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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Alfabeto Literário - J -

Alfabeto Literário - J

A Jornada do Escritor: a palavra perante o tribunal da História

    Escrever é muito mais do que dominar a linguagem. É assumir um compromisso com a verdade, a beleza e a justiça. O escritor não apenas registra acontecimentos: interpreta seu tempo, denuncia injustiças, preserva a memória e semeia esperança. Sua matéria-prima é a palavra, mas sua verdadeira missão é formar consciências, pois toda obra publicada passa a pertencer não apenas ao autor, mas à História.

    Hegel ensinou que “a História do mundo é o tribunal do mundo”. Diante desse tribunal invisível, escritores e historiadores comparecem como testemunhas permanentes. A historiografia grava na pedra os acontecimentos; a literatura faz florescer sobre ela a sensibilidade humana. A História sem a poesia torna-se fria como o mármore; a poesia sem a História perde suas raízes. São duas asas da mesma memória: uma preserva os fatos, a outra lhes confere significado.

    Rui Barbosa sustentava que os atos humanos jamais escapam ao julgamento da posteridade. Em A Queda do Império e em seus escritos políticos, demonstra que o tempo desfaz as aparências e restitui à História a missão de julgar governantes, ideias e instituições. O escritor, por isso, não escreve apenas para seus contemporâneos, mas para esse tribunal permanente onde as palavras sobrevivem aos próprios autores.

    Jean-Paul Sartre afirmou, em Que é a Literatura?, que escrever é agir. Albert Camus, ao receber o Prêmio Nobel, recordou que o escritor deve servir aos que sofrem a História, e não aos que exercem o poder. Escrever é uma escolha ética. Um livro pode despertar consciências, inspirar reformas, impedir o esquecimento e transformar uma sociedade.

    No Brasil, essa missão encontrou intérpretes extraordinários. Machado de Assis revelou as contradições da alma nacional; Euclides da Cunha denunciou o abandono de Canudos; Lima Barreto combateu o preconceito; Graciliano Ramos deu voz aos esquecidos; Guimarães Rosa universalizou o sertão; Clarice Lispector iluminou a interioridade humana; Cora Coralina revelou a grandeza da simplicidade; Carolina Maria de Jesus rompeu o silêncio da pobreza; Bernardo Élis eternizou o Brasil Central.

    Também a poesia ajudou a construir a consciência nacional. Castro Alves transformou seus versos em um clamor contra a escravidão; Cruz e Sousa fez da dor uma afirmação da dignidade humana; Carlos Drummond de Andrade refletiu sobre a condição do homem; Cecília Meireles cantou a permanência dos valores; Thiago de Mello proclamou a liberdade como dever da consciência. A poesia denuncia para que a barbárie nunca pareça normal e para que novos horrores jamais encontrem o silêncio como aliado.

    Antonio Candido ensinou que a literatura constitui um direito humano, indispensável à formação da sensibilidade e da cidadania. Joseph Campbell mostrou que toda narrativa traduz a busca de sentido; Julia Cameron compreendeu a escrita como coragem criadora; Stephen King recordou que talento exige disciplina; Umberto Eco demonstrou que todo livro continua vivendo na interpretação de seus leitores. Friedrich Nietzsche, ao anunciar a crise dos valores, encontrou na arte uma poderosa afirmação da existência e abriu novas reflexões sobre o sentido da vida.

    Como escreveu Oswaldo Montenegro no poema “Metade”, “Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela mesma não saiba.” A cultura sempre foi guardiã da liberdade e denunciante dos abusos. Entre a pena do historiador e a lira do poeta, a humanidade escreve sua própria biografia. Ambos comparecem perante o tribunal da História levando não apenas os fatos, mas também seu significado, para que a verdade jamais caminhe sem a beleza, nem a justiça sem a esperança. Escrever é semear consciência; publicar é assumir responsabilidade perante o tempo.


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Porque cada livro transforma um leitor. E cada leitor ajuda a transformar o mundo.


Autores e obras

[1] Abílio Wolney Aires Neto — Juiz de Direito, professor, mestre pela PUC-GO e doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/Brasília. Autor de 18 obras publicadas. Graduando em Filosofia, História e Jornalismo. Membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, do Instituto Bernardo Élis, da União Brasileira de Escritores e da Academia Goianiense de Letras.

[2] Imagem 10j:pgeditora58078477000170.

[3] HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

[4] BARBOSA, Rui. Queda do Império: Diário de Notícias. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde; Casa de Rui Barbosa, 1947. v. 16, t. 1. (Obras completas de Rui Barbosa).

[5] BARBOSA, Rui. O adeus da Academia a Machado de Assis. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 30 set. 1908. 

[6] SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? 3. ed. São Paulo: Ática, 2004.

[7] CAMUS, Albert. Banquet speech. Stockholm: Nobel Prize, 10 dez. 1957. 

[8] CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 171–193.

[9] CAMPBELL, Joseph. The hero with a thousand faces. Novato: New World Library, 2008.

[10] CAMERON, Julia. The artist’s way: a spiritual path to higher creativity. New York: J. P. Tarcher/Putnam, 2002.

[11] KING, Stephen. On writing: a memoir of the craft. New York: Scribner, 2000.

[12] ECO, Umberto. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2015.

[13] NIETZSCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

[14] MONTENEGRO, Oswaldo. Metade. In: MONTENEGRO, Oswaldo. João sem nome. 1974. Poema publicado originalmente no libreto da peça. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Marislei Espíndula Brasileiro

 P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS

Marislei Espíndula Brasileiro

Escritora | Enfermeira | Professora | Pesquisadora | Presidente da Academia Goianiense de Letras – AGnLTitular da Cadeira nº 3 | Patrona: Cora Coralina


DADOS BIOGRÁFICOS

  • Nome completo: Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro
  • Nome de apresentação institucional: Marislei Brasileiro
  • Nascimento: 27 de abril de 1969
  • Naturalidade: Cromínia, Goiás
  • Residência em Goiânia: desde os 7 anos de idade
  • Atuação: escritora, enfermeira, professora e pesquisadora
  • Academia: Academia Goianiense de Letras – AGnL
  • Cadeira: nº 3
  • Patrona: Cora Coralina
  • Função atual na AGnL: Presidente

    Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro nasceu em Cromínia, Goiás, em 27 de abril de 1969. Aos sete anos, mudou-se para Goiânia com os pais e as irmãs. Sua trajetória reúne literatura, saúde, educação, ciência e atuação institucional. Escritora desde a juventude, desenvolveu paralelamente uma sólida carreira acadêmica e profissional, construindo uma produção intelectual que transita entre diferentes áreas do conhecimento.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

    Marislei possui formação multidisciplinar, com percurso acadêmico nas áreas da saúde, educação e religião. Essa formação contribui para uma produção intelectual caracterizada pelo diálogo entre ciência, saúde, educação, espiritualidade e literatura.

  • Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás – UFG;
  • Doutora em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC Goiás;
  • Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG;
  • Especialista em Educação;
  • Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Goiás – UFG;
  • possui Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Goiás – UFG.



TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

    Marislei construiu carreira como enfermeira, professora, pesquisadora e autora. Sua atuação está relacionada à formação acadêmica e profissional, à pesquisa científica e à produção de conhecimento, especialmente em áreas vinculadas à saúde e à educação. Ao longo de sua trajetória, dedicou-se à formação de profissionais, ao desenvolvimento da pesquisa científica, à produção intelectual e ao incentivo à leitura e à cultura. Sua experiência acadêmica e científica estabelece uma relação direta com sua produção editorial, fazendo com que sua bibliografia compreenda tanto obras literárias quanto livros de caráter técnico e científico.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

    A literatura integra a trajetória de Marislei desde a juventude. Sua escrita é caracterizada pela Academia Goianiense de Letras como multifacetada, transitando entre ciência e espiritualidade, saúde e educação, com presença do protagonismo feminino. A produção de Marislei aproxima conhecimento científico e expressão literária, permitindo que temas oriundos de sua formação e experiência profissional também se projetem em sua atividade como escritora. Ao longo da carreira, consolidou extensa produção bibliográfica, tornando-se autora de mais de 40 livros, além de centenas de trabalhos e artigos de natureza científica.


OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

    Sua bibliografia abrange literatura, saúde, educação, ciência e outros campos de reflexão e conhecimento.

  • O Poder das Memórias;
  • Madeleine, um passado em Paris;
  • A Joia da Galileia;
  • Leonardo Da Vinci, a alma de um gênio

ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS – AGnL

    Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro é Titular da Cadeira nº 3 da Academia Goianiense de Letras, cuja patrona é Cora Coralina. Integra a Diretoria da AGnL para o período 2025–2029 como Presidente da instituição. Sua atuação à frente da Academia está vinculada à valorização da literatura, ao fortalecimento da identidade cultural goiana, à preservação da memória e à ampliação do diálogo da instituição com a sociedade. A presença de Marislei na presidência da AGnL reúne dois aspectos centrais de sua trajetória: a produção intelectual e a atuação institucional em favor da literatura, da leitura e da cultura.

    Marislei é também fundadora e membro da Diretoria da Academia Espírita de Letras do Estado de Goiás, instituição na qual ocupa a Cadeira nº 3. Sua participação nas duas academias amplia sua atuação institucional em favor da literatura, da memória, da cultura e da circulação do conhecimento em Goiás.

BIBLIOTECA DRA. MARISLEI ESPÍNDULA BRASILEIRO

    A Academia Goianiense de Letras mantém em sua sede a Biblioteca Dra. Marislei Espíndula Brasileiro. Segundo a própria AGnL, a denominação foi estabelecida por deliberação da primeira Diretoria da Academia, em 2006, como homenagem à trajetória de Marislei e à sua dedicação à ciência, à educação e às letras. A Biblioteca constitui espaço de preservação da memória, pesquisa, promoção do conhecimento, literatura e difusão cultural. Também abriga o Clube de Leitura da Academia Goianiense de Letras, destinado à realização de encontros, debates, estudos e reflexões sobre obras clássicas e contemporâneas. A existência de uma biblioteca institucional que leva seu nome constitui um registro relevante do reconhecimento de sua contribuição intelectual e cultural.


PRÊMIOS, TÍTULOS E DISTINÇÕES

    A Academia Goianiense de Letras registra oficialmente entre seus títulos e distinções. As distinções registram diferentes dimensões de sua atuação profissional, intelectual e social.

  • Comenda Berenice Artiaga — Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, 2005;
  • Título de Cidadã Goianiense — Câmara Municipal de Goiânia, 2010;
  • Diploma de Honra ao Mérito — Câmara Municipal de Goiânia, 2011;
  • 1º lugar no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios – Finalista Estadual – Microempreendedora — Sebrae, 2023.



PRODUÇÃO CIENTÍFICA E PESQUISA

    A pesquisa científica constitui parte expressiva da trajetória de Marislei. A Academia Goianiense de Letras registra que a autora possui centenas de artigos científicos, além de extensa produção bibliográfica. Sua atuação como pesquisadora e professora estabeleceu uma produção intelectual que relaciona formação acadêmica, atividade científica, docência e publicação. Essa dimensão científica diferencia sua trajetória dentro do campo literário, ao aproximar produção acadêmica e criação editorial.


FRASE ASSOCIADA À AUTORA

    A Academia Goianiense de Letras registra como frase pela qual Marislei é conhecida. A formulação sintetiza uma perspectiva recorrente em sua trajetória, marcada pela valorização da educação, da sensibilidade e da capacidade de transformação humana.

“A boa vontade transforma pedra em pena, enquanto que a má vontade transforma pena em pedra.”


CONTEMPORANEIDADE

    Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro integra a P.G Galeria – Contemporâneos como uma personalidade cuja atuação aproxima literatura, ciência, saúde, educação e participação institucional. Sua trajetória reúne a experiência da escritora à da pesquisadora e professora, demonstrando a possibilidade de diálogo entre produção literária e conhecimento científico. Como titular da Cadeira nº 3, de Cora Coralina, e presidente da Academia Goianiense de Letras no mandato 2025–2029, participa diretamente da preservação e da continuidade da memória literária goianiense. Sua extensa produção bibliográfica, a atividade científica e a atuação na promoção da leitura e da cultura fazem de Marislei uma presença ativa na vida intelectual contemporânea de Goiás. Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro integra a P.G Galeria – Contemporâneos como escritora, pesquisadora e agente da cultura goiana em plena atividade.


FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Academia Goianiense de Letras – AGnL: Perfil oficial de Marislei Brasileiro (Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro). Fonte principal para dados biográficos, formação acadêmica, Cadeira nº 3, patrona Cora Coralina, títulos, distinções, características da produção literária e relação de obras.
  • Academia Goianiense de Letras – Diretoria Atual: Registro oficial da Diretoria e do Conselho Fiscal da AGnL para o mandato 2025–2029, identificando Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro como Presidente e titular da Cadeira nº 3.
  • Academia Goianiense de Letras – Biblioteca Dra. Marislei Espíndula Brasileiro: Fonte institucional para a homenagem que denomina a Biblioteca, deliberação da primeira Diretoria em 2006, produção superior a 40 livros, centenas de artigos científicos e atuação em ciência, educação, literatura e cultura.
  • Universidade Federal de Goiás – UFG: Documentação acadêmica complementar utilizada para conferência do nome e da trajetória acadêmico-científica.
  • Centro Universitário Alfredo Nasser – UNIFAN: Documentação institucional complementar relacionada à atuação docente e à produção acadêmica.


P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS
Literatura, memória e cultura em construção.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Abílio Wolney Aires Neto

 P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS

ABÍLIO WOLNEY AIRES NETO

ESCRITOR CONTEMPORÂNEO

Escritor | Juiz de Direito | Professor | Pesquisador


DADOS BIOGRÁFICOS

Nome: Abílio Wolney Aires Neto
Atuação: escritor, Juiz de Direito e professor
Produção bibliográfica: 18 obras publicadas

Abílio Wolney Aires Neto desenvolve trajetória intelectual marcada pela convergência entre Direito, literatura, história, pesquisa e docência. Sua atuação profissional na magistratura convive com uma produção voltada à preservação da memória, à pesquisa histórica, à reflexão jurídica e à literatura. Os dados profissionais, acadêmicos e institucionais atuais apresentados nesta ficha foram fornecidos diretamente pelo autor e complementados por registros oficiais das instituições às quais está vinculado.


FORMAÇÃO ACADÊMICA

Abílio Wolney Aires Neto possui formação e trajetória acadêmica multidisciplinar.

  • Mestre pela PUC-GO;
  • Doutorando em Direito Constitucional pelo IDP – Brasília;
  • Graduando em Filosofia;
  • Graduando em História;
  • Graduando em Jornalismo.

A diversidade de sua formação estabelece diálogo direto com sua produção intelectual, especialmente nos campos do Direito, da história, da memória, da cultura e da literatura.


TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E ACADÊMICA

Abílio Wolney Aires Neto é Juiz de Direito e Professor. Sua trajetória profissional é construída no campo jurídico, ao mesmo tempo em que mantém intensa atividade intelectual, acadêmica e literária. A experiência na magistratura, a docência e a pesquisa constituem diferentes dimensões de uma carreira em que o conhecimento jurídico se relaciona com a investigação histórica e a produção cultural. Como pesquisador e escritor, dedica-se particularmente à recuperação e interpretação de acontecimentos, documentos, personagens e processos relacionados à história regional.


TRAJETÓRIA LITERÁRIA

A produção de Abílio Wolney Aires Neto ocupa um espaço de encontro entre literatura, Direito, história e memória. Sua escrita recupera acontecimentos e personagens, preserva documentos e transforma pesquisa histórica em produção destinada também ao público leitor. A dimensão memorialística de sua obra contribui para o registro de episódios ligados à história de Goiás e do antigo norte goiano, atual Tocantins. É autor de 18 obras publicadas, conforme informação fornecida diretamente pelo escritor.


OBRAS E PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Entre as obras documentalmente identificadas de Abílio Wolney Aires Neto encontram-se:

  • A Cidade de Ana: Anápolis;
  • A Chacina Oficial;
  • Direito Constitucional – Princípios;
  • Juizados, Arbitragem e Mediação;
  • Memórias de João Rodrigues Leal;
  • Movimento Comunista – Liga Camponesa, 1962;
  • No Tribunal da História;
  • O Barulho e os Mártires;
  • O Diário de Abílio Wolney;
  • O Duro e a Intervenção Federal;
  • Um Homem Além de Seu Tempo.

ACADEMIAS E INSTITUIÇÕES LITERÁRIAS

Abílio Wolney Aires Neto participa de importantes instituições dedicadas às letras, à história e à cultura.
É membro da:

  • Academia Goiana de Letras – AGL: Integra também a Academia Goiana de Letras, ampliando sua participação institucional na preservação e produção da cultura literária de Goiás.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás – IHGG;
  • Instituto Bernardo Élis;
  • União Brasileira de Escritores – UBE;
  • Academia Goianiense de Letras – AGnL: Integra a Academia Goianiense de Letras como Membro Titular, Cadeira nº 36; Patrono: Luiz Palacin Gómez
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PESQUISA, HISTÓRIA E MEMÓRIA

A pesquisa histórica representa um dos eixos centrais da produção intelectual de Abílio Wolney Aires Neto. Seu trabalho contribui para preservar documentos e acontecimentos associados à formação  política, social e cultural de Goiás e do Tocantins. A investigação documental, a interpretação histórica e a experiência jurídica se articulam em obras que registram episódios e personagens relevantes da memória regional. Essa característica aproxima sua produção do trabalho do historiador e do memorialista, além de sua atuação propriamente literária.


TEXTO CURATORIAL

Abílio Wolney Aires Neto constrói sua trajetória intelectual no encontro entre Direito, história, literatura e memória. Magistrado, professor e escritor, transforma pesquisa documental e experiência profissional em instrumentos de preservação cultural. Sua obra revisita acontecimentos, recupera personagens e registra episódios que ajudam a compreender a formação histórica de Goiás e do Tocantins. Com 18 livros publicados e participação em algumas das principais instituições literárias e históricas de Goiás, Abílio Wolney mantém uma produção em permanente desenvolvimento, articulando conhecimento jurídico, investigação histórica e criação intelectual.


CONTEMPORANEIDADE

Abílio Wolney Aires Neto integra a P.G Galeria – Contemporâneos como escritor, pesquisador e agente de preservação da memória. Sua trajetória demonstra como diferentes áreas do conhecimento podem convergir na construção de uma produção intelectual: Direito, História, Filosofia, Jornalismo e Literatura encontram-se em um percurso marcado pela pesquisa e pela documentação. A atuação na magistratura e na docência, os 18 livros publicados, a formação acadêmica em continuidade e a participação em academias e institutos culturais demonstram uma presença ativa na vida intelectual contemporânea de Goiás. Sua obra contribui para transformar memória em documento, pesquisa em narrativa e história em patrimônio cultural.

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FONTES DE PESQUISA E VALIDAÇÃO

  • Abílio Wolney Aires Neto
  • Informações fornecidas diretamente pelo autor para atualização de sua apresentação biográfica: Juiz de Direito, Professor, Mestre pela PUC-GO, Doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/Brasília, autor de 18 obras publicadas, graduando em Filosofia, História e Jornalismo e vínculos institucionais.
  • Academia Goianiense de Letras – AGnL
  • Registro institucional de Abílio Wolney Aires Neto como membro da Academia e ocupante da Cadeira nº 36.
  • Academia Goiana de Letras – AGL
  • Registro institucional de sua participação na Academia Goiana de Letras.
  • Universidade Estadual de Goiás – UEG
  • Acervo institucional utilizado para identificação de títulos de sua produção bibliográfica.
  • Instituto Histórico e Geográfico de Goiás – IHGG
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.
  • Instituto Bernardo Élis
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.
  • União Brasileira de Escritores – UBE
  • Vínculo institucional informado pelo próprio autor.


P.G GALERIA – CONTEMPORÂNEOS
Literatura, memória e cultura em construção.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Alfabeto Literário - D

Diálogo

O Diálogo em tempos de inteligência artificial - IA

Ponte entre ideias e pessoas

Alfabeto Literário - D


Desde que a humanidade descobriu o poder da palavra, dialogar tornou-se muito mais do que trocar informações: tornou-se um ato de reconhecimento. 

Quando escutamos alguém com atenção, validamos sua existência; quando falamos com respeito, construímos pontes. 
O diálogo sempre foi a ferramenta mais sofisticada da civilização. Entretanto, vivemos uma época curiosa. Conversamos menos entre nós e mais com as máquinas. Perguntamos, pedimos conselhos, escrevemos poemas, resolvemos problemas e até desabafamos com sistemas de Inteligência Artificial. Essa transformação não precisa ser vista como uma ameaça, mas como um convite para refletirmos sobre a maneira como nos comunicamos.
Há quem trate uma IA como se fosse uma pessoa. Há quem trate pessoas como se fossem máquinas. Nenhum dos extremos é saudável. A Inteligência Artificial responde, organiza ideias, amplia possibilidades e democratiza o acesso ao conhecimento. Ela pode ser uma excelente parceira de estudo, pesquisa, criação e inovação. Contudo, não substitui a experiência humana de olhar nos olhos, compreender silêncios, acolher emoções ou compartilhar afetos. Uma IA processa linguagem; seres humanos vivem histórias.
Curiosamente, a forma como dialogamos com a IA revela muito sobre nós mesmos. Quem formula perguntas claras costuma receber respostas mais consistentes. Quem escreve com gentileza frequentemente organiza melhor o próprio pensamento. Assim, conversar com uma inteligência artificial também pode ser um exercício de clareza, empatia e reflexão.

Mas há um cuidado indispensável: não permitir que a facilidade tecnológica substitua a profundidade das relações humanas. O risco não está na IA falar conosco; ele existe em deixarmos de conversar uns com os outros, pessoa a pessoa. Nenhum algoritmo pode substituir um abraço, uma conversa entre amigos, um debate respeitoso ou o silêncio compartilhado entre pessoas que se compreendem.

O filósofo Martin Buber[3] afirmava que a verdadeira existência acontece no encontro entre o "Eu" e o "Tu". Esse encontro exige presença, abertura e reciprocidade. 

Paulo Freire[4] também nos ensinou que o diálogo é um ato de amor, humildade e esperança. Dialogar não é vencer uma discussão, mas criar possibilidades para compreender o outro. Talvez essa seja a maior lição para a era digital: utilizar a tecnologia para aproximar pessoas, jamais para substituí-las.
O futuro não será decidido pela Inteligência Artificial, mas pela inteligência humana ao utilizá-la com ética, responsabilidade e sensibilidade. Quanto mais avançam as máquinas, maior deve ser nossa capacidade de ouvir, acolher, questionar e dialogar.
No fim das contas, a tecnologia evolui rapidamente, mas continua sendo a conversa sincera entre pessoas que transforma vidas. Que saibamos dialogar com as máquinas sem perder a capacidade de dialogar com o coração humano. Afinal, nenhuma inovação será verdadeiramente inteligente se nos afastar daquilo que nos torna profundamente humanos.



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Porque cada livro transforma um leitor. E cada leitor ajuda a transformar o mundo.

[1] Rômulo Vaz Youbube. Natural de Goiânia (GO), o escritor Rômulo conta com quatro obras publicadas: "O menino do alpendre"; "Enquanto a vida passa";  "Não foi à toa, foi a palavra" e o lançamento deste ano, pela PG Editora: De 5 em 5 abrem-se as cortinas. Membro correspondente da Academia Goianiense de Letras – cadeira 58 Formado em Filosofia pela PUC/GO, pós-graduado em Filosofia Clínica (Instituto Pacter/Porto Alegre), Produtor Cênico (pelo Instituto Basileu França). Além do trabalho como ator e professor de artes cênicas (adultos e idosos), Rômulo mantém no Youtube o Programa Convescote. @romulovaz.convescote @teatrohumanista @dragsboulevard romulovaz32@gmail.com
[2] imagem 4d:pgeditora58078477000170
[3] BUBER, Martin. Eu e Tu. São Paulo: Centauro.
[4] FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Alfabeto Literário - B

BIBLIOGRAFIA

As leituras que formam um escritor

Alfabeto Literário - B




       Ler e escrever – escrever e ler. Ler sem escrever, até pode ser, mas escrever sem ler – complica! Costuma-se dizer que todo escritor é um leitor, verdade sim, no entanto, é uma resposta incompleta.

Os livros são indispensáveis, sejam obras-primas da literatura mundial e nacional, dos clássicos aos ultramodernos (já leu um nano-conto?)

Para os escritores, ler é mais amplo, vai além daquilo que já foi escrito (papiro, papel, on-line). Escritores leem personalidades, humores, cenários, sociedades, situações, ritmos versos e controvérsias, por isso nem toda leitura que forma um escritor está nos livros. Tais leituras estão nas suas próprias vidas e nas histórias que viveram, vivenciaram, estudaram, e até mesmo ouviram falar. É o que dá aos livros sua característica singular – através dos livros é permitido experienciar outra vida, outras histórias, viajar o mundo viajar no tempo e no espaço (passado, presente e futuro) realidades, ficções e tudo quanto mais e maior puder surgir da imaginação e do pensamento humanos.

Ao abrir um livro, o leitor aceita um convite para enxergar através dos olhos de outra pessoa, e.ao mesmo tempo, projetar seus próprio olhar enquanto lê nas linhas e entrelinhas do autor. Talvez não haja experiências humanas que ofereçam um exercício tão profundo de deslocamento. Talvez seja justamente por isso que a leitura esteja na base da formação de tantos escritores.

Imaginação, percepção!

Técnicas de escrita e estilo podem ser aprendidas e copiadas, é assim que os agentes literários de IA escrevem, mas creio que nunca serão capazes de perceber, a literatura vai, então, além, audaciosamente onde a mente puder nos levar.

Perceber aquilo que passa despercebido; perceber a solidão escondida atrás de uma conversa comum; perceber a coragem que existe em pequenos gestos, perceber que cada pessoa carrega uma história que não pode ser resumida a uma aparência, uma opinião ou uma circunstância.

A bibliografia de um autor contemporâneo não se mede apenas pela estante dos livros já lidos, restam os não lidos, as percepções, as experiências, as inquietações provocadas pelas perguntas uma hora respondidas e outras ainda incógnitas.

        O escritor, autor da escrita que constrói e desconstrói, aquele que assume seu papel social e propõe novos valores, novas crenças... que transforma o mundo feio em rara beleza, ou mostra o horror na belezura, que faz ciência e traz vida ou destruição.



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Autores e Obras
[1]. Patrícia.Gabriel - Fundadora e editora-chefe da PG Editora. É escritora, romancista, poeta, ghostwriter. Atua na criação de obras literárias, biografias e projetos editoriais, unindo técnica, sensibilidade e excelência textual. Possui formações literárias e editoriais pela Universidade do Livro/Unesp, Casa Educação e pela Harvard University, no curso Masterpieces of World Literature. Também desenvolve consultoria editorial, revisão profissional de textos e ações de incentivo à leitura. É membro efetivo da União Brasileira de Escritores - seção Goiás UBE(GO); membro correspondente da Academia Goianiense de Letras AGnL.
[2] imagem 2b:pgeditora58078477000170

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Alfabeto Literário - A



Autor

O papel social do autor na era da IA

Alfabeto Literário - A


    À época da virada do milênio, estávamos percebendo a Era digital. No cerne do mundo literário, o papel do autor na sociedade fortalece sua identidade, uma certeza ou ainda um questionamento.

    A conhecida frase “ninguém segura a roda do progresso” ultrapassou Maverick, alcançou Mach 15. A “roda” não é mais o Concorde ou Stealth pois foguetes de E. Musk agora tem marcha ré! Toda a Terra avançou na Era Digital e vinte seis anos a frente dos anos dois mil, a Era Digital se converteu em Inteligência Artificial - IA.

    Estamos diante de grandes desafios de autoria, qual é o papel do autor/escritor na sociedade hodierna, e para essa resposta, mister é desenvolver uma identidade autoral. Antes, autor que se fazia presente na arte e na literatura escrevia o lhe vinha “à telha”, gêneros e números. Não creio que se persista desta forma, o leitor quer mais, muito mais. Também não se trata da resistência do livro, ele é um sobrevivente, a exemplo de Gilgamech que viveu o grande incêndio, sobreviveu as areias do tempo, literalmente, e hoje se mostra na Biblioteca de Londres. O livro é um sobrevivente há milênios e continuará a ser.

    Voltamos aos autores, escritores sincrônicos, estes que lutam para desenvolver sua identidade, fazer-se presente e agente da sociedade. A IA é um instrumento eficaz e eficiente, mas ainda um instrumento. Por mais que se digne a uma presunçosa posição paralela ao escritor, postando de humanoide, jamais alcançará Machado de Assis ou Clarice Lispector, faltará sempre ingredientes de pertencimentos humanos: a imaginação original, o pensamento originário, a emoção translúcida única.

    Sua velocidade de análises algorítmicas podem alcançar infinitos conhecimentos, no entanto, todas serão provenientes de aprendizes e aprendizados, de Sócrates ou Galileu, de Picasso ou Bach.

    Como se vê a questão é humana – o medo, que trava e empobrece o raciocínio que se conclui na falácia da superioridade da IA. Quem pode ser maior que os nosso ícones literários, alguns dos novos que se compare aos clássicos? Resposta fácil – não! Por quê? Fácil também, cada um de nossos escritores tem identidade própria, aquela maravilha que nos alegra, nos inspira ou até mesmo nos reprime, mas ainda única e autêntica.

    Assim como cada DNA é individual, assim é a identidade autoral, em qualquer Era ou milênio.

    E vêm o questionamento verdadeiro: o autor/escritor, qual seu papel social?

    Se na legislação existe a função social da propriedade, na escrita não é apenas um papel, mas uma ou mais funções sociais a serem desenvolvidas pelo escritor. Encerra-se a beleza da arte da escrita no evento estético de valor social.

É literatura quando a linguagem se torna um evento estético! 



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E cada leitor ajuda a transformar o mundo.

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[1]. Patrícia.Gabriel - Fundadora e editora-chefe da PG Editora. É escritora, romancista, poeta, ghostwriter. Atua na criação de obras literárias, biografias e projetos editoriais, unindo técnica, sensibilidade e excelência textual. Possui formações literárias e editoriais pela Universidade do Livro/Unesp, Casa Educação e pela Harvard University, no curso Masterpieces of World Literature. Também desenvolve consultoria editorial, revisão profissional de textos e ações de incentivo à leitura. É membro efetivo da União Brasileira de Escritores - seção Goiás UBE(GO); membro correspondente da Academia Goianiense de Letras AGnL.
[2] imagem 1a:pgeditora58078477000170
[3] Ademir Luiz, Presidente da UBE(GO) 2026/2027. 

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