Zorzetti / Rômulo Vaz Barbosa.
    • Instituto Federal Goiano – Feira Literária de Goiás – FLIG
    • Fonte institucional para formação, atuação profissional, projetos culturais e lançamento de O Menino do Alpendre.
    • Perfil oficial de Rômulo Vaz – Instagram @romulovaz.convescote
    • Fonte autoral para atuação atual como ator, escritor, articulador cultural, integrante da AGnL e professor de Exercícios Cênicos, além da divulgação de obras e do registro da Comenda Darci Accorsi.
    • P.G Editora
    • Editora responsável pela publicação de De 5 em 5, abrem-se as cortinas.


    P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS
    Literatura, memória e cultura em construção.

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